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Bathory foi uma banda / projeto musical de black metal formada em 1983 na cidade de Estocolmo, capital da Suécia, pelo multi-instrumentista Thomas Börje Forsberg, mais conhecido pelo nome Quorthon. A banda é considerada uma das criadoras tanto do black metal quanto do viking metal. O Bathory encerrou suas atividades definitivamente no ano de 2004, quando Quorthon faleceu. O nome da banda é uma homenagem a condessa húngara Erzsébet Báthory, considerada a serial killer mais famosa da Hungria.

Os quatro primeiros álbuns da banda são considerados como o pontapé inicial para a criação do black metal Escandinavo. A banda deixou de seguir este estilo em seu quinto álbum, Hammerheart de 1990, esse álbum é citado como um dos primeiros álbuns de viking metal.


Formação.

O Bathory tem sua história coberta de mistério. Pouco se encontra de concreto sobre o assunto, especialmente sobre o line-up. Contemporâneo das bandas, Kreator, Destruction e Sodom, foi influência para outras bandas que vieram depois como Emperor, Samael e Tiamat.

Formado em 1983 pelo multi-instrumentista Quorthon e dois amigos, somente por diversão, o Bathory era uma banda de garagem que fazia covers de bandas como Black Sabbath e Venom. Nessa garagem, que funcionava como mecânica e tinha peças de carros amontoadas, a banda tocava em equipamentos precários. O lugar era tão pequeno que, segundo o próprio Quorthon lembra depois, "se entravam os instrumentos, os músicos tinham que sair".

O Bathory tem a singularidade de ser um projeto apenas de estúdio, gravando álbuns, mas não se apresentando em shows. Seu idealizador é Quorthon, que faz a maioria das guitarras, violões, efeitos de som, vocais, mixagens e tem influências declaradas de música clássica, Beethoven e Wagner em particular.


Origem do nome.

O nome Bathory vem de uma condessa chamada Elizabeth Bathory, nascida em 1560, que morava em um castelo na Hungria. Ela tinha o estranho costume de se banhar em sangue de virgens porque acreditava ser o segredo do rejuvenescimento. Após várias suspeitas, o rei da Hungria ordena que invadam o castelo e os soldados encontram várias meninas mortas e outras presas. Elizabeth é julgada (a transcrição do seu julgamento existe até hoje na Hungria) e presa em solitária enquanto seus cúmplices são queimados vivos.

Existem indícios históricos de que o governador da província em que Elizabeth morava teria inventado histórias sobre ela para pressioná-la a pagar a dívida de impostos a ele. O pretexto foi a "caçada as bruxas" da Inquisição promovida pela Igreja Católica e pelos moralistas da época. Elizabeth Bathory foi a principal responsável pelo início da lenda dos vampiros.

Considerado como um dos primeiros trabalhos de death metal, com suas histórias macabras, Quorthon conta anos depois que sua principal inspiração vinha da revista de terror cômico "Chock" (semelhante a "Tales From the Crypt") e diz ironicamente que não é resultado da leitura de "nenhuma Bíblia Negra".


Primeiros álbuns: Era Black Metal.

Em fevereiro de 1984 o Bathory participou da compilação "Scandinavian Metal Attack" com as músicas "Sacrifice" e "Return of the Darkness and Evil". Muitas pessoas gostaram e a gravadora recebeu correspondências com elogios, diante disso o Bathory foi convidado para gravar um álbum. Oito meses depois, em outubro, a banda lançou "Bathory".

Gravado e mixado na Suécia em apenas três dias, o álbum traz uma curiosidade; a capa era para ser preta e dourada, mas como o resultado iria ser muito caro, o logotipo foi impresso em branco. Apenas 700 capas com o bode em amarelo, conhecida como "The Yellow Goat", foram feitas. A raridade hoje pode ser encontrada por um preço entre $200 e $400.

“Bathory” é um álbum de black metal clássico, com riffs rápidos e que, segundo o próprio Quorthon, teve a influência das “letras do Black Sabbath e da intensidade sonora do Motörhead”. Já no início de 1985, a banda faz outra participação, agora em "Scandinavian Metal Attack II", com as faixas "Hades" e "War" do álbum recém-lançado.

