
Ellas Otha Bates (30 de dezembro de 1928 - 2 de junho de 2008), conhecido profissionalmente como Bo Diddley, foi um guitarrista, cantor e compositor norte-americano (EUA) que desempenhou um papel fundamental na transição do blues para o rock and roll. Ele influenciou muitos artistas, incluindo Buddy Holly, The Beatles, Thr Rolling Stones, The Animals, George Thorogood, Syd Barrett, [Tom Petty e The Clash.
Seu uso de ritmos africanos e uma batida característica, um ritmo hambone simples de cinco acentos é um pilar do hip-hop, rock e música pop. Em reconhecimento as suas conquistas, ele foi introduzido no Rock And Roll Hall Of Fame em 1987, no Blues Hall Of Fame em 2003 e no Rhythm And Blues Music Hall Of Fame em 2017. Ele recebeu um prêmio Lifetime Achievement Award da Rhythm And Blues Foundation e o Grammy Lifetime Achievement Award. Diddley também é reconhecido por suas inovações técnicas, incluindo o uso de efeitos de trêmolo e reverb para aprimorar o som de suas guitarras retangulares características.
Vida pregressa.
Bo Diddley nasceu em McComb, Mississippi, como Ellas Otha Bates (também grafado como Otha Ellas Bates ou Elias Otha Bates). Ele era filho único de Ethel Wilson, filha adolescente de um meeiro e Eugene Bates, a quem ele nunca conheceu. Wilson tinha apenas dezesseis anos e não tendo condições de sustentar uma família, deu permissão a sua prima, Gussie McDaniel para criar seu filho. McDaniel acabou por adotá-lo e ele assumiu o sobrenome dela. Diddley negou ter tido o nome "Otha" em uma entrevista de 2001, dizendo: "Meu nome não é 'Otha'... Não sei de onde tiraram esse 'Otha'." O site mantido por seu espólio afirma que originalmente fazia parte de seu nome de nascimento.
Após a morte de seu pai adotivo, Robert em 1934 quando Diddley tinha cinco anos, Gussie McDaniel se mudou com ele e seus três filhos para o South Side de Chicago. Ele mais tarde retirou Otha de seu nome e se tornou Ellas McDaniel. Ele era um membro ativo da Igreja Batista Missionária Ebenezer de Chicago onde estudou trombone e violino, se tornando tão proficiente no violino que o diretor musical o convidou para se juntar a orquestra, na qual tocou até os 18 anos. No entanto, ele estava mais interessado na música alegre e rítmica que ouvia em uma igreja pentecostal local e começou a tocar violão, suas primeiras gravações foram baseadas nessa música frenética da igreja. Diddley disse que pensava que o ritmo hipnótico que usava na sua música rhythm and blues vinha das igrejas santificadas que frequentava quando jovem no seu bairro em Chicago.
Carreira.
Inspirado por uma apresentação de John Lee Hooker, Diddley complementava sua renda como carpinteiro, mecânico e tocando nas esquinas com amigos, incluindo Jerome Green na banda Hipsters, mais tarde renomeada Langley Avenue Jive Cats. Green se tornou um membro quase constante da banda de apoio de McDaniel, os dois frequentemente trocando insultos jocosos durante shows ao vivo. Nos verões de 1943 e 1944, ele tocou no mercado da Maxwell Street em uma banda com Earl Hooker. Em 1951, ele tocava na rua com o apoio de Roosevelt Jackson no baixo de tina e Jody Williams, que tocava gaita quando menino, mas começou a tocar guitarra na adolescência depois de conhecer Diddley em um show de talentos com Diddley lhe ensinando alguns aspectos de tocar o instrumento, incluindo como tocar a linha de baixo. Williams mais tarde tocou guitarra solo em "Who Do You Love?" de 1956.
Em 1951, ele conseguiu um lugar fixo no 708 Club, no South Side de Chicago com um repertório influenciado por Louis Jordan, John Lee Hooker e Muddy Waters. No final de 1954, ele se juntou ao gaitista Billy Boy Arnold, ao baterista Clifton James e ao baixista Roosevelt Jackson e gravou demos de "I'm a Man" e "Bo Diddley". Eles regravaram as músicas na Universal Recording Corp. para a Chess Records, com um conjunto de apoio composto por Otis Spann (piano), Lester Davenport (gaita), Frank Kirkland (bateria) e Jerome Green (maracas). O disco foi lançado em março de 1955 e o lado A, "Bo Diddley" se tornou um sucesso número um na parada R&B.
