
Celtic
Frost (pronúncia: Keltik Frost) foi uma banda de metal formada na Suíça
em 1982 sob o nome Hellhammer, que acabou mudando de nome para Celtic
Frost em 1984, após o lançamento de algumas demos tapes. Tornaram-se
muito influentes para a cena do metal extremo das décadas de 1980 e
1990, principalmente devido ao lançamento de seus dois primeiros discos,
Morbid Tales (1984) e To Mega Therion (1985). Seu terceiro disco, Into
the Pandemonium (1987), apresentou novos elementos sonoros, sendo
referência para futuros grupos de gothic metal.
O primeiro
período da banda deu-se entre 1984 e 1993. Após muitos anos envolvidos
em outros projetos musicais, o vocalista/guitarrista Tom G. Warrior e o
baixista Martin Eric Ain reformaram o grupo nos anos 2000 e lançaram o
disco Monotheist em 2006. Em 2008 a banda acabou novamente após
divergências musicais e a saída de Tom, que agora segue sua carreira no
Triptykon.
O Celtic Frost gravou discos que permeiam vários
estilos musicais, como thrash metal, gothic metal, avant-garde metal,
doom metal e ainda é considerado pioneiro da primeira onda do black
metal.
História.
Formação e primeiros álbuns, 1984-1986.
O
Celtic Frost foi formado no fim de maio de 1984 pelo
vocalista/guitarrista Tom G. Warrior, pelo baixista Martin Eric Ain
(dois ex-membros do Hellhammer) e pelo baterista Isaac Darso. Algumas
semanas depois da formação, Darso abandonou a banda e foi substituído
por Stephen Priestly (que anteriormente também era parte do
Hellhammer).
Em 1984 gravaram seu primeiro álbum, Morbid Tales,
que dava sequência ao som apresentado pelo Hellhammer: vocais ríspidos
(marca registrada de Tom G.), alternância entre a velocidade e a
cadencia do ritmo, e letras focando na morte e no ocultismo. O mini-LP,
que viria a ser tornar umas das bases do death metal, obteve grande
êxito na cena do metal underground e permitiu à banda realizar sua
primeira turnê na Alemanha e na Áustria. Ao final do mesmo ano,
contrataram o baterista de americano Reed St. Mark.
Em agosto de
1985 foi publicado o EP Emperor's Return. Estas duas primeiras
gravações do Celtic Frost foram relançadas posteriormente em um único
CD.
Em outubro foi lançado um dos álbuns mais influentes da
banda e do gênero, To Mega Therion. Mantendo o clima sombrio, direto,
cru e extremo de Morbid Tales, o disco era bem tocado, bem produzido,
original, trazia ideias novas e mostrava que o Black/Thrash metal
praticado por eles criaria uma nova vertente musical inspirando inúmeras
bandas pelo mundo. O disco foi gravado com Dominic Steiner no baixo, já
que Martin Eric Ain havia saído temporariamente, mas retornaria pouco
após o lançamento. A capa de To Mega Therion foi desenhada pelo artista
suíço H. R. Giger, que futuramente colaboraria com a banda para dirigir o
clipe "A Dying God Coming Into Human Flesh" e desenhar a guitarra de
Tom G. Warrior.
No ano seguinte puseram à venda seu segundo EP, Tragic Serenades.
Mudanças no som, 1987-1989.
Em
1987, teve início o que, para muitos, foi a decadência do Celtic Frost.
O LP deste ano, Into the Pandemonium, apresentou uma série de inovações
nunca vistas no heavy metal. Agora, instrumentos de música erudita,
letras em francês, sonoridades de hip hop e outras vertentes diferentes
juntavam-se ao peso das guitarras e à agressividade da seção rítmica. O
Celtic Frost provava ser corajoso o suficiente para experimentar, ainda
que os fãs antigos (ao contrário da crítica) tenham ojerizado esse tipo
de mudança. Apesar da controvérsia, músicas como "Danse Macabre" e
"Tears in a Prophet’s Dream" dos álbuns anteriores e agora com os vocais
de Tom variando entre o brutal/sombrio e suave, inegavelmente serviram
de fundamental importância para o desenvolvimento do gothic metal.
