Freddie Mercury, nome artístico de Farrokh Bulsara (Zanzibar, 5
de setembro de 1946 — Londres, 24 de novembro de 1991), foi um cantor, pianista
e compositor britânico que ficou mundialmente famoso como fundador e vocalista
da banda britânica de rock Queen, que ele integrou de 1970 até o ano de sua
morte.
Mercury tornou-se célebre pelo seu poderoso tom de voz e seus
desempenhos energéticos que sempre envolviam a plateia, tendo sido considerado
pela crítica como um dos maiores artistas de todos os tempos. Como compositor,
Mercury criou a maioria dos grandes sucessos do Queen, como "We Are the
Champions", "Love of my Life", "Killer Queen", "Bohemian Rhapsody", "Somebody to
Love" e "Don't Stop Me Now". Além do seu trabalho na banda, Mercury também
lançou vários projetos paralelos, incluindo um álbum solo, Mr. Bad Guy, em 1985,
e um disco de ópera ao lado da soprano Montserrat Caballé, Barcelona, em 1988.
Mercury morreu vítima de broncopneumonia, acarretada pela AIDS , em 1991, um dia
depois de ter assumido a doença publicamente.
Seu trabalho com Queen ainda lhe gera reconhecimento até os dias
de hoje: Mercury é citado como principal influência de muitos outros cantores e
bandas. Em 2006, ele foi nomeado a maior celebridade africana de todos os tempos
e também eleito o maior líder de banda da história em uma votação pública
organizada pela MTV americana. Em 2008, ele ficou na décima oitava posição na
lista dos "100 Maiores Cantores de Todos os Tempos" da revista Rolling Stone, e
no ano seguinte a Classic Rock o nomeou o maior vocalista de rock and roll. Com
o Queen, Mercury já vendeu mais de 150 milhões de discos em todo o
mundo.
Biografia.
Infância e adolescência.
Freddie Mercury, batizado de Farrokh Bulsara, nasceu na colônia
britânica Cidade de Pedra, em Zanzibar (hoje parte da Tanzânia), seus pais, Bomi
e Jer Bulsara, eram parsis zoroastrianos de Guzerate, na Índia. A família
Bulsara se mudou da Índia para Zanzibar para que Bomi pudesse manter seu emprego
no Banco Colonial Inglês, e lá o casal também teve sua segunda filha,
Kashmira.
Em 1954, aos oito anos, o garoto foi enviado para estudar na St.
Peter Boarding School, uma escola para meninos na cidade indiana de Bombaim,
tendo feito todo trajeto sozinho a bordo de um navio. Nessa época, já grande
apreciador de música, ele começou a ter aulas de piano, muito influenciado pela
cantora local Lata Mangeshkar. Aos doze anos, montou uma banda chamada The
Hectics, com quem ele se apresentava em eventos escolares cantando sucessos de
artistas como Cliff Richard e Little Richard, e foi nessa época que ele passou a
ser chamado de "Freddie" pelos amigos. Apesar de ser apreciado pelos mais velhos
devido a seu carisma e talento musical, o garoto sofria muito bullying por parte
das outras crianças de sua idade devido a sua personalidade afeminada, o que o
levou a se tornar uma pessoa introspectiva e muito tímida quando perto de
estranhos. Quando mais velho, Freddie passou a morar na casa de sua avó, mas
continuou frequentando o mesmo colégio até o fim do curso, voltando para a casa
de seus pais em seguida.
Quando Freddie tinha dezessete anos, a família Bulsara,
assustada com a Revolução Civil de Zanzibar de 1964, mudou-se para a capital
inglesa, Londres, onde ele passou a estudar arte na Escola Politécnica
Isleworth, posteriormente ganhando seu diploma como designer gráfico através da
Ealing Art College.
Após sua graduação, Freddie foi trabalhar como vendedor de
roupas no famoso Mercado Kensington, ao lado de sua então namorada Mary Austin,
e também foi atendente no Aeroporto Heathrow por um breve tempo. Em 1969,
Freddie iniciou a banda Ibex, depois nomeada Wreckage, mas que não durou muito
tempo, depois integrando o grupo Sour Milk Sea. Em abril de 1970, Freddie se
juntou ao guitarrista Brian May e ao baterista Roger Taylor no trio Smile, cujo
nome foi alterado para "Queen", e nessa época, Freddie adotou a alcunha
"Mercury" como sobrenome artístico, baseado na letra de uma de suas primeiras
canções.