Origem do nome artístico.
A origem do nome artístico Bo Diddley não é clara. McDaniel disse que seus colegas lhe deram o nome, que ele suspeitava ser um insulto. Diddly é uma abreviação de diddly squat, que significa "absolutamente nada". Diddley também disse que o nome pertenceu primeiro a um cantor que sua mãe adotiva conhecia. O gaitista Billy Boy Arnold disse que era o nome de um comediante local, que Leonard Chess adotou como nome artístico de McDaniel e título de seu primeiro single. McDaniel também afirmou que seus colegas de escola em Chicago lhe deram o apelido que ele começou a usar quando treinava boxe e lutava no bairro com o grupo The Little Neighborhood Golden Gloves Bunch.
Na história de 1921 "Black Death", de Zora Neale Hurston, Beau Diddely era um mulherengo que engravida uma jovem, nega a responsabilidade e encontra sua ruína pelos poderes do feiticeiro local. Hurston a submeteu a um concurso promovido pela revista acadêmica Opportunity em 1925, onde recebeu uma menção honrosa, mas nunca foi publicada durante sua vida.
O diddley bow é um instrumento caseiro de uma única corda que sobreviveu no sul dos Estados Unidos, especialmente no Mississippi. Tocado principalmente por crianças, o diddley bow, em sua forma mais simples era feito pregando um pedaço de arame de vassoura na lateral de uma casa, usando uma pedra colocada sob a corda como ponte móvel e tocado no estilo de uma guitarra bottleneck, com vários objetos usados como deslizador. O consenso aparente entre os estudiosos é que o diddley bow deriva das cítaras monocórdicas da África Central.
Sucesso nas décadas de 1950 e 1960.
Em 20 de novembro de 1955, Diddley apareceu no popular programa de televisão The Ed Sullivan Show. Segundo a lenda, quando alguém da equipe do programa o ouviu cantando casualmente "Sixteen Tons" no camarim, pediram que ele apresentasse a música no programa. Uma das versões posteriores da história contadas por Diddley foi que, ao ver "Bo Diddley" no cartão de apresentação, ele pensou que iria apresentar tanto seu single de sucesso homônimo quanto "Sixteen Tons". Sullivan ficou furioso e proibiu Diddley de participar de seu programa, supostamente dizendo que ele não duraria seis meses. A Chess Records incluiu a versão de Diddley para "Sixteen Tons" no álbum de 1960, Bo Diddley Is a Gunslinger.
Os singles de sucesso de Diddley continuaram nas décadas de 1950 e 1960: "Pretty Thing" em 1956, "Say Man" em 1959 e You Can't Judge a Book by the Cover em 1962. Ele também lançou inúmeros álbuns, incluindo Bo Diddley Is a Gunslinger e Have Guitar, Will Travel. Estes reforçaram a lenda que ele mesmo criou. Entre 1958 e 1963, a Checker Records lançou onze álbuns completos de Bo Diddley. Na década de 1960, ele se destacou como um artista crossover com o público branco, se apresentando nos shows de Alan Freed, por exemplo, mas raramente direcionou suas composições para adolescentes. Diddley estava entre os músicos que capitalizaram a febre do surfe e das festas na praia em meados da década de 1960 nos Estados Unidos e lançou os álbuns Surfin' with Bo Diddley e Bo Diddley's Beach Party. Estes apresentavam blues pesado e distorcido, tocado em sua guitarra Gretsch com notas dobradas e riffs em tom menor, ao contrário dos sons limpos e sem distorção das guitarras Fender usadas pelas bandas de surf da Califórnia. A capa de Surfin' with Bo Diddley tem uma fotografia de dois surfistas pegando uma grande onda.
Em 1963, Diddley participou de uma turnê de shows no Reino Unido com o The Everly Brothers e Little Richard, juntamente com o The Rolling Stones, uma banda pouco conhecida na época.
