
História.
Formação.
Por
julho de 1966, a carreira de Eric Clapton com os Yardbirds e com os
John Mayall's Bluesbreakers deu-lhe uma reputação como o melhor
guitarrista de blues do Reino Unido. A virtuosidade e o poder de Clapton
com seu instrumento inspiraram um fã a escrever com tinta spray as
palavras "Clapton is God" ("Clapton é Deus", em tradução literal) numa
parede da estação de metrô de Islington. Clapton, entretanto, achava o
ambiente da banda de Mayall confinante e queria tocar num novo grupo.
Em
1966, Clapton encontrou Baker, então o líder da Graham Bond
Organisation, a qual, a certo momento, apresentava Jack Bruce no baixo,
gaita e piano. Baker também se sentia sufocado no GBO e estava cansado
do vício em drogas e dos ataques de instabilidade mental de Graham Bond.
"Eu sempre gostei de Ginger", explicou Clapton. "Ginger veio ver-me
tocar com John Mayall. Depois da apresentação, ele deu-me boleia de
volta para Londres no seu Rover. Eu estava muito impressionado com o seu
carro e a sua condução. Dizia-me que queria começar uma banda e eu
também tinha pensado sobre isso.". Cada um estava impressionado com as
habilidades do outro, levando Baker a perguntar a Clapton se ele se
queria juntar ao seu novo grupo, então sem nome. Clapton imediatamente
aceitou, com a condição de que Baker contratasse Jack Bruce para seu o
baixista; de acordo com Clapton, Baker ficou tão surpreso com a sugestão
que quase bateu o carro.
Clapton teve um encontro com Bruce
quando o baixista/vocalista tocou com os Bluesbreakers, em março de
1966; os dois também tinham trabalhado juntos na banda Eric Clapton's
Powerhouse (que também incluiu Steve Winwood e Paul Jones).
Impressionado com o vocal e a técnica de Bruce, Clapton queria trabalhar
com ele com uma base contínua.
O que Clapton não sabia era que
enquanto Bruce estava na banda de Bond, ele e Baker eram notórios por
suas desavenças. Apesar de serem ambos excelentes músicos de jazz,
respeitavam a habilidade um do outro, os limites da GBO provaram-se
muito pequenos para seus egos. A sua volatilidade incluía brigas no
palco e sabotagem de um aos instrumentos do outro. Depois de Baker ter
demitido Bruce da banda, Bruce continuou a chegar para apresentações;
ultimamente, Bruce saindo fora da banda depois de Baker tê-lo ameaçado
com uma faca. Apesar disso, Baker e Bruce podiam colocar as suas
diferenças de lado para o bem do novo trio de Baker, o qual ele
vislumbrou como colaborativo, com cada um dos membros colaborando para
as músicas e letras. A banda foi nomeada como "Cream", já que Clapton,
Bruce e Baker eram já considerados o "creme da cobertura" entre músicos
de blues e jazz na emergente cena musical do Reino Unido. Depois de
decidirem acerca de "Cream", a banda considerou serem eles mesmos "Sweet
'n' Sour Rock 'n' Roll" ("Doce e Ácido Rock 'n' Roll"). Do trio,
Clapton tinha a maior fama na Inglaterra; contudo, era desconhecido nos
Estados Unidos, tendo deixado os The Yardbirds antes de ser lançada a
canção "For Your Love", hit no Top Ten Americano.
Cream fez a sua
estreia não oficial no Twisted Wheel em 29 de julho de 1966. A estreia
oficial veio duas noites depois, no Sexto Anual Festival de Jazz &
Blues de Windsor. Sendo novo e com algumas canções originais, Cream
levou a cabo o espírito do blues que excitaram a grande multidão,
ganhando uma recepção calorosa. Em outubro, a banda também teve a chance
de fazer um jam com Jimi Hendrix, que tinha recentemente chegado a
Londres. Hendrix era um fã da música de Clapton e queria uma ter uma
oportunidade de tocar com ele no palco. Hendrix foi apresentado à banda
através de Chas Chandler, o baixista dos Animals, que era o empresário
de Hendrix.
Foi durante a nova formação que o grupo decidiu que
Bruce seria o vocalista do grupo. Apesar de Clapton ser tímido para
cantar, ele, algum tempo depois, pegou o vocal da banda em algumas
notáveis canções, incluindo "Four Until Late", "Strange Brew",
"Crossroads", e "Badge".
Fresh Cream.
O
álbum de estreia do Cream, Fresh Cream, foi gravado e lançado em 1966.