Relacionamentos e sexualidade.
Mercury era bissexual não assumido, embora seja costumeiramente
descrito como totalmente gay. Em dezembro de 1974, quando perguntado diretamente
sobre sua sexualidade por um repórter do jornal NME, Mercury respondeu que
"houve uma época em que ele era jovem e desprotegido", e que teve sua "cota de
humilhações escolares", deixando implícito que ser gay o levou a ser
discriminado por seus colegas de escola. Raramente Freddie falava sobre sua vida
particular para a imprensa, e sua família e amigos seguiam a mesma linha, mas
sua irmã, Kashmira, disse a uma rede de televisão britânica que o cantor jamais
falou sobre sua homossexualidade diante da família, mas que todos sabiam, e isso
nunca os havia incomodado. A mídia, no entanto, especialmente a britânica,
sempre teve interesse em "revelar" Freddie como gay, e constantemente esse
assunto era abordado em jornais, revistas e televisão em 1986, por exemplo, o
jornal The Sunday Times publicou uma matéria dizendo que Freddie havia assumido
ter "uma dúzia de romances gays".
No início dos anos 70, Freddie iniciou um relacionamento com a
vendedora de roupas Mary Austin, que ele conheceu através de Brian May, que se
estendeu durante anos. O envolvimento amoroso deles acabou quando Freddie
confessou sua natureza homossexual para ela, mas os dois mantiveram uma grande
amizade por toda a vida, com Freddie dedicando a famosa canção "Love of my Life"
em sua homenagem, e também sendo padrinho de seu primeiro filho. Em seu
testamento, Freddie deixou para ela sua mansão em Londres, assim como a detenção
de todos os direitos autorais de sua discografia, o que continua a render a Mary
milhões de libras todos os anos. A moça ainda vive com sua família na casa de
Freddie. No fim dos anos 70, o cantor também teve um relacionamento sério com um
executivo da Elektra Records, que durou cerca de um ano. Pouco tempo depois, o
cantor se envolveu com a atriz austríaca Barbara Valentin, que inclusive foi uma
das figurantes no videoclipe da canção "It's a Hard Life", e em 1985 iniciou
outro sério romance com o cabeleireiro Jim Hutton, com quem Freddie viveu até o
fim de sua vida Jim não deixou Freddie durante sua doença e estava ao lado dele
na cama quando o cantor faleceu. Jim morreu vítima de câncer em 2010.
Mesmo tendo tido outros relacionamentos, Freddie sempre deixou
claro que Mary Austin foi a pessoa mais importante de sua vida, e que a
considerava uma esposa. Muitos dos meus amantes me perguntam por que eles não
podem substituir Mary, mas é simplesmente impossível. Mary é minha única amiga,
e eu não quero mais ninguém. Para mim, é como um casamento. Nós acreditamos um
no outro, e é o suficiente para mim. (Mercury sobre Mary Austin).
Doença e morte.
Em outubro de 1986, a imprensa britânica começou a noticiar que
Mercury havia sido diagnosticado como portador do vírus da AIDS em uma clínica
da rua Harley, e uma repórter do The Sun perguntou ao cantor a respeito quando
ele desembarcou em um aeroporto voltando de uma viagem ao Japão, e ele negou o
boato. De acordo com o parceiro de Freddie, Jim Hutton, o cantor foi
diagnosticado soropositivo em abril de 1987, mas decidiu negar todos os boatos
sempre que questionado. No entanto, a saúde física de Freddie se deteriorou
rapidamente, e ele começou a aparecer em público cada vez mais magro e pálido, o
que levou a imprensa a publicar centenas de artigos especulando sobre o assunto.
Nessa época, o Queen havia se aposentado dos palcos devido a condição do
vocalista, e em 18 de fevereiro de 1990, quando o Queen foi homenageado no Brit
Awards, em Londres, recebendo uma condecoração por sua "Contribuição a Música
Britânica", Freddie compareceu ao lado da banda, mas não falou nada, o que
apenas alimentou os rumores. Naquela altura, para o grande público, já era uma
certeza que o cantor era, de fato, soropositivo, e o Brit Awards foi sua última
aparição pública.