Diddley escreveu muitas canções para si mesmo e também para outros. Em 1956, ele e o guitarrista Jody Williams co-escreveram a canção pop "Love Is Strange", um sucesso para Mickey & Sylvia em 1957, alcançando o número 11 na parada. Mickey Baker afirmou que ele (Baker) e a esposa de Bo Diddley, Ethel Smith escreveram a canção. Diddley também escreveu "Mama (Can I Go Out)", que foi um sucesso menor para a pioneira cantora de rockabilly Jo Ann Campbell, que interpretou a canção no filme de rock and roll de 1959, Go Johnny Go.
Após se mudar de Chicago para Washington, DC, Diddley construiu seu primeiro estúdio de gravação caseiro no porão de sua casa, no número 2614 da Rhode Island Avenue NE. Frequentado por várias figuras importantes da música de Washington, DC, o estúdio foi o local onde ele gravou o LP da Checker, Bo Diddley Is a Gunslinger. Diddley também produziu e gravou para vários grupos promissores da região de Washington, DC. Um dos primeiros grupos que ele gravou foi o grupo local de doo-wop The Marquees, com Marvin Gaye e o barítono-baixo Chester Simmons, que trabalhava como motorista de Diddley nas horas vagas.
Os Marquees se apresentaram em shows de talentos no Lincoln Theatre e Diddley, impressionado com a suavidade de suas vozes, permitiu que ensaiassem em seu estúdio. Diddley conseguiu que os Marquees assinassem com a OKeh Records, subsidiária da Columbia, depois de tentar sem sucesso conseguir um contrato para eles com sua própria gravadora, a Chess. A OKeh rivalizava com a Chess na promoção do rhythm and blues. Em 25 de setembro de 1957, Diddley levou o grupo para Nova York para gravar "Wyatt Earp", uma canção cômica escrita por Reese Palmer, vocalista dos Marquees. Diddley produziu a sessão com o grupo acompanhado por sua própria banda. Eles gravaram seu primeiro disco, um single com "Wyatt Earp" no lado A e "Hey Little School Girl" no lado B, mas não se tornou um sucesso. Diddley persuadiu Harvey Fuqua, fundador e vocalista de apoio dos Moonglows para contratar Gaye. Gaye se juntou ao Moonglows como primeiro tenor, o grupo se mudou então para Detroit com a esperança de assinar com a Motown Records fundador Berry Gordy Jr.
Diddley incluiu mulheres em sua banda: Norma-Jean Wofford, também conhecida como The Duchess, Gloria Jolivet, Peggy Jones, também conhecida como Lady Bo, guitarrista principal (raro para uma mulher naquela época) e Cornelia Redmond, também conhecida como Cookie V.
Anos posteriores.
No início de 1971, o escritor e músico Michael Lydon, um dos editores fundadores da Rolling Stone, conduziu uma longa entrevista com Diddley em sua então casa no Vale de San Fernando, Califórnia. Lydon o descreveu como um "gênio proteico" cujas canções eram "hinos para si mesmo" e iniciou o artigo publicado com uma citação de Diddley: "Tudo o que sei, aprendi sozinho."
Ao longo das décadas, os locais de apresentação de Diddley variaram de clubes intimistas a estádios. Em 25 de março de 1972, ele tocou com o Grateful Dead na Academy of Music, na cidade de Nova York. O Grateful Dead lançou parte deste concerto como Volume 30 da série de álbuns ao vivo da banda, Dick's Picks. Também no início da década de 1970, a trilha sonora do inovador filme de animação Fritz the Cat continha sua canção "Bo Diddley", na qual um corvo dança e estala os dedos ao ritmo da música.
Diddley passou alguns anos no Novo México, morando em Los Lunas de 1971 até 1978, enquanto continuava sua carreira musical. Ele serviu por dois anos e meio como xerife adjunto na Patrulha Cidadã do Condado de Valencia, durante esse tempo, ele comprou e doou três carros de perseguição para patrulha rodoviária. No final da década de 1970, ele deixou Los Lunas e se mudou para Hawthorne, Flórida, onde morou em uma grande propriedade em uma cabana de madeira feita sob medida, que ele ajudou a construir. Pelo resto de sua vida, ele dividiu seu tempo entre Albuquerque e Flórida, vivendo os últimos 13 anos de sua vida em Archer, Flórida, uma pequena cidade agrícola perto de Gainesville.
