
Agorà é uma banda italiana de rock progressivo e jazz fusion, ativa desde a primeira metade da década de 1970 até ao início da década de 1980 e desde os anos 2000 até aos dias de hoje.
A banda foi formada na região de Marche no início de 1974 com uma formação que incluía Roberto Bacchiocchi no piano, Ovidio Urbani no sax soprano, Renato Gasparini na guitarra, Paolo Colafrancesco no baixo e Mauro Mencaroni na bateria. Anteriormente, Bacchiocchi e Colafrancesco tinham feito parte do grupo Marche Oz Master Magnus Ltd, com quem produziram um álbum homônimo e um compacto de 7 polegadas intitulado Lonely People para a Tickle. Inicialmente influenciados por grupos como o Weather Report e o Perigeo, ensaiavam e compunham novas músicas numa igreja dessacralizada situada no centro histórico de Serra San Quirico na província de Ancona, que se tornou o ponto de encontro de muitos jovens músicos de Marche. O nome foi escolhido pelo grupo e por Cesar Monti (fotógrafo e criador da capa do primeiro álbum), para evocar as atmosferas da cultura mediterrânica, aplicando espontaneamente temas melódicos numa estrutura de jazz-rock.
Fizeram a sua estreia num concerto realizado no Festival Pop da Villa Pamphili em setembro de 1974. Em junho de 1975, tocaram primeiro no Festival Youth Proletariat, organizado no Parco Lambro pela revista underground Re Nudo, onde compartilharam o palco com Donatello, Jenny Sorrenti, Toni Verde e Yu Kung e graças ao interesse de Claude Nobs, atuaram no Festival de Montreux do qual Nobs era o curador, juntamente com grupos como Perigeo, Premiata Forneria Marconi e o francês Magma. Em seguida a banda assinou Atlantic e lançou o álbum ao vivo gravado na performance da Suíça (Montreux), produzido por Claudio Fabi.
No mesmo ano, com a adição do percussionista Nino Russo e do baixista Lucio Cesari, que substituiu Colafrancesco, entraram no estúdio Capolinea em Milão para gravar um segundo álbum intitulado Agorà 2, com o qual a banda estilisticamente se aproximou ainda mais do jazz-rock, ganhando também o prêmio de melhor álbum da crítica especializada. Na turnê que se seguiu, a banda voltaou a atuar no Festival del proletariato giovanile, realizado novamente no Parco Lambro em junho de 1976. No dia 27 de junho deste festival, o Agorà compartilhou o palco com Paolo Castaldi, Veronique Chalot, Patricia López, Lyonesse e Napoli Centrale.
Após novas alterações na formação, que levou a adição de Savino Lattanzio no baixo e Pepe Maina na percussão, iniciou uma turnê de 50 datas, a última das quais apresentou novas influências de jazz, também graças a adição de Massimo Manzi e Robert Clark na bateria e no baixo.
Em 1979, novamente com uma formação de cinco membros composta por Gasparini, Urbani, Bacchiocchi, Manzi e Clark, iniciaram os ensaios para o terceiro álbum, que iria se chmar Costa dell'est. Infelizmente, depois de gravarem duas novas músicas em estúdio, o grupo se separou sem lançar o tão aguardado novo álbum.
Em 2002 a bada se reformulou como uma formação acústica que incluía quatro membros históricos, Ovidio Urbani, Renato Gasparini, Mauro Mencaroni e Lucio Cesari, juntamente com cinco novos membros: Alessandra Pacheco, Giovanni Ceccarelli, Aki Montoya, o ex- membro do Banco del Mutuo Soccorso, Karl Potter e o produtor e guitarrista Maurizio Mercuri. Este conjunto realizou shows e começou trabalhar na produção de um novo álbum, que só seria lançado depois alguns anos. Numa entrevista concedida em 2007 para uma revista de jazz, o guitarrista Renato Gasparini negou a possibilidade do lançamento de um disco incluindo as duas canções inéditas anteriormente referidas, declarando: "Mais interessado no futuro do que no passado". No entanto, em 2013 com uma formação ainda mais inclinada para o acústico, os três "históricos" Gasparini, Urbani, Cesari, foram acompanhados por um segundo guitarrista, Gabriele Possenti e até um violoncelista, Gianni Pieri. O grupo lançou o tão aguardado terceiro álbum, intitulado Ichinen, apresentado em 17 de junho de 2013 no prestigiado festival Musicultura, incluindo novas canções e inesperadamente, gravações inéditas do final dos anos 1970, com Massimo Manzi na bateria, Roberto Bacchiocchi no Fender Rhodes e Robert Clark no baixo.