Atingiu o número seis nas listas do Reino Unido e o trinta e nove nos
Estados Unidos. É principalmente constituído por covers de blues,
incluindo "Four Until Late", "Rollin' and Tumblin'" (escrito por Muddy
Waters), "Spoonful" (escrito por Willie Dixon e gravado por Howlin'
Wolf), "I'm So Glad" e "Cat's Squirrel". O resto do álbum apresenta
canções escritas ou co-escritas por Jack Bruce, mais notavelmente "I
Feel Free" (a qual foi um single no Reino Unido, mas foi apenas incluído
na versão americana do LP), e duas por Ginger Baker (uma das quais,
"Toad", continha um dos primeiros exemplos de solo de bateria no rock).
Ginger Baker também colaborou com a então esposa de Jack Bruce, Janet
Godfrey, enquanto escrevia Sweet Wine.
Os primeiros bootlegs do
Cream mostravam uma banda pretendendo mostrar novas canções. Todas eram
razoavelmente pequenas versões de "N.S.U.", "Sweet Wine" e "Toad". Mas
apenas dois meses depois, a setlist apresentava músicas mais longas.
Disraeli Gears.
O
Cream visitou pela primeira vez os Estados Unidos em março de 1967 para
tocar em nove datas no RKO Theater, em Nova Iorque. Eles agendaram para
gravar Disraeli Gears em Nova Iorque entre 11 e 15 de maio de 1967. O
segundo álbum do Cream foi lançado em novembro de 1967 e atingiu o Top 5
das listas nos dois lados do Atlântico. Produzido por Felix Pappalardi
(que depois co-fundou o quarteto Mountain, influenciado pelo Cream) e
pelo engenheiro Tom Dowd, foi gravado nos Atlantic Studios, em Nova
Iorque. Disraeli Gears é frequentemente considerado como sendo um
esforço de definição da banda, misturando com sucesso o rock psicodélico
britânico com o blues americano. Também foi o primeiro álbum do Cream
consitituído primariamente por canções originais, com apenas três das
onze faixas escritos por pessoas que não eram da banda. Disraeli Gears
não apenas traz hits como "Strange Brew" e "Tales of Brave Ulysses", mas
também "Sunshine of Your Love".
Apesar de ser considerado um dos
melhores álbuns da Cream, ele nunca foi tocado por muito tempo nos sets
ao vivo da banda. Apesar das consistentes "Tales of Brave Ulysses" e
"Sunshine of Your Love", uma setlist contendo algumas das canções de
Disraeli Gears foi rapidamente retirado do set na metade de 1967,
favorecendo ao aparecimento de longos jams ao invés de pequenas canções
pop. "We're Going Wrong" foi a única música adicional para o álbum. Nos
seus shows de reunião em Londres em 2005, o Cream tocou apenas três
canções do Disraeli Gears: "Outside Woman Blues," "We're Going Wrong," e
"Sunshine of Your Love."
Em agosto de 1967, o Cream fez seus
primeiros shows amplamente divulgados nos Estados Unidos, tocando no
Fillmore West, em San Francisco, pela primeira vez. Os concertos foram
um grande sucesso e provaram uma grande influência na banda da cena
hippy que o cercava. Encontrando uma nova audiência, foi durante essa
época que o Cream começou a estender-se no palco, fazendo mais jams, com
algumas músicas chegando a vinte minutos. Longos jams são encontrados
em "Spoonful", "N.S.U." e "Sweet Wine" e se tornaram os favoritos de
serem tocados ao vivo, enquanto "Sunshine of Your Love", "Crossroads", e
"Tales of Brave Ulysses" continuaram razoavelmente curtos.
Wheels Of Fire.
Em
1968, veio o terceiro álbum do Cream, Wheels of Fire, que chegou ao
topo das listas americanas. As gravações de estúdio de Wheels of Fire
mostraram que o Cream estava movendo-se lentamente para fora do blues em
direção a um estilo semi-rock progressivo destacado pelas marcas de
tempo e vários instrumentos de orquestra. Entretanto, a banda gravou
"Sitting on Top of the World", de Howlin' Wolf e "Born Under A Bad
Sign", de Albert King . De acordo com uma entrevista à BBC concedida por
Clapton, a gravadora os pediu para fazer um cover de "Born Under a Bad
Sign", que se tornara popular . A canção de abertura "White Room",
tornou-se um hit nas rádios. Outra música, "Politician", foi escrita
pela banda esquanto esperavam para fazer uma apresentação ao vivo na
BBC. O segundo disco do álbum apresentava três gravações ao vivo no
Winterland Ballroom e uma no Fillmore. O segundo solo de Eric Clapton em
"Crossroads" é tido como entre os vinte melhores solos de listas.