Em 1979, ele se apresentou como ato de abertura para o The Clash em sua turnê pelos EUA.
Em 1983, ele fez uma participação especial como dono de uma loja de penhores na Filadélfia no filme de comédia Trading Places. Ele também apareceu no videoclipe de George Thorogood para a música "Bad to the Bone", interpretando um jogador de bilhar que toca guitarra.
Em 1985, ele apareceu no show de George Thorogood, ao lado da lenda do blues Albert Collins, no palco do Live Aid para apresentar o popular cover de Thorogood da música de Diddley "Who Do You Love?".
Em 1989, Diddley e sua empresa de gestão, Talent Source, firmaram um contrato de licenciamento com a marca de roupas esportivas Nike. O comercial produzido pela Wieden & Kennedy na campanha "Bo Knows" uniu Diddley ao atleta Bo Jackson. O acordo terminou em 1991, mas em 1999 uma camiseta com a imagem de Diddley e o slogan "You don't know diddley" foi comprada em uma loja de roupas esportivas em Gainesville, Flórida. Diddley considerou que a Nike não deveria continuar usando o slogan ou sua imagem e entrou com uma ação judicial contra a Nike por violação de direitos autorais. Apesar de os advogados de ambas as partes não terem chegado a um novo acordo legal, a Nike supostamente continuou comercializando a roupa e ignorou as ordens de cessação e desistência e um processo foi aberto em nome de Diddley no Tribunal Federal de Manhattan.
Diddley interpretou um músico de blues e rock chamado Axman no filme de comédia de 1990, Rockula, dirigido por Luca Bercovici e estrelado por Dean Cameron.
Em Legends of Guitar (filmado ao vivo na Espanha em 1991), Diddley tocou com Steve Cropper, B.B. King, Les Paul, Albert Collins, George Benson e entre outros. Ele se juntou aos The Rolling Stones em sua transmissão ao vivo do show Voodoo Lounge em 1994, apresentando "Who Do You Love?" no Joe Robbie Stadium, em Miami.
Diddley realizou diversos shows pelos Estados Unidos em 2005 e 2006, com o também membro do Rock And Roll Hall Of Fame, Johnnie Johnson e sua banda, composta por Johnson nos teclados, Richard Hunt na bateria e Gus Thornton no baixo. Em 2006, ele participou como atração principal de um show beneficente organizado pela comunidade para ajudar a cidade de Ocean Springs, Mississippi, que havia sido devastada pelo furacão Katrina. O evento "Florida Keys for Katrina Relief" estava originalmente marcado para 23 de outubro de 2005, quando o furacão Wilma atingiu o Florida Keys em 24 de outubro, causando inundações e caos econômico.
Em janeiro de 2006, o Florida Keys havia se recuperado o suficiente para sediar o concerto beneficente em prol da comunidade de Ocean Springs, mais afetada pela crise. Ao ser questionado sobre o evento, Diddley declarou: "Isto é os Estados Unidos da América. Acreditamos em ajudar uns aos outros". A banda, composta por estrelas do rock, incluía membros do Soul Providers e artistas renomados como Clarence Clemons da E Street Band, Joey Covingtondo Jefferson Airplane, Alfonso Carey do Village People e Carl Spagnuolo do Jay & The Techniques. Em uma entrevista com Holger Petersen, no programa Saturday Night Blues da CBC Radio, no outono de 2006, ele comentou sobre o racismo presente na indústria musical durante o início de sua carreira. Diddley vendeu os direitos de suas músicas logo no início e até 1989 não recebeu royalties pela fase mais bem-sucedida de sua carreira.
Sua última participação como guitarrista em um álbum de estúdio foi com o New York Dolls no álbum de 2006, One Day It Will Please Us to Remember Even This. Ele contribuiu com a guitarra na música "Seventeen", que foi incluída como faixa bônus na edição limitada do disco.