Em maio de 1985 foi lançado o álbum "The Return", também gravado na Suécia. A música "Born for Burning" é dedicada a uma “bruxa” chamada Marrigje Ariens, nascida em 1521 e queimada pela Inquisição em 1591 na Holanda. As letras e composições desse álbum continuam black metal, mas percebe-se maior criatividade e originalidade que no trabalho anterior apesar do curto tempo entre os dois.

A participação do Bathory em "Speed Kills 2", com a faixa "Possessed" do álbum "The Return", marca o ano de 1986. Em maio de 1987 a banda lançou "Under the Sign of the Black Mark" que traz uma foto do Stockholm Opera House na capa. Novamente o estilo é o black metal rápido, porém as letras agora têm a guerra como tema crescente. A música "Woman of Dark Desires" é dedicada a memória da própria Elizabeth Bathory e "Of Doom" aos fãs. Durante o período de composição, Quorthon diz só ter escutado música clássica, para se inspirar e criar novos arranjos, o que pode ter trazido ao álbum um pouco mais de melancolia e frieza nas músicas.


Era Viking Metal.

No ano seguinte o Bathory participou, juntamente com Death, Onslaught e Agent Steel, entre outras, de "Speed Kills 3" com a faixa "Of Doom" do álbum anterior. Ainda em 1988, em outubro, foi lançado "Blood Fire Death" com muito mistério. Nada se sabe sobre Kothaar (o baixista) e Vvornth (o baterista) que participaram desse álbum. Tudo foi mantido em segredo e só se sabe que eles são suecos.

As letras agora falam predominantemente de guerras e batalhas da chamada "Era Viking" da história e mitologia europeia. A capa do álbum é uma pintura de 1872 de Peter Nicolai Arbo chamada "Asganrdsteien" e a fotografia da banda é de Pelle Mattéus e a única foto deles em todos os álbuns do Bathory.

Em 1989 participam de "Speed Kills 4", dessa vez um álbum duplo, que também contou com Exodus, Nuclear Assault, Possessed, Dark Angel e Acid Reign. A faixa escolhida foi "For All Those Who Died" do "Blood Fire Death".

O Bathory assinou então com a Noise Records no início de 1990 e em abril do mesmo ano “Hammerheart” foi lançado. A produção do misterioso Boss, que voltaria a aparecer nos próximos trabalhos da banda e a capa é uma gravura de Sir Frank Dicksee, chamada "A Viking's Last Journey", cedida pela Manchester City Art Gallery.

O estilo do Bathory segue se transformando e fica mais lento e totalmente voltado ao tema viking. Quase todas as músicas são longas e pesadas e as letras falam principalmente da vida dos guerreiros e de batalhas. “Hammerheart” marca também a produção do primeiro e até agora único vídeo clipe da banda, com a faixa "One Rode to Asa Bay".

Em junho do ano seguinte a banda lançou "Twilight of the Gods" que traz um som ainda mais lento, pesado e depressivo que o álbum anterior. A temática continua sendo viking e tem visível influência de música clássica. A faixa "Hammerheart", inclusive, é uma música clássica escrita por Gustav Holst em que Quorthon trabalhou escrevendo uma letra.

As capas dos álbuns do Bathory sempre foram muito bonitas, mas esta merece destaque. Na contra - capa existe um trecho de Friedrich Nietzsche (filósofo alemão) de 1871 que fala sobre a época moderna em que as pessoas perceberão que Deus não existe, que nada poderá salvá-las, e será uma época de grande temor por não se ter onde apoiar. Será a época do "twilight of the gods" (decadência dos deuses), que inspirou o nome do álbum.

Esse era para ser o último trabalho do Bathory. Quorthon admite mais tarde ter cansado do Bathory e entrado em crise porque fãs pediam para que o projeto não acabasse. Em 91, a compilação "Touch of Death" leva a faixa "Blood And Iron" do álbum "Twilight Of The Gods" e abre caminho para a avalanche de trabalhos remasterizados, relançados, reorganizados e requentados do Bathory que viria em seguida. Em outubro do ano seguinte é a vez da coletânea "Jubileum Volume I" trazer quinze faixas em mais de uma hora de música. Entre elas estão "Rider at the Gate of Dawn" (gravada em 1987), "Crawl to your Cross" (1989), "Sacrifice" (que saiu na compilação "Scandinavian Metal Attack", de 1984) e "You Don't Move Me (I Don't Give a Fuck)" que não havia sido lançada em álbum.

