
Audioslave foi um supergrupo de rock norte-americano (EUA) formado em Glendale, Califórnia em 2001. A banda era composta pelo vocalista e guitarrista do Soundgarden, Chris Cornell e pelos membros do Rage Against the Machine, Tom Morello (guitarra solo), Tim Commerford (baixo, vocais de apoio) e Brad Wilk (bateria). Os críticos descreveram inicialmente o Audioslave como uma combinação do Soundgarden e do Rage Against the Machine, mas com o segundo álbum da banda, Out Of Exile, notou-se que tinham estabelecido uma identidade própria. O seu som foi criado pela mistura do hard rock dos anos 1970 e do rock alternativo dos anos 1990, com influências musicais que incluíam o funk, o soul e o R&B dos anos 1960. Tal como os Rage Against the Machine, a banda se orgulhava do fato de todos os sons dos seus álbuns serem produzidos utilizando apenas guitarras, baixo, bateria e voz, com ênfase na ampla extensão vocal de Cornell e nos solos de guitarra não convencionais de Morello.
Nos seus seis anos juntos, o Audioslave lançou três álbuns, receberam três nomeações para o Grammy, venderam mais de oito milhões de discos em todo o mundo e se tornaram a primeira banda de rock norte-americana que realizou um concerto ao ar livre em Cuba. A banda se separou em fevereiro de 2007, depois de Cornell ter divulgado um comunicado anunciando que estava deixando a banda.
O Audioslave se reuniu para atuar no Baile Anti-Inaugural do Prophets of Rage no dia 20 de janeiro de 2017. A morte de Cornell mais tarde no mesmo ano impediu qualquer hipótese de novas reuniões.
História.
Formação, 2000-2001.
Em 18 de outubro de 2000, o Rage Against the Machine se separarou depois do vocalista Zack de la Rocha ter anunciado a sua saída, alegando uma falha no "processo de tomada de decisão" da banda. Os outros membros anunciaram planos para procurar um novo vocalista.
Vários vocalistas se apresentaram com eles, incluindo B-Real do Cypress Hill, mas a banda não queria outro rapper ou alguém que soasse como de la Rocha. Layne Staley do Alice in Chains foi alvo de rumores durante muito tempo sobre uma audição, mas Morello negou esse fato no Twitter em 2015. O produtor musical e amigo Rick Rubin sugeriu que tocassem com Chris Cornell do Soundgarden que se tinham separado em 1997. Rubin também persuadiu Morello, Wilk e Commerford para fazerem terapia de grupo com o preparador vocal Phil Towle após a separação. Rubin estava confiante de que com a nova voz certa, o Rage Against the Machine tinham potencial para se tornar uma banda melhor, tal como os Yardbirds tinham evoluído para os Led Zeppelin. Mais tarde, Commerford creditou Rubin como o catalisador que uniu o Audioslave. O chamou de "o anjo na encruzilhada" porque "se não fosse ele, eu não estaria aqui hoje".
A química com Cornell foi imediatamente aparente. Morello disse: "Ele foi até ao microfone e cantou a música e eu não conseguia acreditar. Não soava apenas bem. Não soava bem. Soava transcendente. E... quando há uma química insubstituível desde o primeiro momento, não se pode negar." O grupo escreveu 21 canções durante 19 dias de ensaio e começou trabalhar em estúdio no final de maio de 2001 com Rubin como produtor, enquanto resolvia as questões da editora e da gestão.
Audioslave, 2002-2003.
Em 19 de março de 2002, o grupo ainda sem nome foi confirmado para o sétimo Ozzfest anual. Alguns dias depois, surgiram relatos de que a banda tinha se separado antes de se apresentar ao público. O manager de Cornell confirmou que ele tinha abandonado a banda sem dar explicações.
Os rumores iniciais sugeriam que Cornell não gostava de ter dois managers ativamente envolvidos no projeto (Jim Guerinot da Rebel Waltz, representava Cornell e Peter Mensch da Q Prime, tomava conta do Rage Against the Machine). De acordo com a banda, a separação não foi desencadeada por conflitos pessoais, mas por desentendimentos entre os seus empresários. Após a mixagem do álbum ter sido finalizada, aproximadamente seis semanas depois, o grupo se reuniu e simultaneamente, despediu as suas antigas empresas de gestão e contratou outra, a The Firm. As suas gravadoras anteriores, Epic e Interscope resolveram as suas diferenças concordando em alternar quem lançaria os álbuns da banda.