Em maio de 2007, Diddley sofreu um derrame após um concerto no dia anterior em Council Bluffs, Iowa. Mesmo assim, ele fez uma apresentação enérgica para uma plateia entusiasmada. Alguns meses depois, ele sofreu um ataque cardíaco. Enquanto se recuperava, Diddley voltou para sua cidade natal, McComb, Mississippi, no início de novembro de 2007, para a inauguração de uma placa dedicada a ele na Trilha do Blues do Mississippi. Esta placa destacava suas conquistas e observava que ele era "aclamado como um dos fundadores do rock and roll". Ele não deveria se apresentar, mas enquanto ouvia a música do músico local Jesse Robinson, que cantava uma canção escrita para a ocasião, Robinson percebeu que Diddley queria se apresentar e lhe entregou um microfone, sendo essa a única vez que ele se apresentou em público após o derrame.
Vida pessoal.
Casamentos.
Bo Diddley se casou quatro vezes. Seu primeiro casamento, aos 18 anos com Louise Willingham durou um ano. Diddley se casou com sua segunda esposa, Ethel Mae Smith em 1949, eles tiveram dois filhos. Ele conheceu sua terceira esposa, Kay Reynolds, quando ela tinha 15 anos, enquanto se apresentava em Birmingham, Alabama. Eles logo foram morar juntos e se casaram, apesar dos tabus contra o casamento interracial. Eles tiveram duas filhas. Ele se casou com sua quarta esposa, Sylvia Paiz em 1992, eles estavam divorciados na época de sua morte.
Saúde.
Em 13 de maio de 2007, Diddley foi internado na unidade de terapia intensiva do Centro Médico da Universidade Creighton, em Omaha, Nebraska, após sofrer um AVC depois de um show no dia anterior em Council Bluffs, Iowa. No início do show ele reclamou que não se sentia bem e atribuiu o problema a fumaça de grandes incêndios florestais que obscureciam o ar em sua cidade natal, Archer, Flórida. No dia seguinte, enquanto voltava para casa, Diddley parecia atordoado e confuso no aeroporto. Alguém ligou para o 911 em seu nome e ele foi imediatamente levado de ambulância para o Centro Médico da Universidade Creighton, onde permaneceu por vários dias. Diddley foi então transferido de avião para o Hospital Shands em Gainesville, onde foi confirmado que ele havia sofrido um AVC. Diddley tinha histórico de hipertensão e diabetes e o AVC afetou o lado esquerdo do cérebro, causando afasia receptiva e expressiva (dificuldade de fala). O AVC foi seguido por um ataque cardíaco que ele sofreu em Gainesville em 28 de agosto de 2007.
Morte.
Bo Diddley morreu em 2 de junho de 2008, de insuficiência cardíaca em sua casa em Archer, Flórida, aos 79 anos. Muitos familiares estavam com ele quando ele morreu. Sua morte era esperada. "Uma música gospel foi cantada ao lado de sua cama e, quando terminou, ele abriu os olhos, fez um sinal de positivo com o polegar e disse: 'Uau! Estou indo para o céu!' A música era 'Walk Around Heaven' e essas foram suas últimas palavras."
Ele deixou seus filhos, Evelyn Kelly, Ellas A. McDaniel, Pamela Jacobs, Steven Jones, Terri Lynn McDaniel-Hines e Tammi D. McDaniel; um irmão, o Rev. Kenneth Haynes, dezoito netos, quinze bisnetos e três tataranetos.
O funeral de Diddley ocorreu em 7 de junho de 2008, na Igreja Showers of Blessings em Gainesville, Flórida. Muitos dos presentes cantaram "Hey Bo Diddley" enquanto membros de sua banda tocavam uma versão suave da música.
Vários músicos notáveis enviaram flores, incluindo Little Richard, George Thorogood, Tom Petty e Jerry Lee Lewis. Little Richard, que havia pedido ao seu público que orasse por Bo Diddley durante toda a sua doença, teve que cumprir compromissos de concertos em Westbury e na cidade de Nova York no fim de semana do funeral. Ele homenageou Diddley nos concertos, tocando a música que leva seu nome. Eric Burdon, do The Animals, voou para Gainesville para comparecer ao funeral.