Em 1991, totalmente recluso, Freddie era vítima constante do
assédio de repórteres, que cercavam sua casa e não iam embora durante dias para
conseguir uma foto sua, que estava com uma horrível aparência devido a sua
doença. Uma foto do rosto de Freddie, magro e com manchas negras, estampou uma
edição do The Sun na matéria "É Oficial: Freddie Está Gravemente Doente", que
foi a edição de jornal mais vendida no ano no Reino Unido. Apesar de não poder
se apresentar ao vivo, Freddie continuou a trabalhar com a banda até o fim;
depois de descobrir sua doença, o cantor lançou um disco de ópera e também
lançou mais dois álbuns com a banda, e continuou a gravar videoclipes com o
grupo, o vídeo de "These Are the Days of Our Lives", gravado em maio de 1991,
foi o último trabalho de Freddie em frente as câmeras para esconder as horríveis
manchas que tinha na pele, ele teve de passar horas se maquiando, e o vídeo teve
de ser lançado em preto e branco para esconder sua aparência.
Em junho de 1991, Freddie continuou a gravar vocais para novas
músicas do Queen para que a banda as terminasse depois, pois ele sabia que não
sobreviveria por muito tempo, mas um certo dia teve de abandonar os estúdios
totalmente por não ter mais forças nem para se manter em pé. Essas canções foram
posteriormente lançadas no álbum póstumo Made in Heaven, em 1995. Em seus
últimos dias, Freddie perdeu a visão e não conseguia sair da cama, por isso
decidiu parar de tomar sua medicação, e passou a esperar pela morte. Em 22 de
novembro, Freddie chamou o empresário do Queen, Jim Beach, e pediu que ele
fizesse um comunicado a imprensa para divulgar sua doença, que foi lançado no
dia seguinte. Cerca de vinte e quatro horas após o comunicado ser feito, durante
a noite, Freddie faleceu vítima de broncopneumonia, acarretada pela AIDS. Seu
funeral ocorreu em Londres três dias depois, assistido por trinta e cinco
pessoas, incluindo a família de Freddie, os membros e o empresário do Queen,
Mary Austin, Jim Hutton e poucas outras pessoas. O corpo do cantor foi cremado
no Cemitério de Kensal Green, e suas cinzas foram entregues a Mary Austin, e
apenas ela, Jim Hutton, a família do cantor e os membros do Queen sabem onde as
cinzas foram depositadas, e nunca revelaram seu paradeiro.
Seguindo a enorme comoção da mídia nas últimas duas semanas, eu
gostaria de confirmar que fui testado como soropositivo e tenho AIDS. Eu senti
que era melhor manter isso privado até agora para proteger a mim e aqueles ao
meu redor. No entanto chegou a hora de meus amigos e meus fãs saberem a verdade,
e espero que todos se juntem a mim e aos meus médicos na luta contra essa
terrível doença. Minha privacidade sempre foi importante para mim e sou famoso
por minha falta de entrevistas, por favor, entendam que essa política
continuará. (Parte do comunicado de Freddie Mercury assumindo ser
soropositivo).
Carreira musical.
Mercury se tornou mundialmente famoso como vocalista da banda de
hard rock Queen, que ele formou ao lado do guitarrista Brian May e do baterista
Roger Taylor em 1971 sob o nome Smile, com o nome "Queen" sendo adotado logo
depois do recrutamento do baixista John Deacon. Os primeiros álbuns da banda,
Queen e Queen II tiveram uma recepção mais limitada ao Reino Unido, e o grupo
conseguiu certa projeção mundial com o disco Sheer Heart Attack, com a conhecida
canção "Killer Queen", mas foi em 1975 que a banda atingiu o estrelato com o
álbum A Night at the Opera, que trouxe a canção "Bohemian Rhapsody", um grande
clássico na qual Mercury fundiu o rock and roll com a ópera e criou aquela que
é, até hoje, considerada uma das maiores gravações musicais da história. O Queen
seguiu lançando discos muito bem vendidos e realizando grandes turnês mundiais.