"Toad", escrita por Ginger Baker, é agora considerada como um dos
melhores solos de bateria ao vivo da história do rock.
Depois de
Wheels of Fire ser completado, na metade de 1968, os membros da banda já
estavam cansados e queriam ir cada um para seu caminho. Como Baker
diria em uma entrevista em 2006 à revista Music Mart, "Foi apenas chegar
àquele ponto que o Eric me disse: 'Eu já me bastei', e eu disse que eu
também. Eu não poderia suportar isso. O último ano com o Cream foi
agonizante. Ele causou danos permanentes à minha audição e hoje eu ainda
tenho problemas de audição por causa do volume que por todo aquele ano
no Cream. Mas eu não comecei daquele jeito. Em 1966, era ótimo. Era
realmente uma maravilhosa experiência musical e aquilo foi para o
domínio da estupidez". Além disso, o relacionamente instável de Bruce e
Baker se provou ainda pior como resultado da força para se pôr a banda
em turnês permanentes, forçando Clapton a assumir o papel de pacificador
permanente.
Clapton também caiu na fala do antigo grupo de apoio
de Bob Dylan, agora conhecido como The Band, e o seu álbum de estreia,
Music from Big Pink, que provou ser as boas-vindas de ar fresco em
comparação ao incenso e à psicodelia que envolviam o Cream. Outrossim,
ele havia lido uma contundente crítica ao Cream na revista Rolling
Stone, uma publicação que ele muito admirava, em que o crítico Jon
Landau, chamava-o de "mestre do clichê do blues". Isso estava atrás de
um artigo em que Clapton admitia que queria acabar com o Cream e
perseguir uma direção musical diferente.
No começo da turnê de
despedida, em 4 de outubro de 1968, em Oakland, a maior parte do setlist
consistia em canções de Wheels of Fire: "White Room", "Politician",
"Crossroads", "Spoonful", "Deserted Cities of the Heart", e "Passing the
Time" tomando o lugar de "Toad" no solo de bateria. "Passing the Time" e
"Deserted Cities" foram rapidamente removidas e substituídas por
"Sitting on Top of the World" e "Toad".
Goodbye.
O
Cream foi persuadido a fazer um álbum final. Aquele álbum,
apropriadamente chamado de Goodbye (Adeus), foi gravado no final de 1968
e lançado no começo do ano seguinte, antes da banda se separar. Ele
apresentou seis canções: três gravadas ao vivo em um show The Forum, em
Los Angeles, Califórnia, em 19 de outubro e três novas gravações de
estúdio (a mais notável, "Badge", foi escrita por Eric Clapton e George
Harrison, que também tocou a guitarra base). "I'm So Glad", que
primeiramente apareceu como uma gravação de estúdio no Fresh Cream, era
agora uma faixa ao vivo em Goodbye. Foi a única canção a aparecer no
primeiro e também no último álbum do Cream.
A "turnê de
despedida" do Cream consistiu de vinte e dois shows em dezenove locais
nos Estados Unidos entre 4 de outubro e 4 de novembro de 1968 e dois
concertos finais de despedida no Royal Albert Hall em 26 de novembro de
1968. Inicialmente, outro álbum duplo estava planejado trazendo material
ao vivo dessa turnê, mais novas faixas de estúdio e mais um álbum
simples, Goodbye. A apresentação final ocorreu no Rhode Island
Auditorium, em 4 de novembro de 1968.
Os dois concertos do Royal
Albert Hall foram filmados para um documentário da BBC e lançados em
vídeo (e depois DVD) como Farewell Concert. Ambos os shows tiveram as
entradas esgotadas e atraíram mais atenção que qualquer outro concerto
do Cream, mas a sua performance foi considerada por muitos como abaixo
do padrão. Baker disse dos concertos: "Não foi uma boa apresentação... O
Cream era melhor que aquilo... Nós sabíamos que estava tudo acabado.
Nós sabíamos que nós estávamos apenas finalizando tudo aquilo, acabando
com aquilo". As performances ao vivo do Cream já estavam declinando. Em
uma entrevista do Cream: Classic Artists, Ginger Baker concordou que a
banda estava piorando a cada minuto.
Os atos que se apoiaram no
Cream foram Taste (apresentando um jovem Rory Gallagher) e a recém
formada Yes, que recebeu boas críticas. Três apresentações antes de
shows do Cream na turnê de encerramento foram feitas pela Deep Purple.