Após o funeral, um concerto em sua homenagem foi realizado no Martin Luther King Center em Gainesville, com participações especiais de seu filho e filha, Ellas A. McDaniel e Evelyn "Tan" Cooper, da vocalista de apoio de longa data e integrante original do grupo Boette, Gloria Jolivet, do baixista e líder da banda, Debby Hastings, de Eric Burdon e do ex-guitarrista do Bo Diddley & Offspring, Scott Free. Após alguns dias de sua morte, homenagens foram prestadas pelo então presidente George W. Bush, pela Câmara dos Representantes dos Estados Unidos e por músicos e artistas como B.B. King, Ronnie Hawkins, Mick Jagger, Ronnie Wood, George Thorogood, Eric Clapton, Tom Petty, Robert Plant, Elvis Costello, Bonnie Raitt, Robert Randolph and the Family Band e Eric Burdon. Burdon utilizou imagens de vídeo da família McDaniel e amigos em luto para um vídeo promocional de seu lançamento pela ABKCO Records, "Bo Diddley Special". Hastings é citado dizendo: "Ele era a rocha sobre a qual o rolo foi construído."
Em novembro de 2009, a guitarra usada por Bo Diddley em sua última apresentação no palco foi vendida por US$ 60.000 em um leilão.
Em 2019, membros da família de Bo Diddley entraram com uma ação judicial para recuperar o controle do catálogo musical mantido em custódia pelo advogado Charles Littell. A família conseguiu nomear um novo administrador, o veterano da indústria musical Kendall Minter. A família foi representada por Charles David do Florida Probate Law Group no processo de 2019.
Bo Diddley recebeu postumamente o título de Doutor em Belas Artes pela Universidade da Flórida por sua influência na música popular americana. Em sua série de rádio "People in America", sobre pessoas influentes na história americana, o serviço de rádio Voice of America prestou-lhe homenagem, descrevendo como "sua influência foi tão abrangente que é difícil imaginar como o rock and roll teria soado sem ele". Mick Jagger afirmou que "ele era um músico maravilhoso e original, uma força enorme na música e uma grande influência para o The Rolling Stones. Ele foi muito generoso conosco em nossos primeiros anos e aprendemos muito com ele". Jagger também elogiou o falecido astro como um músico único, acrescentando: "Nunca mais veremos alguém como ele". O documentário "Cheat You Fair: The Story of Maxwell Street", do diretor Phil Ranstrom, apresenta a última entrevista de Bo Diddley diante das câmeras.
Ele recebeu inúmeros prêmios em reconhecimento ao seu papel significativo como um dos pais fundadores do rock and roll. Fonte: Wikipédia. Site Oficial.

MP3 > 192Kbps.
Álbuns.
Bo Diddley (1958)01. Bo Diddley
02. I'm A Man
03. Bring It To Jerome
04.
Before You Accuse Me
05. Hey, Bo Diddley
06. Dearest Darling
07. Hush
Your Mouth
08. Say Boss Man
09. Diddley Daddy
10. Diddy Wah
Diddy
11. Who Do You Love
12. Pretty Thing
13. We're Gonna Get
Married
14. You Ain't Bad
15. Background To A Music
16. Heart-O-Matic
Love
17. Bo Meets The Monster
18. Pills
19. You Can't Judge A Book By
Its Cover
20. Africa Speaks
Go Bo Diddley (1959)01. Crackin' Up
02. I'm Sorry
03. Bo's Guitar
04.
Willie And Lillie
05. You Don't Love Me (You Don't Care)
06. Say
Man
07. Great Grandfather
08. Oh Yeah
09. Don't Let It Go
10. Little
Girl
11. Dearest Darlin
12. Clock Strikes Twelve
Have A Guitar, Will Travel (1960)01. She's Alright
02. Cops And Robbers
03. Run Diddley
Daddy
04. Mumbin' Guitar
05. I Need You Baby
06. Say Man, Back Again
07. Nursery Rhyme
08. I Love You So
09. Spanish Guitar
10.
Dancing Girl
11. Come On Baby
In The Spotlight (1960)01. Road Runner
02. The Story Of Bo Diddley
03. Scuttle
Bug
04. Signifying Blues
05. Let Me In
06. Limber
07. Love Me
08.