Entretanto, 13 mixagens preliminares de músicas que a banda tinha criado meses antes foram divulgadas em redes de partilha de ficheiros peer-to-peer em maio de 2002, sob os nomes Civilian ou Civilian Project. Segundo Morello, as canções estavam inacabadas e em alguns casos, "nem sequer tinham as mesmas letras, solos de guitarra, atuações de qualquer tipo". Os descreveu-os como "esboços inferiores de trabalhos em curso, enviados para Seattle para Chris trabalhar neles. Alguém nesse estúdio se apropriou de uma cópia e passados oito meses chegou a um site italiano. Depois se tornou global e toda a gente pensava que tinha o disco, o que foi muito frustrante."
A banda anunciou o seu nome após ter chegado a um acordo com uma banda de Liverpool com o mesmo nome e lançou o seu site no início de setembro. O primeiro single, "Cochise", foi publicado online no final de setembro e começou tocar nas rádios no início de outubro. Os críticos elogiaram o estilo vocal de Cornell, uma mudança em relação ao rap de de la Rocha e constataram que "os ex-membros do RATM fizeram um Paul Weller, recuando do terreno que abriram para os sons que os inspiraram". O realizador Mark Romanek filmou um videoclipe para "Cochise", que mostra a banda tocando no topo de uma torre em construção no meio de um gigantesco fogo de artifício que fornece toda a iluminação. As explosões de fogos de artifício durante as filmagens geraram receios de um ataque terrorista entre os moradores que vivem perto da Barragem Sepulveda de Los Angeles, local das filmagens.
O álbum de estreia da banda, Audioslave, foi lançado em 19 de novembro de 2002 e entrou na tabela Billboard 200 na 7ª posição, após ter vendido 162.000 cópias na sua primeira semana. Foi certificado ouro um mês após o lançamento e em 2006 alcançou o estatuto de tripla platina. Continua sendo o álbum de maior sucesso do Audioslave, tendo vendido mais de três milhões de cópias só nos Estados Unidos. Recebeu críticas mistas, alguns críticos o consideraram pouco inspirado e previsível. A Pitchfork elogiou a voz de Cornell, mas criticou praticamente todos os outros aspectos, considerando as letras "um completo disparate" e a produção de Rubin "um produto sintetizado com uma sonoridade rock que não emite calor". Outros críticos elogiaram o estilo como fazendo lembrar o rock dos anos 1970 e compararam ao Led Zeppelin e ao Black Sabbath, dizendo que acrescentaram som e estilo muito necessários ao rock mainstream contemporâneo.
O Audioslave fez a sua estreia ao vivo em 25 de novembro de 2002, apresentando um breve espetáculo no telhado do Ed Sullivan Theatre na Broadway em Nova Iorque, para o Late Show with David Letterman. Foi a primeira vez que uma banda apareceu no letreiro de Letterman. O KROQ Almost Acoustic Christmas desse ano foi o primeiro concerto pago do Audioslave, no qual a banda tocou na primeira noite, 7 de dezembro, depois de ter feito um concerto secreto num clube na noite anterior. Perto do final do set de seis canções da banda, Cornell disse ao público: "Estes tipos salvaram-me a vida este ano" e o concerto terminou com os seus companheiros de banda o abrando. Depois, quando questionado sobre os seus comentários, disse apenas que tinha arrastado o trio "por um caminho de merda" nos últimos meses. Cornell confirmou mais tarde que se tinha internado numa clínica de reabilitação para tóxico dependentes. Num artigo do San Diego CityBEAT, Cornell explicou que passou por "uma crise pessoal horrível" durante a produção do primeiro disco, ficando em reabilitação durante dois meses e se separando da mulher. Creditou Morello, Commerford e Wilk por ter ajudado a se recuperar. Afastou os rumores sobre problemas com OxyContin ou heroína.