Em 1976, foi lançado A Day at the Races, com a canção "Somebody to Love", e em
1977 saiu News of the World, que trouxe os dois maiores hinos do grupo, "We Will
Rock You" e "We Are the Champions". O álbum seguinte, Jazz, não foi um fracasso,
mas falhou em conseguir a mesma aceitação de seus antecessores, apesar de que
com The Game o Queen voltou a ser elogiado, trazendo canções como "Crazy Little
Thing Called Love" e "Another One Bites the Dust", uma canção ao estilo de funk
rock que foi um grande sucesso e esteve no topo da Billboard Hot 100 por várias
semanas. Na turnê de The Game, o Queen tornou-se a primeira grande banda
europeia a se apresentar na América do Sul, com cinco datas na Argentina e duas
no Estádio do Morumbi, na cidade brasileira de São Paulo, atraindo uma audiência
combinada de quase trezentas mil pessoas.
Em 1982, empolgado com a boa recepção de "Another One Bites the
Dust", Freddie decidiu que queria gravar um álbum inteiro nesse estilo, uma
ideia que desagradou profundamente os outros três membros do grupo, mas que
acabaram cedendo, produzindo canções de funk rock, new wave e outros estilos
diferenciados. O álbum em questão, Hot Space, se tornou o único grande fiasco do
grupo, desagradando profundamente os fãs e recebendo um péssima avaliação da
crítica, sendo, até hoje, considerado uma dos piores álbuns já lançado por uma
banda. O fracasso do disco causou muitos problemas no grupo, que se separou
momentaneamente, reunindo-se mais tarde para gravar um novo disco, voltando ao
seu estilo habitual. O álbum The Works permitiu que a banda recuperasse sua
popularidade, trazendo grandes sucessos como "I Want to Break Free", "Radio Ga
Ga" e "Hammer to Fall". Na turnê do disco, a banda voltou ao Brasil como atração
principal da primeira edição do festival Rock in Rio, na cidade do Rio de
Janeiro em 1985, se apresentando em duas noites para uma audiência combinada de
cerca de seiscentas mil pessoas. Mais tarde naquele ano, a banda realizou uma de
suas mais famosas apresentações, como atração principal do festival beneficente
britânico Live Aid, no Estádio de Wembley, que foi transmitida ao vivo na
televisão para milhões de pessoas e é, até hoje, considerada pela crítica a
maior apresentação de um grupo de rock já feita. Nesse mesmo ano, Freddie lançou
seu álbum solo, Mr. Bad Guy, que teve vendas modestas, mas gerou alguns sucessos
como "Living on My Own" e "I Was Born to Love You".
Em 1986, com sua popularidade altamente renovada, o Queen lançou
o disco A Kind of Magic, que foi um grande sucesso, e realizou uma turnê de
estádios pela Europa, com uma produção e recepção nunca vista antes, com dois
concertos no Estádio de Wembley que foram gravados e lançados em vários formatos
posteriormente. Em 1987, Freddie descobriu ser portador do vírus da AIDS, e sua
saúde física se deteriorou rapidamente, por isso o Queen se aposentou dos
palcos, sendo que o concerto final da Magic Tour, em Londres, no dia 8 de agosto
de 1986, foi o último momento de Freddie no palco. Trabalhando apenas no
estúdio, o grupo lançou The Miracle em 1987, e no ano seguinte, Freddie voltou a
inovar sua carreira ao lançar o disco Barcelona, um projeto de música clássica
ao lado da soprano espanhola Montserrat Caballé. Em 1991, o Queen lançou
Innuendo, que foi um grande sucesso comercial, e mesmo estando com sua saúde
extremamente debilitada, Freddie continuou a trabalhar exaustivamente, tanto
que, após menos de um mês, ele já estava em estúdio gravando vocais para um
disco novo do grupo. O cantor, que morreu nesse mesmo ano, já sabia que não
sobreviveria por muito tempo, por isso gravou todos os vocais antecipadamente
para que a banda concluísse o trabalho mais tarde.
Em 1992, os três integrantes remanescentes do Queen organizaram
um grande concerto em homenagem a Freddie, o The Freddie Mercury Tribute
Concert, no Estádio de Wembley, que teve a participação de muitas das maiores
bandas da história, como Led Zeppelin, Guns N' Roses, Metallica, U2, e muitas
outras. O álbum gravado com os vocais que Freddie deixou prontos, Made in
Heaven, foi finalizado e lançado em 1995. Hoje em dia, estima-se que o Queen já
tenha vendido mais de cento e cinquenta milhões de discos ao redor do
mundo.
