Uma
interessante mistura de música psicodélica com texturas de blues e hard
rock é o que se encontra neste grupo sueco. Alguns momentos soam
bastante pesados, com inusitado andamento e destaque para uma eficiente
produção. As músicas são cantadas tanto em inglês como em sueco, o que
dá um charme incomum na parte vocal, porém o destaque é o trabalho
instrumental que é bastante interessante em boa parte da execução de
todas as nove músicas do disco. A primeira tem o título de Psykofoni for
Ekogitarr Och Poporkester e começa com uma marcação de baixo e bateria
bastante acentuada e com um solo de guitarra psicodélico que pontua todo
o início da música. Após uma quebrada no andamento, a guitarra abre o
espaço para um órgão Hammond que executa um interessante diálogo com a
guitarra. A próxima é Leave Me, com uma levada mais suingada, onde
novamente o destaque é o trabalho do baixista e do baterista. Na
sequência, temos Sevenssson Blues que pelo título parece ser um daqueles
hard blues, porém o que vemos é um riff de órgão sobreposto a uma
marcante percussão, com um baixo solando o tempo inteiro e com um vocal
bastante agudo. A mais freak do disco.
Quando se acha que o
disco não pode mais surpreender, eis que surge 1975, com um começo
soando como grupos ingleses dos anos 1960 e um trabalho de piano com
clima jazzístico. If You Fell é novamente guitarra dialogando com o
órgão e um inusitado solo de violino no meio da música. Uma melodia
contagiante inicia a faixa seguinte, Tvivlarem, conduzida pelo órgão e
vocal, fazendo com que esta seja a música mais palatável do disco. I’m
Trying (To Find a Way to Paradise) é um ótimo hard levado pelo órgão e
rápidos solos de guitarra, lembrando bastante o Deep Purple na época do
Machine Head e com um final surpreendente. O disco foi relançado em CD
nos anos 1990 inclusive trazendo oito faixas bônus. Como balanço final, o
Asoka não chega a ser considerado um clássico do rock raro da época,
mas não tem como negar que se trata de um álbum bem agradável e que
coloca a Suécia no mapa mundial do rock no período. Em 2004, o grupo
voltou às atividades, inclusive tendo gravado um álbum em 2007 com o
inusitado e óbvio nome de 36 Years Later e em 2009 lançaram o álbum
Asoka Spelar Allan.Resenha: Livro, O Maravilhoso e Desconhecido Mundo do Rock - Vol. 1, por:Wagner Xavier.
Integrantes.
Robban Larsson (Guitarra) Patrick Erixcon (Vocais, Bongos) Claes Ericsson (Piano, Órgão) Kent "Tjobbe" Bengtson(Baixo) Alf "Patolino" Bengtson(Bateria) Bosse Winberg (Guitarra Steel)
Bitrate: 320Kbps.
Álbuns.
Asoka (1971)
01. Psykfoni For Ekogitarr Och Poporkester (2:12) 02. Ataraxia (3:28) 03. Leave Me (3:35) 04. Svensson Blues (3:28) 05. 1975 (3:48) 06. If You Feel (4:25) 07. Tvivlaren (4:38) 08. I'm Trying (To Find A Way To Paradise) (6:15) 09. Psykfoni For Ekogitarr Och Poporkester (Reprise) (2:52) Bonus Tracks. 10. The Seeker (3:54) 11. At El-Yago 9-3 (1:58) 12. Ohio (5:23) 13. Mama (4:36) 14. Southern Comfort (6:46) 15. I Need Your Love (4:45) 16. Another Kind Of Love (3:53) 17. Take Off Jam (9:11)
36 Years Later (2007)
01. Varje Gang (5:17) 02. Du Kan Soka (5:34) 03. Berit Osterberg (5:52) 04. Geographic Love (6:07) 05. Negative People (4:13) 06. Madavisan (3:38) 07. Merry Go Round (5:43) 08. Jag Blir Sa Kat (6:18) 09. Tryck Pa Knappen (5:25) 10. Visst Ar Det Batter, Me Int'ar Det Bra (3:50)
Asoka Spelar Allan (2009)
01. Visst Ar Det Battre, Men Int' Ar Det Bra (3:51) 02. Jag Gick Mig At Korka (4:32) 03. Far (5:23) 04. Nar Sma Faglar Dor (4:27) 05. Familjeportratt (3:47) 06. Du Och Jag (5:09) 07. Forhoppning (3:40)
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