No mesmo ano, a gravadora BTF, que já tinha lançado a versão em CD dos dois primeiros álbuns em 2003, tratou do relançamento em vinil dos discos de 33 rotações do grupo, reproduzindo a mesma arte da época.
No início de 2013, Massimo Manzi, o segundo baterista do grupo, regressou à formação. Em 2014, a banda assinou com a Aerostella, gravadora de Franz Di Cioccio do PFM, que relançou o álbum Ichinen, garantindo a sua distribuição internacional. Em novembro de 2014, o Agorà esteve entre as bandas convidadas para atuar no Prog Exhibition, o Festival de Música Imaginável organizado pela D&D de Iaia De Capitani, ao lado de bandas consagradas da cena progressiva italiana, como o PFM e o Le Orme.
A 20 de setembro de 2015 o grupo se apresentou no Planet Live Club em Roma com uma formação alargada de oito membros, incluindo o teclista do Area, Patrizio Fariselli e o convidado especial Marco Agostinelli na flauta. O concerto integrou o Festival Progressivamente, organizado por Guido Bellachioma. Na ocasião, tocaram quatro músicas inéditas: "Bombook", de Renato Gasparini e Gianni Pieri, "Puro", de Gabriele Possenti, "Reset", de Renato Gasparini e "Oak Ballad", de Renato Gasparini e Ovidio Urbani.
Em março de 2017, o Agorà regressou a Roma, mais uma vez com a sua formação completa. Dessa vez, se apresentaram no palco do Auditorium del Parco della Musica como atração principal da primeira edição da Mandela Night, uma iniciativa promovida pela Fundação Mandela e patrocinada pela Embaixada da África do Sul em Roma. A formação foi composta por Bombook, com a adição de Mike Rossi, um saxofonista norte-americano que Renato Gasparini conheceu em 2015 no evento PiorAcustic, um festival dedicado a lutheria acústica em Pioraco (MC).
Ainda em 2017, mas reduzidos a um trio (Urbani, Gasparini e Pieri), apresentaram o seu novo álbum na Casa di Alex, em Milão. Em 2018, a Crac Edizioni publicou uma biografia da banda, editada pelo jornalista milanês Claudio Giovanni Bonomi, que traça a sua história, remontando aos primórdios musicais dos vários membros do grupo sediado em Marche, com depoimentos e episódios inéditos.
Em 2019, em Fabriano, Renato Gasparini começou a trabalhar num novo álbum para a banda, junto dos "veteranos" Lucio Cesari e Massimo Manzi, os já experientes Gianni Pieri e Marco Agostinelli. Após cerca de três anos de trabalho em estúdio, as canções para o sucessor de Bombook estão prontas e a banda aguarda encontrar uma editora interessada em lançar o álbum. Fonte: Wikipédia.
MP3 > 320Kbps.
Álbuns.
Live In Montreux (1975)01. Penetrazione (5:20)
02. Serra S. Querico (Part 1) (8:33)
03. Serra S. Querico (Part 2) (6:40)
04. Acqua Celeste (6:00)
05. Lorto Di Ovidio (5:24)
Agorà 2 (1976)01. Punto Rosso (5:29)
02. Pyramid Di Domani (6:06)
03. Tall El Zaatar (8:29)
04. La Bottega Di Duilio (5:56)
05. Simbiosi (Vasi Comunicanti) (5:33)
06. Cavalcota Solare (8:42)
Ichinen (2014)01. Serra San Quirico (5:59)
02. Ichinen (5:28)
03. Sensei (5:23)
04. Work In Progress (3:50)
05. Starstrings (6:00)
06. Instante Per Instante (4:15)
07. Tre Maggio (5:20)
08. Oceano (6:09)
09. Wood Of Guitar (4:05)
10. Progressive Suite (7:24)
11. Costa Dell'est (8:22)
12. Piramide Di Domani / Cavalcate Solara (7:54)
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