"Like a Stone", o segundo single do Audioslave foi lançado no início de 2003. Foi o single de maior sucesso do álbum, alcançando o primeiro lugar nas tabelas Mainstream Rock Tracks e Modern Rock Tracks da Billboard. Recebeu a certificação de ouro, se tornando single de maior sucesso da banda. O videoclipe foi escrito e realizado por Meiert Avis e utiliza o espaço negativo para evocar a memória dos músicos do passado. O videoclipe do terceiro single, "Show Me How to Live" foi banido pela MTV, alegadamente porque mostra a banda numa perseguição de carros em alta velocidade e atirar carros e motos da polícia para fora da estrada. O primeiro DVD da banda, Audioslave, foi lançado em 29 de julho de 2003.
O Audioslave fez uma extensa turnê mundial em 2003, recebendo críticas positivas pelas suas atuações, incluindo no revivido Lollapalooza. A sua atuação na turnê do Lollapalooza ganhou o prêmio Metal Edge 2003 Readers' Choice Award para "Banda Favorita do Lollapalooza".
Out Of Exile, 2004-2005.
Em 2004, na 46ª edição do Grammy Awards, "Like a Stone" foi nomeada para "Melhor Performance de Hard Rock" e o álbum Audioslave para "Melhor Álbum de Rock". Passaram o resto de 2004 em pausa das turnês e trabalhando no segundo álbum. Isto deu a Morello tempo para se concentrar no seu projeto solo, o Nightwatchman e também para participar ativamente em atividades políticas. Cornell teve tempo para se concentrar na sua vida pessoal, após a finalização do seu divórcio da sua primeira mulher, casou com Vicky Karayiannis, uma publicista radicada em Paris que conheceu durante a primeira turnê europeia do Audioslave.
O trabalho num novo álbum começou em 2003 durante a turnê do Lollapalooza e continuou no final do ano, quando os membros da banda entraram em estúdio. Além de compor material novo, a banda tinha também algumas músicas descartadas das sessões do Audioslave, de acordo com Morello, tinham "quase material suficiente para outro álbum já pronto". "Be Yourself ", o primeiro single do álbum ainda sem título foi criticado por alguns críticos que o consideraram "fraco e a letra é insípida e sem rumo". Ainda assim, alcançou o primeiro lugar nas tabelas Mainstream e Modern Rock.
Em abril de 2005, a banda iniciou uma turnê em clubes, que se prolongou até ao final de maio. Embora em turnês anteriores o Audioslave tocasse ocasionalmente covers, evitaram deliberadamente tocar músicas das suas bandas anteriores para não as utilizarem como "muleta" para "ajudar a vender e lançar o Audioslave", uma vez que o seu objetivo era estabelecer a banda como uma "entidade independente". Depois de atingirem este objetivo, acharam que era "tempo de assumir estas histórias" e começaram a apresentar uma seleção das músicas mais populares das duas bandas (como "Black Hole Sun" e "Bulls on Parade") na turnê.
O segundo single, "Your Time Has Come", foi lançado através de uma promoção única, com a duração de uma semana, que envolveu ouvintes de rádio de todo o mundo. As estações de rádio foram solicitadas para publicar um link nos seus sites para um download especial da música por tempo limitado. Assim que um milhão de pessoas clicassem no link, a música seria desbloqueada e ficaria disponível para download para todos os um milhão.
Em 6 de Maio de 2005, o Audioslave fez um show gratuito em Havana, Cuba, para uma audiência estimada em 50.000 pessoas na Tribuna Anti-Imperialista José Martí, um local construído em 2000 para protestos em massa contra o governo dos EUA. O Audioslave se tornou o primeiro grupo de rock americano que realizou um concerto ao ar livre em Cuba. A banda viajou para Havana levando consigo a sua equipa de filmagens no dia 4 de maio para passar dois dias visitando locais históricos e interagindo com músicos e jovens cubanos. Morello e o resto da banda insistiram que a viagem não tinha como objetivo fazer uma declaração política, mas sim participar num intercâmbio cultural musical. A viagem foi organizada com a autorização conjunta do Departamento do Tesouro dos Estados Unidos e do Instituto Cubano de la Música (Instituto Cubano de Música), dado que as viagens de cidadãos americanos para Cuba são restritas, mas a autorização chegou tão tarde que a banda teve de cancelar e adiar várias datas confirmadas da sua turnê pelos EUA. O concerto de 26 canções, que incluiu várias canções do Soundgarden e do Rage Against the Machine foi o mais longo que a banda já tinha tocado.