Estilo vocal e instrumentos.
Apesar de que no dia a dia, a voz de Mercury soava em um tom
barítono, quando estava cantando, seus vocais atingiam uma escala de tenor,
normalmente variando de Baixo F (F2) para Alto F (F6), quase atingindo a escala
soprano, que é feminina. David Bret, um conceituado crítico, descreveu a voz do
cantor como "[...]indo de um típico grunhido gutural de rock para um vibrante
som tenor, logo atingindo um tom alto, perfeito e cristalino no ápice." A
soprano Montserrat Caballé, com quem Freddie gravou um álbum, declarou que a
diferença entre ele e outros cantores é que ele estava realmente "vendendo a
voz". A soprano completou dizendo que "[...]sua técnica era impressionante.
Sem
problemas de sincronia, ele cantava com um grande senso de ritmo, capaz de mudar
facilmente de uma escala para outra. Sua pronuncia era sutil, doce e também
poderosa, ele era capaz de encontrar o tom certo para cada palavra."
Além de cantar, Freddie também tinha uma grande versatilidade
artística, sendo capaz de tocar vários instrumentos, sendo também o pianista do
Queen. O cantor começou a ter aulas de piano aos nove anos na Índia, e depois de
se mudar para Londres, foi treinado na guitarra e no violão, tendo tocado esses
instrumentos em várias canções do Queen, e apesar de também ter grande
habilidade para tocar teclado, o cantor não gostava desse instrumento, por isso,
alguém de fora do Queen sempre era convidado para tocá-lo nos discos do grupo,
como Fred Mandel e Mike Moran. Nos concertos do Queen, Freddie executava ao
vivo todas as partes de piano, e após 1980, quando foi lançada a canção "Crazy
Little Thing Called Love", Freddie passou a executá-la ao vivo tocando violão, e
depois tocando guitarra ao lado de Brian May. Apesar de sempre ter tido uma
mente aberta com relação a novas tecnologias, e ter aprovado o uso de
sintetizadores em vários discos do Queen, Freddie costumava ter aversão a pianos
elétricos por achar o som deles artificial, tanto que em 1975, o cantor se
recusou a tocar um piano Wurlitzer na canção "You're My Best Friend", de John
Deacon, levando o próprio John a ter que gravá-lo.
Influências e composições.
No Queen, Mercury era o principal compositor ao lado de Brian
May, com Roger Taylor e John Deacon tendo um papel geralmente menor. Freddie
criou a maioria dos grandes sucessos do Queen, como "We Are the Champions",
"Bohemian Rhapsody", "Love of my Life", "Don't Stop Me Now", "Killer Queen",
"Crazy Little Thing Called Love", e muitas outras. Com o passar dos anos, as
composições de Freddie para o Queen passaram por uma grande sucessão de estilos,
com uma grande versatilidade artística sendo um dos maiores aspectos do
cantor.
Freddie possuía uma variado gosto musical e influência de
diversos cantores e bandas, o que o levava a estar sempre diversificando suas
criações. No início dos anos 70, quando o Queen começou, o Led Zeppelin já era
uma banda muito popular e apreciada por Mercury, sendo a principal influência em
canções como "Seven Seas of Rhye" e "Killer Queen", canções com um toque de jazz
rock característico dos álbuns do Led Zeppelin. Um grande fã de Elvis Presley,
Freddie baseou muito de seu estilo e performance no astro, e algumas canções
foram criadas ao estilo sessentista de Elvis, como "Crazy Little Thing Called
Love" e "Man on the Prowl". No entanto, a tradicional música clássica e o canto
gospel, com os quais Freddie teve muito contato enquanto crescia, sempre foram
suas principais fundações, com muitos sucessos do Queen trazendo vocais agudos e
uma forte presença de piano e coros de fundo, como é o caso de "Somebody to
Love", composta como se fosse um hino gospel, e "It's a Hard Life", que abre com
uma área da ópera Pagliacci, de Ruggero Leoncavallo. O psicodelismo dos anos 70,
popularizado pelo Pink Floyd, também teve grande impacto sobre Freddie,
principalmente em canções como "Get Down, Make Love" e "My Melancholy
Blues".