Porém,
em 1988 que a situação piorou. Ain deixou o conjunto e foram
adicionados a ele Oliver Amberg (guitarra) e Curt Victor Bryant (baixo).
O agora quarteto assumiu um visual simplesmente radical (inspirado nas
bandas glam de Los Angeles, como Poison, Mötley Crüe e outras, que eram
um fenômeno de vendas na época) e Warrior abandonou o pseudônimo e
passou a assinar como Thomas Gabriel. O disco gravado sob esse panorama
foi chamado Cold Lake. As canções já não tinham mais nada em comum com o
metal extremo, era, agora, um hard rock artificial. Parecia claro que
Gabriel tencionava conquistar o mercado americano, inatingido pelo
Frost, e resolveu copiar os grupos que então faziam sucesso por lá –
logo ele, que ficara famoso como um vanguardista. Contudo, a tentativa
foi em vão, já que o álbum não fora muito bem nos EUA.
Declínio e separação, 1990-1993.
Com
o fracasso de “Cold Lake”, Warrior viu-se num beco sem saída: estava
claro que continuar com aquela proposta não o levaria a lugar nenhum.
Dois anos depois, Ain volta à banda e um novo álbum é lançado,
Vanity/Nemesis, onde o estilo glam é deixado de lado e o grupo foca-se
no thrash. Embora a qualidade do disco tenha melhorado bastante em
relação ao anterior, a reputação da banda continuava má com os fãs. Em
1992 foi lançada a coletânea Parched With Thirst Am I and Dying,
contendo gravações inéditas e raridades. Em 1993 a banda se dissolveu.
Reunião e "Monotheist", 2001-2007.
Ao
final de 2001, Warrior e Ain começaram a escrever músicas juntos outra
vez, com Unala como guitarrista, e desde o fim de 2002, com o experiente
baterista suíço Franco Sesa. O objetivo era desenvolver e gravar um
novo álbum mais obscuro e pesado. A realização do álbum atrasou mais que
o previsto (em parte devido às finanças do projeto), mas finalmente em
2005 foi finalizada a gravação que Warrior e Ain descreveram como "o
disco mais obscuro que o Celtic Frost já gravou", agora abordando o
Doom/gothic metal.
O sexto álbum de estúdio do Celtic Frost foi
financiado pela própria banda através de seu próprio selo, Prowling
Death Records, e impresso por Diktatur des Kapitals. A Prowling Death
Records foi criada originalmente como um selo underground que publicou
as demos do Hellhammer entre 1983 e 1984. O álbum foi produzido por
Celtic Frost e Peter Tägtgren (músico de las bandas
Bloodbath/Hypocrisy/Pain) e mixado por Fischer e Ain. O álbum,
intitulado "Monotheist", foi lançado em 30 de maio de 2006.
Em
29 de maio de 2006, o Celtic Frost embarcou na turnê mais extensa de sua
história, a "Monotheist Tour", inicialmente como atrações principais de
festivais (como o Wacken Open Air, ante 50.000 pessoas) na Europa,
América do Norte em 2006, e o primeiro concerto da banda no Japão em
janeiro de 2007. No início de 2007, foi realizada a primeira parte da
turnê europeia e regressaram aos Estados Unidos como convidados
especiais do Type O Negative.
Nos concertos, o Celtic Frost
tocou com um guitarrista adicional. Esta posição foi inicialmente
ocupada por Anders Odden (Cadaver, Apoptygma Berzerk), e depois por V
Santura (de Dark Fortress).
Fim definitivo da banda, 2008 - Presente.
Não
houve nenhuma discussão sobre a gravação de um novo álbum desde a
separação mais recente da banda. As duas últimas apresentações do Celtic
Frost aconteceram no México: uma em 12 de outubro de 2007, em Monterrey
e a última no dia seguinte na Cidade do México.