"Jubileum Volume II" foi lançado em maio do ano seguinte contendo doze faixas. Algumas delas são "The Return Of The Darkness And Evil" (da compilação "Scandinavian Metal Attack"), e "Burnin’ Leather" (gravada em 1987) e "Die In Fire" (em 1983) que não haviam sido lançadas em nenhum álbum.


Retorno as atividades.

Depois de três anos sem gravar, Quorthon lançou dois álbuns com aproximadamente seis meses de diferença. As músicas de "Requiem", de outubro de 1994, foram escritas em duas semanas e trazem um som diferente dos dois últimos álbuns apesar de ser ainda rápido e letras que voltam a tratar de ocultismo. “Octagon", de junho de 1995, muda significativamente e fica mais thrash que o anterior, com um toque industrial. Os vocais estão mais crus e não tão abafados e as letras mudam de foco para temas da sociedade, como guerra, violência e intolerância.

O álbum seguinte, "Blood on Ice", foi lançado em abril de 1996 e marca uma volta ao viking metal, mais lento. As letras são em forma de saga e contam a história de um garoto, único sobrevivente de uma vila que foi atacada, que busca vingança. A inspiração veio de Conan: The Barbarian e da obra "Götterdämmerung" de Wagner.

Quorthon sempre foi aficionado pela obra de Wagner e procurou ler as mesmas coisas que ele para saber de onde vinha a inspiração. Além disso, lia as histórias de Conan desde garoto e se diz "fã incondicional de história", especialmente a Era Viking da história europeia que, segundo ele, não é muito conhecida fora da Europa e da qual as pessoas têm uma ideia errada, muito por culpa de Hollywood. Ele começou a estudar mitologia Escandinava e Alemã para escrever a saga de “Blood on Ice”, em 1987, por prazer pessoal apenas e não tinha pensado em rimas e música. Desde aquela época, Quorthon já queria mudar o estilo musical do Bathory, mas a imprensa e os fãs ainda os chamavam de "a banda satânica da Suécia" e diz ele, que isso deixava a banda confusa. Eles ainda recebiam naquele momento cartas do mundo todo perguntando se era verdade que eles "comiam bebês, tomavam sangue de anjos e viviam em cavernas satânicas".

O álbum havia sido gravado depois de “Blood Fire Death” mas nunca lançado, até que Quorthon o encontrou e trabalhou nele durante um mês e meio. Ele chegou a mencionar uma mudança de direção no início dos anos 1990 e recebeu várias cartas de fãs pedindo para que ele realizasse mesmo o projeto. Anos depois, ele diz que se sentiu como se estivesse começando o Bathory de novo e que havia se cansado de gravar álbuns “cheios de gritos de Satan e coisas do tipo".

Ainda em 1996 a compilação "Black Mark Attack" incluiu, "The Sword", do "Blood On Ice". E em 1997 "A Black Mark Tribute", compilação de bandas do selo Black Mark fazendo covers de suas bandas preferidas, traz o Bathory com "Ace Of Spades" do Motörhead e Quorthon faz um cover de "God Save The Queen" do Sex Pistols. "A Black Mark Tribute Vol. II" saiu em 1998 com o Bathory fazendo cover de "War Pigs" do Black Sabbath e Quorthon com "Sleeping" dos Beatles.

Quorthon também produziu dois álbuns solo. O primeiro, “Quorthon – Album”, foi lançado em 1994. O segundo, “Quorthon – Purity of Essence”, em 1997. Nele, Quorthon compôs e gravou todos os instrumentos, a percussão, os efeitos e fez toda a produção. Rex Luger, que havia sido engenheiro de “Blood on Ice”, faz o teclado apenas na faixa "One Of Those Days".


Morte de Quorthon, fim da banda.

No início de 2004, após os lançamentos dos álbuns Nordland e Nordland II, Quorthon foi encontrado morto, aos trinta e oito anos, no apartamento onde vivia em Estocolmo. A causa da morte foi um ataque cardíaco.

Em 2021, a banda foi introduzida ao Swedish Music Hall of Fame.


Estilo musical.