Freddie ainda apreciava o funk e o pop rock, o que o levou a
criar várias canções nesses estilos, como "Under Pressure" e "Body Language". A
mais apreciada composição de Freddie é "Bohemian Rhapsody", uma canção
revolucionária e complexa, dividida em várias partes e soando em diversos
estilos, desde o hard rock até a ópera, possuindo uma letra trágica e rancorosa,
e Freddie nunca explicou seu verdadeiro significado, se referindo a ela como
sendo "[...]uma daquelas músicas que possui um sentimento de fantasia. Eu acho
que as pessoas deveriam apenas ouvi - la, pensar sobre ela, e então refletir sobre
o que ela tenta lhes dizer[...]". Em uma entrevista de 1986, Freddie declarou:
"Eu odeio fazer sempre a mesma coisa. Gosto de conhecer as novidades da música,
do cinema e do teatro, e então, usar tudo isso."
Performances ao vivo.
Durante sua carreira com o Queen, Mercury realizou mais de
setecentos concertos ao redor do mundo em quinze anos em todos os continentes,
exceto a Antártida. O Queen foi a primeira banda europeia a fazer turnês na
América do Sul, com datas na Argentina, Brasil e Venezuela, e também foi o
primeiro grupo a se apresentar na África do Sul, um acontecimento que causou
polêmica, pois, naquela época, se apresentar na África significava, aos olhos da
política, que o indivíduo apoiava o apartheid (separatismo racial), acusações
que foram recebidas como piada pelo grupo. O Queen se tornou célebre por esses e
outros feitos, na época, únicos, como se apresentar para cerca de seiscentas mil
pessoas no Rock in Rio de 1985, e também ter realizado um concerto para oitenta
mil pessoas na Hungria em 1986. A performance mais célebre de Freddie aconteceu
no evento beneficente Live Aid, em 1985, quando setenta e duas mil pessoas no
Estádio de Wembley cantaram e bateram palmas juntas sob o comando do cantor, até
hoje enaltecido pela crítica devido a esse dia.
Mercury possuía várias marcas registradas que lhe deram
notoriedade, tanto quanto a sua performance quanto a sua aparência pois, quando
ao vivo, Freddie cantava usando um microfone preso a metade de um pedestal, como
se fosse seu cetro ("Queen" significa "Rainha"), uma ideia que ele teve antes do
grupo, quando seu pedestal quebrou e ele achou que o aparelho era um bom efeito
visual. Quando cantava, Freddie fazia movimentos considerados "teatrais",
influenciados pelo seu treinamento em ballet, e também, em todos os concertos,
Freddie envolvia a plateia em uma sequência conhecida como "chamada e resposta",
na qual ele executava algumas notas vocais e, em seguida, a plateia as imitava,
permitindo que até as multidões em grandes estádios tomassem parte. Freddie
também costumava permitir que o público cantasse partes de várias canções,
principalmente a versão acústica de "Love of my Life", e também comandava acenos
e palmas sincronizadas em canções como "We Will Rock You" e "Radio Ga Ga". Nos
anos 70, Freddie tinha cabelo comprido e usava uma característica roupa
quadriculada, mas a partir dos anos 80 passou a exibir um cabelo mais curto e
deixou o bigode crescer, o que se tornou outro de seus símbolos. Logo no começo,
devido ao bigode, pessoas da plateia costumavam jogar giletes e espuma de
barbear no palco, que o cantor agradecia e guardava no bolso.
Até hoje, a crítica considera Mercury como um dos maiores
artistas da história devido a sua performance. Um repórter do The Spectator o
descreveu como um artista "fora de série, chocante e charmoso com várias versões
extravagantes de si mesmo". O popular cantor David Bowie, que já gravou e se
apresentou com o Queen, se referiu a Mercury dizendo que "dentre todos os
cantores teatrais de rock, ele foi o único a levar tudo a um outro nível [...]
era alguém que podia, literalmente, ter a plateia na palma da mão". O
guitarrista Brian May declarou que Freddie "conseguia fazer a última pessoa na
última fileira do estádio se sentir incluída." Em uma resenha do Live Aid em
2005, um crítico escreveu que "aqueles que listam os maiores vocalistas da
história costumam dar a primeira posição para Robert Plant ou Mick Jagger, mas
estão terrivelmente errados, por sua performance mitológica no Live Aid Mercury
era, sem dúvida, o maior de todos."