Fischer deixou o Celtic Frost em 9 de abril de 2008, com a seguinte mensagem exibida no site oficial da banda:
“O
vocalista e guitarrista do Celtic Frost, Tom Gabriel Fischer deixou a
banda devido a erosão irreconciliável e severa da base pessoal, tão
urgentemente necessária para a colaboração dentro de um grupo tão
singular, volátil e ambiciosa”.
Após este anúncio, o baixista
Martin Eric Ain afirmou que a banda ainda estava "viva, embora em uma
espécie de coma". Ele acrescentou que os membros restantes não
"continuariam gravando ou fazendo turnês", pois seria "absurdo" sem
Fischer. Fischer formou a banda Triptykon com o guitarrista de turnê do
Celtic Frost, V Santura, o ex-baterista do Celtic Frost, Reed St. Mark e
o baixista Vanja Slajh. Fischer afirmou que sua nova banda seguiria um
som semelhante ao que o Celtic Frost mostrou em seu último álbum,
Monotheist.
Em 9 de setembro de 2008, os membros fundadores do
Celtic Frost, Martin Eric Ain e Tom Gabriel Fischer, confirmaram no site
oficial da banda que tinham "decidido em conjunto encerrar o Celtic
Frost definitivamente".
Em 21 de outubro de 2017, Martin Eric Ain morreu aos 50 anos de idade após um ataque cardíaco.
Em
uma entrevista de 2021 para o Heavy Culture, Tom Gabriel Fischer
discutiu a possibilidade de realizar "um ou dois" shows em tributo ao
Celtic Frost em memória de Ain, com a participação de ex-membros. Ele
esclareceu que não tinha interesse em reformar a banda desde sua saída,
mas que poderia reunir ex-membros para shows de tributo: "Caso isso
aconteça, não seria um projeto permanente, nem seria 'Celtic Frost',
apesar de contar com ex-integrantes do Celtic Frost. Seria simplesmente
uma forma de prestar homenagem, talvez por um ou dois shows, ao falecido
cofundador da banda." Em 8 de dezembro de 2022, a banda atual de
Fischer, Triptykon, fez um show em tributo ao Celtic Frost durante o
show especial de sábado no Bloodstock Open Air Festival, no Reino Unido,
após a desistência do Anthrax desse horário.
Influência.
O
Celtic Frost influenciou importantes bandas de black, death, thrash, e
heavy metal. A banda Therion, por exemplo, foi assim nomeada por causa
do álbum To Mega Therion. Outros grupos já citaram o Celtic Frost como
influência e tem feito covers de suas canções, como Melvins, Enslaved,
Opeth, Marduk, Sigh, Opera IX, Evoken, Nile, Amorphis, Stormtroopers of
Death, Paradise Lost, Anathema, Nirvana, HIM, Dimmu Borgir, The
Gathering, Akercocke, Sarcófago, Sepultura, Samael, Astarte, Vader,
Tiamat, Emperor, Cradle of Filth, Mayhem, My Dying Bride, Darkthrone,
Satyricon, High on Fire, Nokturnal Mortum, Obituary, Gorgoroth,
Gallhammer Mortician, 1349, e muitos outras. Dave Grohl (ex-Nirvana, Foo
Fighters) já declarou em várias ocasiões que o Celtic Frost foi uma
importante influência para ele. Posteriormente convidou o cantor Tom G.
Warrior a participar das gravações de seu projeto solo, Probot,
co-escrevendo a canção "Big Sky".
Em 1996, a Dwell Records
lançou In Memory of Celtic Frost, uma coleção de canções regravadas por
outras bandas. Notáveis bandas aparece nesse disco tributo, incluindo
Enslaved, que fez cover de "Procreation (of the Wicked)"; Opeth, que
regravou a canção "Circle of the Tyrants"; a banda de death metal sueca
Grave, regravando "Mesmerized"; a banda canadense de thrash metal
Slaughter, regravando "Dethroned Emperor"; Apollyon Sun (como o próprio
Tom G. Warrior), regravando "Babylon Fell"; e as bandas norueguesas de
black metal Emperor, que fez cover de "Massacra", e Mayhem, fazendo
cover de "Visual Aggression". O álbum tributo também conta com
releituras canções do Celtic Frost por bandas de metal menos famosas. O
CD, difícil de ser encontrado, está agora fora de catálogo.