Out Of Exile foi lançado internacionalmente em 23 de maio de 2005 e um dia depois nos EUA. Estreou no topo da tabela Billboard 200, sendo o único álbum do Audioslave que alcançou essa posição. Na semana seguinte, porém, desceu para o terceiro lugar, com uma quebra de 62% nas vendas, alcançando consequentemente o estatuto de platina. Cornell admitiu ter escrito algumas das suas canções mais pessoais no álbum, influenciado pelas mudanças positivas na sua vida desde 2002. Descreveu o álbum como mais variado do que o de estreia e com menos riffs de guitarra pesados.
O álbum foi recebido de forma mais favorável do que o álbum de estreia, os críticos repararam nos vocais mais fortes de Cornell, provavelmente resultado de ter deixado de fumar e de beber e salientaram que Out Of Exile é "o som de uma banda encontrando a sua própria identidade". O AllMusic, que deu uma crítica morna ao Audioslave, elogiou o álbum como "enxuto, pesado, forte e memorável". As letras, no entanto, eram ainda uma queixa comum. O MusicOMH.com escreveu que as letras de Cornell "continuam a roçar o ridículo"; a abordagem mais suave e lenta do álbum também foi frequentemente criticada.
Após o lançamento do álbum, a banda embarcou numa turnê europeia, atuou no concerto de beneficência Live 8 em Berlim em 2 de julho de 2005 e realizou a sua primeira turnê como atração principal em arenas na América do Norte, desde o final de setembro até novembro de 2005. O videoclipe de "Doesn't Remind Me", o terceiro single de Out Of Exile, foi publicado online em setembro de 2005. O segundo DVD, Live in Cuba, com o concerto em Havana foi lançado em 11 de outubro de 2005. Recebeu a certificação de platina em menos de dois meses.
Revelations e ruptura, 2006-2007.
Em dezembro de 2005, o Audioslave recebeu a sua terceira nomeação para o Grammys na 48ª edição dos prêmios na categoria de Melhor Performance de Hard Rock, por "Doesn't Remind Me". Começaram a gravar o seu próximo álbum, Cornell já tinha manifestado o seu desejo de fazer "um álbum a cada ano ou ano e meio", mesmo antes do lançamento de Out Of Exile. No início de julho de 2005, após a conclusão da turnê europeia, a banda regressou ao estúdio para compor novas músicas, Morello disse que o seu objetivo era "diluir as fronteiras entre o ensaio, a gravação e a turnê". A gravação propriamente dita começou em janeiro de 2006, com planos para lançar o álbum em junho. Dessa vez a banda escolheu para remixar o álbum, o mesmo de Out Of Exile, Brendan O'Brien, como produtor.
A banda tinha 20 canções escritas e gravadas, 16 delas em apenas três semanas. A data de lançamento do álbum foi adiada para o início de setembro e a banda cancelou a sua turnê europeia previamente anunciada, para ter um novo álbum para promover quando embarcasse na turnê. O primeiro single do álbum, "Original Fire", foi disponibilizado online no site oficial da banda para streaming gratuito no início de julho.
As notícias sobre a saída de Cornell surgiram em julho de 2006, quando fontes internas afirmaram que, após o lançamento do terceiro álbum ele iria abandonar a banda e retomar para sua carreira solo. Cornell negou imediatamente os rumores.
Uma campanha de marketing especial antecedeu o lançamento do novo álbum em agosto, quando o conceito artístico foi apresentado no Google Earth como uma ilha utópica fictícia, Audioslave Nation, criada no Pacífico Sul. Várias músicas do álbum apareceram em trilhas sonoras de filmes e jogos, "Wide Awake" e "Shape of Things to Come" foram apresentadas em Miami Vice, enquanto "Revelations" estava na trilha sonora de Madden NFL 07. Revelations foi lançado em 5 de setembro de 2006. O álbum entrou na Billboard 200 em 2º lugar e vendeu 142.000 cópias durante a sua primeira semana de lançamento. Se Tornou o álbum de menor sucesso comercial da banda, caindo ainda mais rapidamente que Out Of Exile, as suas vendas caíram 65% na semana seguinte, alcançando a certificação de ouro um mês depois. O álbum mostrou influências de funk, soul e R&B que eram inexistentes para a banda anteriormente, Morello referiu-se ao novo som como "Led Zeppelin meets Earth, Wind & Fire". Além disso, várias canções assumiram uma postura política de forma mais aberta do que os lançamentos anteriores.