Recepção e legado.
Influência na música.
Integrantes de muitas grandes bandas que surgiram antes ou
depois do Queen apontam Mercury como grande influência em seu trabalho. Axl
Rose, vocalista do Guns N' Roses, baseou muito de sua postura no palco em
Mercury, com relação a seus movimentos, o uso do piano e o modo de cantar, por
exemplo, e declarou que se não tivesse ouvido as letras de Freddie quando
criança, não sabe o que teria sido dele. Kurt Cobain, do Nirvana, escreveu em
sua carta de suicídio que admirava e invejava a felicidade que Freddie sentia ao
estar no palco, e Robert Plant, do Led Zeppelin, declarou que Mercury era o
único cantor que, por trás de sua lenda, realmente era uma lenda. Paul
McCartney, certa vez, se referiu a Freddie como "Rei Mercury".
Dave Grohl, do Foo Fighters, declarou que todas as bandas deviam
estudar Freddie no Live Aid, quando ele demonstrou que era o "maior vocalista de
todos". Personalidades da música pop também admiram seu trabalho, como Michael
Jackson, que assistiu a vários concertos do Queen em Los Angeles, e apontava
Mercury como seu cantor favorito, e Katy Perry o apontou como sua maior
influência, declarando que a combinação de sua performance sarcástica e suas
letras, combinadas com sua atitude de indiferença, afetaram muito sua música.
Lady Gaga criou seu nome artístico baseado na canção "Radio Ga Ga" e descreveu
Freddie como sendo um gênio, que conseguia se reinventar
constantemente.
Em 2008, Mercury ficou em segundo lugar na lista da MTV das "22
Maiores Vozes da Música", e no ano seguinte também ficou em segundo lugar na
lista da rádio Planet Rock das "Maiores Vozes do Rock and Roll", mas foi o
campeão na lista dos "Maiores Vocalistas da História" da revista Classic Rock.
Em 2011, Freddie ficou em segundo lugar na lista da NME dos "Maiores Cantores da
História", também ficou em segundo lugar na lista "100 Melhores Vocalistas da
História" pela revista Rolling Stone, e foi eleito o maior cantor de todos
tempos pelos leitores da revista Gigwise.
Tributos e homenagens.
Em 25 de novembro de 1996, foi inaugurada uma estátua em
homenagem a Mercury na cidade suíça de Montreux, as margens do Lago Léman, com
três metros de altura projetada por Irena Sedlecká a cerimônia foi assistida por
Brian May, Roger Taylor, Montserrat Caballé e o pai de Freddie, assim como por
milhares de pessoas. A partir de 2003, fãs de várias partes da Europa começaram
a se reunir anualmente em frente a estátua de Montreux para prestar tributo ao
cantor, com a banda Bearpark And Esh Colliery apresentando canções do Queen. Em
1999, a Royal Mail imprimiu uma série de selos nacionais com o rosto de Freddie,
como sinal de respeito.
Em 2009, uma estrela foi colocada em uma calçada de Londres no
local em que a família de Freddie desembarcou na cidade em 1964, em uma
cerimônia assistida por Brian May e pela mãe do cantor. A partir de 2009, uma
compilação de vídeos em sua homenagem passou a ser exibida toda semana em um
telão em frente ao Fremont Street Experience, um dos maiores cassinos de Las
Vegas. No mesmo ano, foi inaugurada uma estátua de Mercury em frente ao Teatro
Playhouse na cidade escocesa de Edimburgo. Outra grande estátua está localizada
em frente ao Teatro Dominion de Londres, onde o musical We Will Rock You,
baseado nas canções do Queen, é apresentado.