Apesar
disto, quando Tom foi perguntado sobre se era uma influência de heavy
metal, respondeu: "Não, eu tento sempre manter-me alheio a isto. Eu sou
um músico, não quero envolver-me em tudo isso. Não é saudável. Quero
fazer bons discos. Eu ainda estou vivo e sinto que tem muita coisa para
fazer no meu futuro. Eu não quero ser incomodado com o que tem
influência e onde estamos e tudo isso. Eu acho que é muito negativo". Fonte: Wikipédia.
Integrantes.
Última Formação.
Morbid Tales (1984)01. Human (Intro)
02. Into The Crypts Of Rays
03. Visions
Of Mortality
04. Dethroned Emperor
05. Morbid Tales
06. Procreation
(Of The Wicked)
07. Return To The Eve
08. Danse Macabre
09.
Nocturnal Fear
10. Circle Of The Tyrants
11. Visual Aggression
12.
Suicidal Winds
To Mega Therion (1985)01. Innocence And Wrath
02. The Usurper
03. Jewel Throne
04. Dawn Of Meggido
05. Eternal Summer
06. Circle Of The Tyrants
07. (Beyond The) North Winds
08. Fainted Eyes
09. Tears In A
Prophet's Dream
10. Necromantical Screams
11. Return To The Eve (1985
Studio Jam)
Into The Pandemonium (1987)01. Mexican Radio
02. Mesmerized
03. Inner Sanctum
04. Tristesses De La Lune
05. Babylon Fell (Jade Serpent)
06. Caress
Into Oblivion (Jade Serpent II)
07. One In Their Pride (Porthole Mix)
08. I Won't Dance (The Elders' Orient)
09. Sorrows Of The Moon
10.
Rex Irae (Requiem)
11. Oriental Masquerade
12. One In Their Pride
(Re-Entry Mix)
13. In The Chapel, In The Moonlight
14. The Inevitable
Factor
15. The Inevitable Factor (Alternate Vox)
Cold Lake (1988)01. Human (Intro)
02. Seduce Me Tonight
03. Petty
Obsession
04. (Once) They Were Eagles
05. Cherry Orchards
06. Juices
Like Wine
07. Little Velvet
08. Blood on Kisses
09. Downtown
Hanoi
10. Dance Sleazy
11. Roses Without Thorns
12. Tease Me
13.
Mexican Radio (New Version)
Vanity/Nemesis (1990)01. The Heart Beneath
02. Wine In My Hand (Third From The
Sun)
03. Wings Of Solitude
04. The Name Of My Bride
05. This Island
Earth (Bryan Ferry Cover)
06. The Restless Seas
07. Phallic Tantrum
08.
A Kiss Or A Whisper
09. Vanity
10. Nemesis
11. Heroes (David Bowie
Cover)
12. A Descent To Babylon (Babylon Asleep)
Parched With Thirst Am I And Dying (Coletânea 1992)01. Idols Of Chagrin
02. A Descent To Babylon (Babylon
Asleep)
03. Return To The Eve
04. Juices Like Wine
05. The Inevitable
Factor
06. The Hearth Beneath
07. Cherry Orchards
08. Tristesses De La
Lune
09. Wings Of Solitude
10. The Usurper
11. Journey Into Fear
12.
Downtown Hanoi
13. Circle Of The Tyrants
14. In The Chapel In The
Moonlight
15. I Won't Dance
16. The Name Of My Bride
17. Mexican
Radio
18. Under Apollyon's Sun
Monotheist (2006)01. Progeny
02. Ground
03. A Dying God Coming Into Human
Flesh
04. Drown in Ashes
05. Os Abysmi Vel Daath
06. Temple of
Depression
07. Obscured
08. Domain of Decay
09. Ain Elohim
10.
(Triptych) Totengott
11. (Triptych) Synagoga Satanae
12. (Triptych)
Winter: Requiem/Chapter Three: Finale
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