O álbum recebeu uma resposta crítica semelhante à de Out Of Exile, com a maioria dos críticos elogiando a integridade da banda no disco. As novas influências de funk e soul também foram bem recebidas, o Allmusic considerou o álbum "o disco mais colorido, diversificado e consistente do Audioslave até agora". Muitos outros, o viram como "apenas mais um disco de rock" e musicalmente não muito diferente do álbum anterior.
Cornell decidiu adiar a turnê Revelations até 2007, porque queria "deixar o álbum ser lançado durante algum tempo" e também se concentrar no seu segundo álbum solo. O resto da banda concordou, Morello revelou também os seus planos para lançar o seu álbum solo de estreia no início de 2007. O segundo e último single do álbum, "Revelations", foi lançado em outubro de 2006 com um videoclipe um mês depois.
Em 22 de janeiro de 2007, foi anunciado que o Rage Against the Machine iriam se reunir para um único concerto no Coachella Valley Music and Arts Festival, em 29 de abril. Menos de um mês depois, em 15 de fevereiro, Cornell anunciou oficialmente a sua saída do Audioslave, divulgando o seguinte comunicado: Devido a conflitos de personalidade irreconciliáveis, bem como a diferenças musicais, vou deixar a banda Audioslave em definitivo. Desejo aos outros três membros tudo de bom nos seus projetos futuros.
Afirmou que, no que lhe dizia respeito, o Audioslave tinha dissolvido e que uma compilação de maiores êxitos seria editada no futuro, devido a compromissos com a gravadora.
Pós - término, 2008-2016.
Morello e Cornell discordaram inicialmente sobre os detalhes da saída de Cornell do grupo. Morello alegou que Cornell não comunicou diretamente com ele sobre a saída enquanto Cornell contrapôs: "O Tom e eu falámos sobre o fato de eu ir gravar um disco e que estava cansado do que acabou por parecer negociações políticas sobre como iríamos conduzir os negócios do Audioslave e não chegar a lado nenhum." Acrescentou ainda que este processo de "condução dos negócios do Audioslave" o levou a seguir uma carreira solo. Ao contrário de alguns relatos, Cornell afirmou que a separação não foi por dinheiro, mas sim porque não estava se dando bem com os outros membros nos últimos anos da banda.
Em 2011, Cornell revelou mais informações sobre o fim da banda: "Pessoalmente, muito disso foi eu a tentar reerguer-me. Passei por muita turbulência pessoal na época em que o Audioslave se formou e infelizmente acho que isso afetou um pouco a banda no sentido em que eu não estava realmente com os pés no chão... Acho que havia coisas que poderiam ter sido resolvidas e houve dramas que provavelmente foram desnecessários, típicos das bandas de rock. Certamente tive a minha quota-parte de culpa nisso. Sinto definitivamente que participei em muita coisa desnecessária. Não era preciso ter chegado a este ponto. A gente aprende com a experiência."
Em 2012, Morello disse que material inédito que não estava nos três álbuns poderia ser lançado no futuro num momento não especificado. Cornell e Morello partilharam o palco juntos pela primeira vez em sete anos, entre muitos músicos, no concerto do Rock and Roll Hall of Fame de 2013. Cornell também se juntou a Morello no palco em 26 de setembro de 2014, como convidado no seu concerto solo em Seattle. Tocaram juntos várias músicas do Nightwatchman, covers acústicos habituais de Cornell e pela primeira vez em oito anos, algumas músicas do Audioslave.
Em agosto de 2015, Cornell declarou abertamente numa entrevista para Total Guitar que estava bastante ansioso por se reunir com o Audioslave. Logo em seguida, Morello disse que estava interessado em voltar a trabalhar com Cornell, recordando com muito carinho a sua atuação em Seattle em 2014.
Reencontro e morte de Chris Cornell, 2017.
Em 17 de janeiro de 2017, foi anunciado que o Audioslave faria um rwunião para o seu primeiro concerto em 12 anos no Baile Anti-Inaugural dos Prophets of Rage, protestando contra a tomada de posse do presidente Donald Trump. O evento ocorreu no dia 20 de janeiro de 2017.