Os primeiros trabalhos dos Bathory eram sombrios, rápidos, com muita distorção e gravações cruas. Os vocais de Quorthon eram ásperos, agudos e roucos, com gritos e urros ocasionais. As letras da banda focavam temas "sombrios" e incluíam referências anticristãs e " satânicas ". Essas características vieram definir o black metal e a banda utilizou este estilo nos seus primeiros quatro álbuns. Quorthon disse que a banda não era satanista, mas usava referências "satânicas" para provocar e atacar o cristianismo. Com o terceiro e quarto álbum, começou a "atacar o cristianismo de um ângulo diferente", percebendo que o satanismo é um "produto cristão" e vendo ambos como "charlatanismo religioso".

Quorthon descreveu o som inicial dos Bathory como uma "mistura" de Black Sabbath, Motörhead e GBH, destacando o álbum City Baby Attacked by Rats dos GBH e Ace of Spades e Iron Fist dos Motörhead e foi também influenciado pelo The Exploited, Sex Pistols, Disorder, Riot/Clone, Anti-Nowhere League, Kiss, Anti Cimex, Asocial, Mob e Exciter. O termo "black metal" surgiu do álbum de 1982 do Venom com esse nome. Muitos fãs e críticos afirmaram que o Venom influenciou o Bathory, ou até acusaram o Bathory de copiar o Venom. Quorthon negava frequentemente ter sido influenciado pelo Venom e afirmava que "ouviu o Venom pela primeira vez no final de 1984 ou início de 1985" e nunca possuiu um álbum do Venom. No entanto, admitiu numa entrevista para Metal Forces que ouviu Black Metal do Venom pela primeira vez em 1983 e considerou-o "um dos melhores álbuns alguma vez feitos". O som inicial dos Bathory foi associado ao Slayer, mas Quorthon negou ter sido influenciado por estes. 

A música do Bathory é descrita como "primitiva, maléfica, rápida e crua". A sua música também continha referências ao satanismo e, de acordo com Alex Distefano do OC Weekly, "a banda atraiu forças obscuras" com a sua abordagem. A música da banda foi comparada à de Hellhammer, Celtic Frost, Venom e Mayhem.

Bathory passou por diversas mudanças estilísticas ao longo da sua carreira. Inicialmente uma banda de black metal, o grupo começou a explorar estilos mais progressivos e experimentais, a partir do seu quarto álbum, Blood Fire Death de 1988, é considerado uma influência fundamental no desenvolvimento inicial do viking metal. Os álbuns subsequentes, incluindo Hammerheart de 1990 e Twilight of the Gods de 1991, mostraram a transição do estilo black metal dos primeiros quatro álbuns para o viking metal com texturas progressivas, enquanto o último álbum também apresentou influências de doom épico e música clássica. A banda manteve o estilo viking metal durante a maior parte da sua existência, embora tenha feito experiências com o thrash metal nos álbuns Requiem de 1994 e Octagon de 1995). 


Legado.

O livro Lords of Chaos descreveu os quatro primeiros álbuns dos Bathory como "o modelo para o black metal escandinavo". As bandas de black metal influenciadas pelos primeiros discos dos Bathory incluem: Mayhem, Burzum, Darkthrone e Frost of Satyricon. A banda de ambient rock Vision Eternel também citou os Bathory como influentes, destacando os álbuns Hammerheart e Twilight of the Gods. 

A banda de black metal sueca Watain prestou um tributo ao vivo a Quorthon e Bathory no Sweden Rock Festival em 2010. A gravação resultante foi o álbum de edição limitada Tonight We Raise Our Cups and Toast in Angels Blood: A Tribute to Bathory, com 7 faixas, lançado em 23 de fevereiro de 2015. Foi também lançado em vinil de 12 polegadas, com 1300 cópias numeradas, contendo quatro faixas no Lado A: "A Fine Day to Die", "The Return of Darkness and Evil", "Rite of Darkness" e "Reaper", e três faixas no Lado B: "Enter the Eternal Fire", "Sacrifice" e "Born for Burning". O lançamento foi muito popular entre o público sueco, com a edição limitada em vinil atingindo o primeiro lugar na tabela de vinil. O álbum também alcançou o número 2 na tabela nacional Sverigetopplistan, a tabela oficial de álbuns da Suécia, em fevereiro de 2015. Em 2016, a equipe da Loudwire os classificou em 36º lugar na sua lista das maiores bandas de heavy metal de todos os tempos.
Fonte: 
Wikipédia.

Integrantes (Wikipédia).


MP3 > 320Kbps.
 
Álbuns.