Craw-Dad
09. Walkin' And Talkin'
10. Travelin' West
11. Deed And Deed I
Do
12. Live My Life
Is A Gunslinger (1960)01. Gun Slinger
02. Ride On Josephine
03. Doing The
Crawdaddy
04. Cadillac
05. Somewhere
06. Cheyenne
07. Sixteen
Tons
08. Whoa Mule (Shine)
09. No More Lovin'
10. Diddling
11.
Working Man
12. Do What I Say
Bo Diddley / Chuck Berry - Two Great
Guitars (1964)01. Liverpool Drive
02. Chuck's Beat
03. When The Saints
Go Marching In
04. Bo's Beat
05. Fireball
06. Stay Sharp
07.
Chuckwalk
08. Stinkey
Bo Diddley, Muddy Waters & Little
Walter - Super Blues (1967)01. Long Distance Call
02. Who Do You Love?
03. I'm a
Man
04. Bo Diddley
05. You Can't Judge a Book by Its Cover
06. I Just
Want to Make Love to You
07. My Babe
08. You Don't Love Me (You Don't
Care)
09. Studio Chatter
10. Sad Hours
11. Juke
The Black Gladiator (1970)01. Elephant Man
02. You, Bo Diddley
03. Black Soul
04.
Power House
05. If The Bible's Right
06. I've Got A Feeling
07. Shut
Up, Woman
08. Hot Buttered Blues
09. Funky Fly
10. I Don't Like
You
Where It All Began (1972)01. I've Had It Hard
02. Woman
03. Look At Grandma
04.
A Good Thing
05. Bad Trip
06. Hey, Jerome
07. Infatuation
08. Take
It All Off
09. Bo Diddley-Itis
The Mighty Bo Diddley - Ain't It Good
To Be Free (1984)01. Ain't It Good To Be Free
02. Bo Diddley Put The Rock In
Rock'n'roll
03. Gotta Be A Change
04. I Don't Want Your Welfare
05.
Mona, Where's Your Sister
06. Stabilize Yourself
07. I Don't Know Where
I've Been
08. I Ain't Gonna Force It On You
09. Evil Woman
10. Let The
Fox Talk
Sweet Home Chicago (1984)01. It's Great To Be Rich
02. Lester's Comet
03. La Cucaracha
04. Don't Know Where I've Been
05. Sweet Home Chicago The EP Collection (1991)01. Little Girl
02. Put The Shoes On Willie
03. Run Diddley Daddy
04. Bo Diddley
05. I'm A Man
06. Bring It To Jerome
07. Pretty Thing
08. The Greatest Lover In The World
09. She's Fine, She's Mine
10. Hey Good Looking
11. Deed And Deed I Do
12. I'm Sorry
13. Dearest Darling
14. Bo Meets The Monster
15. Rooster Stew
16. Bo's A Lumberjack
17. Let Me In
18. Hong Kong, Mississippi
19. Hey! Bo Diddley
20. Before You Accuse Me
21. The Story Of Bo Diddley
22. You're Looking Good
23. Hush Your Mouth
24. I'm Looking For A Woman
Rare & Well Done (1991)01. She's Alright (Undubbed)
02. Heart-o-Matic Love
03. I'm A Man (Alternate)
04. Little Girl (Alternate)
05. She's Fine, She's Mine
06. Bo Meets The Monster
07. I'm Bad
08. Blues Blues
09. Rock'N'Roll
10. No More Lovin' (Alternate)
11. Cookie-Headed Diddley
12. Moon Baby
13. I Want My Baby
14. Please Mr. Engineer
15. We're Gonna Get Married
16. I'm High Again The World Of Bo Diddley - Who Do You Love (1992)01. Bo Diddley
02. I'm A Man
03. You Can't Judge A Book By Its Cover
04. Before You Accuse Me
05. Bring It To Jerome
06. Deed And Deed I Do
07. Oh Yea
08. Bo's Bounce
09. Walkin' And Talkin'
10. The Clock Struck Twelve
11. Craw-Dad
12. I'm Sorry
13. Bo's Guitar
14. Don't Let It Go
15. The Great Grandfather
16. Who Do You Love