Questionado em fevereiro de 2017 se haveria mais concertos de reunião do Audioslave no futuro, Cornell respondeu: "É sempre uma possibilidade. Quer dizer, já falávamos sobre isso há pelo menos três ou quatro anos. Até estávamos pensando em marcar datas, mas acabou por não resultar porque toda a gente está muito ocupada. Eles têm outra banda, todos têm bandas solo, eu tenho o Soundgarden e uma carreira solo que está consumindo muito do meu tempo.
No entanto, em 18 de maio de 2017, três meses após ter feito esta declaração, Cornell foi encontrado morto no seu quarto de hotel em Detroit, acabando com a possibilidade de qualquer futura reunião do Audioslave com o seu vocalista original.
Nome.
A ideia original para o nome da banda era "Civilian", mas foi descartada quando os membros descobriram que o nome já estava sendo utilizado. Morello desmentiu mais tarde a história, contradizendo Commerford e Cornell e comentou que "Civilian" era apenas um rumor que circulava na época. Afirmou: "A banda sempre teve apenas um nome e esse é Audioslave." Morello descreveu a origem do nome "Audioslave" ao LAUNCHcast da seguinte forma: Esta foi uma sugestão do Chris, que lhe surgiu um pouco numa visão. Todos nós usamos pagers de comunicação e uma noite o Chris disse: "Já sei. São o Audioslave." E todos nós respondemos: "Ótimo, fantástico." ... Parafraseando Elvis Costello, falar de nomes de bandas é como dançar sobre arquitetura, não faz sentido, porque o nome da banda passa a ser a música e as pessoas.
Após o anúncio do nome, foi descoberto que ele já estava sendo utilizado por uma banda independente de Liverpool. As duas bandas chegaram a um acordo, com a banda americana Audioslave a pagar 30 mil dólares num contrato que permitia a cada banda usar o nome. Para evitar confusões, a banda de Liverpool mudaria o seu nome para "The Most Terrifying Thing".
O nome foi ridicularizado pelos críticos devido a sua falta de inspiração e foi considerado um dos piores do rock contemporâneo, ou mesmo de todos os tempos. A Pitchfork o chamou de "o nome de banda mais estúpido do ano" e Chuck Klosterman da revista Spin, o criticou como "um dos nomes de banda mais idiotas da história recente do rock".
Estilo e influências musicais.
O estilo musical do Audioslave tem sido geralmente considerado hard rock, metal alternativo, pós-grunge e rock alternativo. Tom Morello observou que a banda partilhava influências mais variadas em comparação com os seus projetos anteriores e de Chris Cornell, afirmando: "Existem algumas influências mais previsíveis, Black Sabbath e Led Zeppelin, mas conseguimos incorporar algumas influências mais esotéricas como Chemical Brothers e Portishead e até mesmo Woody Guthrie."
Combinando riffs de hard rock ao estilo dos anos 1970 com rock alternativo, o Audioslave criou um som distinto. Esta mistura foi impulsionada pela ampla extensão vocal de Cornell, pelos solos de guitarra inovadores de Morello e pela robusta seção rítmica de Wilk e Commerford. Morello, embora tenha afirmado que "nunca se sentiu musicalmente limitado" no Rage Against the Machine, disse que tinha "muito mais espaço para explorar com o Audioslave" e um "território musical mais vasto". Isto significava que os instrumentistas tinham a oportunidade de compor música lenta e melódica, algo que não tinham feito antes. Fonte: Wikipédia.
Integrantes.
Chris Cornell (Vocal Principal, Guitarra Ocasional, 2001-2007, 2017, R.I.P 2017)
Tom Morello (Guitarra, 2001-2007, 2017)
Tim Commerford (Baixo, Vocais de Apoio, 2001-2007, 2017)
Brad Wilk (Bateria, 2001-2007, 2017)
MP3 > 192Kbps.
Álbuns.
The Civilian Project (Demo 2001)01. Cochise
02. Like a Stone
03. Shadow on the Sun
04.
Gold (Turn to Gold / Golden Visions)
05. Bring 'Em Back Alive
06.