Purple tinha originalmente concordado em abrir todos os shows nos
Estados Unidos, mas o empresário do Cream tirou a Purple depois de três
shows, apesar de críticas favoráveis e uma boa harmonia entre as bandas.
O fim da banda.
Desde a sua criação, o Cream enfrentava alguns problemas fundamentais que depois se tornariam capitais para a sua dissolução, em novembro de 1968. A rivalidade entre Bruce e Baker criava tensões na banda. Clapton também sentia que os membros da banda não deveriam ouvir muito os outros. Clapton certa vez contou uma história que quando o Cream estava tocando em um concerto, ele parou de tocar e nem Baker nem Bruce perceberam! Clapton também comentou que as últimas apresentações do Cream consistiam principalmente em seus membros se exibirem. A banda decidiu que se desfaria em maio de 1968, durante uma turnê nos Estados Unidos. Mais tarde, em julho, foi feito um anúncio oficial de que a banda acabaria depois de uma derradeira turnê nos Estados Unidos e depois de fazer dois concertos em Londres. O Cream encerrou sua turnê nos Estados Unidos em 4 de novembro, tocando em Rhode Island e se apresentou pela última vez no Reino Unido em 25 e 26 de novembro.
Pós - Cream.
A
banda Blind Faith foi formada imediatamente após o fim da Cream. Ela
partiu de uma tentativa de Eric Clapton de recrutar Steve Winwood ao
grupo, na expectativa de que ele ajudaria como um amortecedor entre
Bruce e Baker. Posteriormente, Eric foi tocar em bandas com menos
improvisações musicais e baseadas em canções, como eram Delaney &
Bonnie, Derek and the Dominos e a sua própria longa e variada carreira
solo.
Jack Bruce começou uma variada e bem-sucedida carreira solo
em 1969 com o lançamento de Songs for a Tailor, enquanto Ginger Baker
formou um conjunto de jazz-fusion chamado Ginger Baker's Air Force, que
apresentava Winwood, o baixista da Blind Faith Rick Grech, Graham Bond
no sax e o guitarrista Denny Laine da Moody Blues e depois da Wings.
Reuniões.
Em
1993, o Cream foi introduzido na Rock and Roll Hall of Fame e colocou
de lado as suas diferenças para se apresentar na cerimônia de posse.
Inicialmente o trio estava cauteloso sobre o concerto, até que foram
encorajados pelas palavras de Robbie Robertson. O resultado final foi um
set incendiário constituído por "Sunshine of Your Love", "Crossroads", e
"Born Under a Bad Sign" - curiosamente, a banda nunca havia tocada esta
canção ao vivo durante a sua fase original. Clapton mencionou no seu
discurso de aceitação que o seu ensaio no dia anterior ao da
apresentação marcou a primeira vez que tocaram juntos em vinte e cinco
anos. Esta apresentação gerou rumores de que haveria uma turnê de
reunião da banda. Bruce e Baker foram admitir em entrevistas posteriores
que estavam, de fato, interessados em excursionar com o Cream. Uma
reunião formal não ocorreu imediatamente, já que Clapton, Bruce e Baker
continuaram projetos na suas carreiras solo, apesar de que estes
trabalhariam juntos novamente na metade dos anos 1990 formando o power
trio BBM com o guitarrista irlandês de blues-rock Gary Moore.
Em
2004, foi anunciado oficialmente que o Cream finalmente se reuniria para
uma série de quatro apresentações, em 2, 3, 5 e 6 de maio de 2005, no
Royal Albert Hall, em Londres, o local dos seus shows finais em 1968. O
mais surpreendente foi que a reunião veio pelo pedido de Clapton: apesar
de os três músicos escolherem não falar publicamente sobre os shows,
Clapton depois diria que ele tronou-se mais "generoso" em consideração
ao seu passado, e que a saúde física de Bruce e Baker foi o maior fator:
Bruce tinha recentemente passado por um transplante de fígado por causa
de um câncer de fígado, e quase perdeu a sua vida, enquanto Baker teve
uma artrite severa.
As performances foram gravadas para um CD e
um DVD ao vivo. Na plateia, estavam Paul McCartney e Ringo Starr, Steve
Winwood, Roger Waters, Brian May do Queen, Jimmy Page do Led Zeppelin,
John Frusciante e também Mick Taylor e Bill Wyman, ex-integrantes dos
Rolling Stones. A reunião marcou a primeira vez que a banda tocou
"Badge" e "Pressed Rat and Warthog" ao vivo.