Bathory (1984)
01. Storm Of Damnation / Hades (5:49)
02. Reaper (2:44)
03. Necromansy (3:40)
04. Sacrifice (3:17)
05. In Conspiracy With Satan (2:29)
06. Armageddon (2:31)
07. Raise The Dead (3:41)
08. War (2:16)
09. Untitled (0:23)




The Return…… (1985)
01. Revelation Of Doom / Total Destruction (7:18)
02. Born For Burning (5:13)
03. The Wind Of Mayhem (3:12)
04. Bestial Lust (2:38)
05. Possessed (2:39)
06. The Rite Of Darkness / Reap Of Evil (5:35)
07. Son Of The Damned (2:45)
08. Sadist (2:57)
09. Return Of The Darkness And Evil (3:57)
10. Outro (0:23)




Under The Sign Of The Black Mark (1986)
01. Nocternal Obeisance (1:28)
02. Massacre (2:39)
03. Woman Of Dark Desires (4:06)
04. Call From The Grave (4:53)
05. Equimanthorn (3:42)
06. Enter The Eternal Fire (6:58)
07. Chariots Of Fire (2:47)
08. 13 Candles (5:17)
09. Of Doom (3:45)
10. Outro (0:25)




Blood Fire Death (1988)
01. Odens Ride Over Nordland (3:01)
02. A Fine Day To Die (8:36)
03. The Golden Walls Of Heaven (5:23)
04. Pace 'till Death (3:40)
05. Holocaust (3:26)
06. For All Those Who Died (4:58)
07. Dies Irae (5:12)
08. Blood Fire Death (10:30)
09. Outro (0:59)




Hammerheart (1990)
01. Shores In Flames (11:10)
02. Valhalla (9:34)
03. Baptised In Fire And Ice (7:58)
04. Father To Son (6:29)
05. Song To Hall Up High (2:31)
06. Home Of Once Brave (6:45)
07. One Rode To Asa Bay (10:24)
08. Untitled (0:53)




Twilight Of The Gods (1991)
01. Prologue / Twilight Of The Gods / Epilogue (14:02)
02. Through Blood By Thunder (6:16)
03. Blood And Iron (10:25)
04. Under The Runes (5:59)
05. To Enter Your Mountain (7:38)
06. Bond Of Blood (7:35)
07. Hammerheart (5:05)




Jubileum Volume I (Coletânea 1992)
01. Rider At The Gate Of Dawn (1:19)
02. Crawl To Your Cross (4:38)
03. Sacrifice (4:15)
04. Dies Irae (5:13)
05. Through Blood By Thunder (6:04)
06. You Don't Move Me (I Don't Give A Fuck) (3:30)
07. Odens Ride Over Nordland (3:00)
08. A Fine Day To Die (8:54)
09. War (2:16)
10. Enter The Eternal Fire (6:56)
11. Song To Hall Up High (2:43)
12. Sadist (2:59)
13. Under The Runes (5:57)
14. Equimanthorn (3:45)
15. Blood Fire Death (10:29)




Jubileum Volume II (Coletânea 1993)
01. The Return Of The Darkness And Evil (4:59)
02. Burnin' Leather (3:54)
03. One Rode To Asa Bay (9:20)
04. The Golden Walls Of Heaven (5:23)
05. Call From The Grave (4:58)
06. Die In Fire (3:36)
07. Shores In Flames (10:44)
08. Possessed (2:40)
09. Raise The Dead (3:40)
10. Total Destruction (3:50)
11. Bond Of Blood (7:37)
12. Twilight Of The Gods (13:40)




Requiem (1994)
01. Requiem (5:01)
02. Crosstitution (3:17)
03. Necroticus (3:19)
04. War Machine (3:19)
05. Blood And Soil (3:34)
06. Pax Vobiscum (4:13)
07. Suffocate (3:36)
08. Distinguish To Kill (3:16)
09. Apocalypse (3:50)




Octagon (1995)
01. Immaculate Pinetreeroad #930 (6:45)
02. Born To Die (3:23)
03. Psychopath (3:12)
04. Sociopath (1:15)
05. Grey (4:10)
06. Century (3:14)
07. 33 Something (4:42)
08. War Supply (4:18)
09. Schizianity (5:08)
10. Judgement Of Posterity (3:43)
11. Deuce (0:23)