Exploder
07. Getaway Car
08. I Am the Highway
09. The Last Remaining
Light
10. Light My Way
11. We've Got the Whip
12. Gasoline
13. Show
Me How to Live
Audioslave (2002)01. Cochise
02. Show Me How To Live
03. Gasoline
04.
What You Are
05. Like A Stone
06. Set It Off
07. Shadow On The Sun
08. I Am The Highway
09. Exploder
10. Hypnotize
11. Bring `Em
Back Alive
12. Light My Way
13. Getaway Car
14. The Last Remaining
Light
Live On Broadway (Live 2002)01. Intro
02. Set It Off
03. Cochise
04.
Gasoline
05. Like a Stone
Like A Stone (Single 2003)01. Like A Stone (Album Version)
02. Like A Stone (Live BBC
Radio 1 Session)
03. Gasoline (Live BBC Radio 1 Session)
04. Set It Off
(Live From Letterman)
05. Super Stupid (Live BBC Radio 1 Session)
Live Millano (Live 2003)01. Light My Way
02. Set It Off
03. Gasoline
04.
Like A Stone
05. Super Stupid
06. What You Are
07. Give False Start
08. Give
09. Exploder
10. Last Remaining Light
11. Hypnotize
12. Sing Along
13. Showme How To Live
14. Cochise
15. Shadow On
The Sun
Live In Tokyo (Live 2003)01. Light My Way
02. Set It Off
03. Gasoline
04. Like a
Stone
05. Super Stupid (Funkadelic Cover)
06. What You Are
07.
Exploder
08. Gold
09. The Last Remaining Light
10. Hypnotize
11.
Show Me How To Live
12. Cochise
13. Shadow On The Sun
X Session EP (Live 2003)01. Like a Stone
02. Show me how to Live
03. Working Man
(Rush Cover)
04. I'm the Highway
05. Cochise
Out Of Exile (2005)01. Your Time Has Come
02. Out Of Exile
03. Be Yourself
04. Doesn`t Remind Me
05. Drown Me Slowly
06. Heaven`s Dead
07.
The Worm
08. Man Or Animal
09. Yesterday To Tomorrow
10. Dandelion
11. #1 Zero
12. The Curse
Live In Cuba (Live 2005)01. Set It Off
02. Your Time Has Come
03. Like a
Stone
04. Spoonman
05. The Worm
06. Gasoline
07. Heaven's
Dead
08. Doesn't Remind Me
09. Be Yourself
10. Bulls on Parade
11.
Out of Exile
12. Outshined
13. Shadow on the Sun
14. Black Hole
Sun
15. I Am the Highway
16. Show Me How To Live
17. Cochise
Be Yourself (Single 2005)01. Be Yourself
02. Like A Stone (Live)
03. Show Me How
To Live (T Ray Remix)
Sessions AOL (2005)01. Be Yourself
02. Loud Love
03. Doesn't Remind_Me
04.
Out Of Exile H8me
05. Sleep Now In The Fire
Revelations (2006)01. Revelations
02. One And The Same
03. Sound Of A Gun
04. Until We Fall
05. Original Fire
06. Broken City
07. Somedays
08. Shape Of Things To Come
09. Jewel Of The Summertime
10. Wide
Awake
11. Nothing Left To Say But Goodbye
12. Moth
Live (EP 2006)01. Set It Off
02. Doesn't Remind Me
03. Gasoline
04 .
Out Of Exile
Covers & Rare (2006)01. Give
02. Gold (Rod Edit)
03. Set It Off (Live In
Studio)
04. Gasoline (Live In Studio)
05. Super Stupid (Funkadelic
Cover)
06. We Got The Whip (Cochise Single)
07. Here I Come (Feat.
DMX)
08. Show Me How To Live (T-Ray Mix)
09. Peace, Love And Understanding
(Nick Lowe Cover, Feat. James Keenan)
10. Billie Jean (Michael Jackson
Cover)
11. Thank You (Led Zeppelin Cover)
12. Techno Ted (Live)
13.
White Riot (The Clash Cover)
14. Seven Nation Army (The White Stripes
Cover)
15. Working Man (Rush Cover)
16. Jam (Feat. Public Enemy)
17.
Bulls On Parade / Sleep Now In The Fire (RATM Cover)
18. Black Hole Sun
(Soundgarden Cover)
19. Sleight Of Hand (Live)
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