A reunião no Royal
Albert Hall provou um sucesso em nível tanto pessoal quanto financeiro,
inspirando a banda a se apresentar nos Estados Unidos. Por razões
desconhecidas, o Cream escolheu tocar em apenas um local, o Madison
Square Garden em Nova Iorque, de 24 a 26 de outubro de 2005.
Fãs
da banda esperaram por uma turnê maior, mas ela não se confirmou. Em uma
entrevista com Jack Bruce em dezembro de 2005, veiculada pela revista
Bass Player, o baixista insinuou que gostaria de ver o Cream continuando
em um caminho ou outro, possivelmente na forma de um novo álbum, mas
aquela turnê estava fora de questão: "Seria um considerável desafio
tentar criar músicas que enfrentassem as canções clássicas. Eu já tenho
algumas ideias - de fato, eu escrevi uma canção ontem que eu penso que
fauncionará. Eu só não sei se isso acontecerá, porque nós todos sentimos
que a banda é tão especial que não queremos fazer isso tão
frequentemente, se continuarmos. Nós tivemos ofertas que você não
acreditaria - eu não acredito - para longas turnês pelo mundo, e elas
são tentadoras. Mas nenhum de nós quer aceitá-las, porque isso retiraria
a natureza rara e especial de ficar juntos. Eu gostaria de fazer isso
agora e novamente e apenas tocar em algum lugar, mas nós não
conseguiríamos fazer um álbum entre isso, e eu vou sugerir isso..."
2006-presente.
Em
fevereiro de 2006, o Cream recebeu um Grammy Lifetime Achievement Award
em reconhecimento pela sua contribuição e influência sobre a música
moderna. Naquele mesmo mês, um DVD "Classic Albums" foi lançado
detalhando a história por trás da criação e da gravação de Disraeli
Gears. Na véspera da cerimônia do Grammy, Bruce confirmou publicamente
que mais apresentações do Cream haviam sido planejadas: múltiplas datas
em algumas cidades, com shows similares aos de Royal Albert Hall e de
Madison Square Garden. Entretanto, a história foi negada por Clapton e
Baker, primeiramente por esse em um artigo no Times de abril de 2006. O
artigo relatava que quando perguntado sobre o Cream, Clapton disse:
"Não. Não por mim. Nós fizemos isso e foi divertido. Mas a vida é muito
curta e eu tenho muitas outras coisas que eu preferiria fazer, incluindo
ficar em casa com os meus filhos. A coisa sobre a banda, ele fala, foi
que isso foi tudo feito com seus limites...foi uma experiência". Em uma
entrevista a revista de música britânica Music Mart, sobre o lançamento
de um DVD sobre a apresentação da Blind Faith em Hyde Park em 1969,
Baker comentou sobre a sua indisponibilidade de continuar com a reunião
do Cream. Esses comentários foram mais específicos e explosivos do que
os de Clapton, assim como mais centrado nas relações com Jack Bruce.
Ginger falou, "Quando ele é o Dr. Jekyll ele é bom... É quando ele é o
Mr. Hyde que ele não é. E eu estou com medo que ele ainda seja o mesmo.
Eu vou contar para você isso - não haverá nunca mais apresentações do
Cream, porque ele foi o Mr. Hyde em Nova Iorque no ano passado."
Quando
questionado para que elaborasse, Baker replicou: "Oh, ele gritou comigo
no palco, ele colocou seu baixo tão alto que me atordoou na primeira
apresentação. O que ele faz é que ele se desculpa e se desculpa, mas eu
estou com medo, para fazer isso em uma apresentação da reunião do Cream,
aquele foi o fim. Ele matou a mágica, e Nova Iorque foi como 1968...
Foi só um terminar a apresentação, pegar o dinheiro num tipo de negócio.
Eu estava absolutamente assombrado. Eu digo, ele demonstrou por que ele
foi tirado da Graham Bond e por que o Cream não durou muito no palco em
Nova Iorque. Eu não queria fazer isso em primeiro lugar simplesmente
por causa de como Jack estava. Eu tinha trabalhado com ele algumas vezes
desde o Cream, e eu prometi a mim mesmo que e nunca mais trabalharia
com ele novamente. Quando Eric primeiramente veio com a ideia, eu disse
não, e então ele me telefonou e afinal me convenceu a fazer isso. Eu
estava no meu melhor comportamento e fiz de tudo que eu poderia fazer as
coisas irem tão calmas quanto o possível, e eu estava realmente
simpático para com Jack."
Em 25 de outubro de 2014, foi anunciada a morte do baixista Jack Bruce, aos 71 anos. Texto: Wikipédia.

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