Blood On Ice (1996)
01. Intro (1:46)
02. Blood On Ice (5:41)
03. Man Of Iron (2:47)
04. One Eyed Old Man (4:22)
05. The Sword (4:08)
06. The Stallion (5:14)
07. The Woodwoman (6:17)
08. The Lake (6:42)
09. Gods Of Thunder Of Wind And Of Rain (5:42)
10. The Ravens (1:09)
11. The Revenge Of The Blood On Ice (9:52)




Jubileum Volume III (Coletânea 1998)
01. 33 Something (3:15)
02. Satan My Master (2:06)
03. The Lake (6:43)
04. Crosstitution (3:17)
05. In Nomine Satanas (6:25)
06. Immaculate Pinetreeroad #930 (2:48)
07. War Machine (3:20)
08. The Stallion (5:14)
09. Resolution Greed (4:14)
10. Witchcraft (2:49)
11. Valhalla (Backing Vocals Multitrack Sample) (1:38)
12. Sociopath (3:11)
13. Pax Vobiscum (4:12)
14. Genocide (4:35)
15. Gods Of Thunder Of Wind And Of Rain (5:42)




Destroyer Of Worlds (2001)
01. Lake Of Fire (5:44)
02. Destroyer Of Worlds (4:52)
03. Ode (6:27)
04. Bleeding (3:55)
05. Pestilence (6:51)
06. 109 (3:36)
07. Death From Above (4:36)
08. Krom (2:51)
09. Liberty And Justice (3:52)
10. Kill Kill Kill (3:10)
11. Sudden Death (3:20)
12. White Bones (8:35)
13. Day Of Wrath (8:12)




Nordland I (2002)
01. Prelude (2:35)
02. Nordland (9:21)
03. Vinterblot (5:17)
04. Dragons Breath (6:45)
05. Ring Of Gold (5:35)
06. Foreverdark Woods (8:06)
07. Broken Sword (5:35)
08. Great Hall Awaits A Fallen Brother (8:17)
09. Mother Earth Father Thunder (5:38)
10. Heimfard (2:13)




Nordland II (2003)
01. Fanfare (3:37)
02. Blooded Shore (5:47)
03. Sea Wolf (5:26)
04. Vinland (6:39)
05. The Land (6:23)
06. Death And Resurrection Of A Northern Son (8:30)
07. The Messenger (10:02)
08. Flash Of The Silverhammer (4:09)
09. The Wheel Of Sun (12:27)
10. Untitled (0:24)




In Memory Of Quorthon Vol. I (Coletânea 2006)
01. Song To Hall Up High (2:33)
02. Odens Ride Over Nordland (2:59)
03. Twilight Of The Gods (11:04)
04. Foreverdark Woods (8:10)
05. A Fine Day To Die (8:23)
06. The Woodwoman (6:16)
07. I've Had It Coming My Way (3:32)
08. Armageddon (2:28)
09. Born To Die (3:56)
10. God Save The Queen (3:14)
11. The Sword (4:08)
12. For All Those Who Died (4:54)
13. Call From The Grave (4:52)
14. Born For Burning (5:10)
15. Boy (7:39)




In Memory Of Quorthon Vol. II (Coletânea 2006)
01. One Rode To Asa Bay (10:20)
02. The Lake (6:39)
03. The Land (6:11)
04. Raise The Dead (3:40)
05. War Pigs (8:48)
06. Enter The Eternal Fire (6:57)
07. Blood Fire Death (10:29)
08. Ring Of Gold (5:36)
09. War Machine (3:19)
10. War (2:14)
11. Ace Of Spades (5:13)
12. Death And Resurrection Of A Northern Son (8:21)
13. The Ravens (1:09)




In Memory Of Quorthon Vol. III (Coletânea 2006)
01. The Wheel Of Sun (8:46)
02. Apocalypse (3:48)
03. Black Diamond (6:09)
04. Woman Of Dark Desires (4:06)
05. Destroyer Of Worlds (4:50)
06. Sea Wolf (5:24)
07. Deuce (3:42)
08. The Return Of Darkness And Evil (3:50)
09. Day Of Wrath (7:10)
10. I'm Only Sleeping (2:56)
11. Ode (6:23)
12. Hammerheart (3:53)
13. Heimfard (2:06)
14. Outro (0:25)
15. You Just Got To Live (5:05)
16. Silverwing (5:16)
17. Song To Hall Up High (2:32)


 
 
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