Em celebração dos sessenta e cinco anos de Mercury, o Google o
homenageou com seu logotipo em sua página online de pesquisas, que por algumas
semanas mostrava uma animação de Freddie cantando "Don't Stop Me Now". Outro
grande tributo foi pago na Cerimônia de encerramento dos Jogos Olímpicos de
Verão de 2012, quando foram mostradas em vários telões do Estádio Olímpico de
Londres a gravação de Freddie realizando sua "chamada e resposta" com a plateia
de Wembley em 1986, e a multidão de espectadores e atletas no local respondeu
adequadamente. Em seguida, Brian May e Roger Taylor tocaram "We Will Rock You"
com a cantora Jessie J no vocal.
Representações na mídia.
Em 24 de novembro de 1997, um monodrama baseado na vida de
Mercury, o Mercury: The Afterlife and Times of a Rock God, estreou em Nova
Iorque, nos Estados Unidos. A peça apresenta "Freddie", interpretado por Khalid
Gonçalves, examinando sua vida, em um texto de Charles Messina. Billy Squier
abria a peça interpretando a canção acústica "I Have Watched You Fly", que ele
escreveu.
Em 2010, numa entrevista para a BBC, Brian May revelou que o
ator Sacha Baron Cohen, conhecido por seus personagens cômicos como Ali G e
Borat, havia sido escolhido para interpretar Mercury em um filme sobre sua vida.
O roteiro está sendo escrito por Peter Morgan e vai ser produzido pela TriBeCa
Productions de Robert De Niro, com a história indo desde a formação do Queen até
a apresentação no Live Aid. Em abril de 2011, May confirmou que o filme ainda
será feito, com previsão para ser gravado em 2014, no entanto, Sacha Baron
desistiu do papel e seu substituto não foi revelado.
Em setembro de 2012, foi lançado em DVD e Blu-ray pela Eagle
Rock Entertainment, o documentário Freddie Mercury: The Great Pretender, exibido
no mesmo ano pela rede britânica BBC One, e vencedor de um Emmy Internacional de
melhor programa artístico.
Freddie foi retratado como um personagem de apoio na série
britânica Best Possible Taste: The Kenny Everett Story, exibido em outubro de
2012, interpretado por James Floyd. Texto: Wikipédia. Site Oficial.
Mr. Bad Guy (1985)01. Let's Turn It On (3:41)
02. Made In Heaven (4:06)
03.
I Was Born To Love You (3:39)
04. Foolin' Around (3:30)
05. Your Kind Of
Lover (3:35)
06. Mr. Bad Guy (4:10)
07. Man Made Paradise (4:09)
08.
There Must Be More To Life Than This (3:01)
09. Living On My Own
(3:25)
10. My Love Is Dangerous (3:43)
11. Love Me Like There's No
Tomorrow (3:47)
Bonus Tracks.
12. Let's Turn It On (12' Mix) (5:07)
13.
I Was Born To Love You (12' Version) (7:02)
14. Living On My Own (12'
Version) (6:35)
15. She Blows Me Hot And Cold (Extended 12' Mix)
(5:54)
16. Love Me Like There's No Tomorrow (Extended 12' Mix) (5:28)
17.
Made In Heaven (Extended 12' Mix) (3:11)
Freddie Mercury, Montserrat Caballé -
Barcelona (1988)01. Barcelona (5:39)
02. La Japonaise (4:49)
03. The
Fallen Priest (5:46)
04. Ensueno (4:21)
05. The Golden Boy (6:05)
06.
Guide Me Home (2:40)
07. How Can I Go On (4:01)
08. Overture Piccante
(6:41)
The Freddie Mercury Album (1992)01. The Great Pretender (3:28)
02. Foolin' Around
(3:36)
03. Time (3:50)
04. Your Kind Of Lover (3:59)
05. Exercises In
Free Love (3:58)
06. In My Defence (3:53)
07. Mr. Bad Guy (3:56)
08.
Let's Turn It On (3:46)
09. Living On My Own (3:39)
10. Love Kills
(4:30)
11. Barcelona (5:38)
The Great Pretender (1992)01. The Great Pretender (3:39)
02. Foolin' Around
(3:37)
03. Time (3:50)
04. Your Kind Of Lover (4:00)
05. Exercises In
Free Love (3:57)
06. In My Defence (3:53)
07. Mr. Bad Guy (4:02)
08.
Let's Turn It On (3:46)
09. Living On My Own (3:39)
10. My Love Is
Dangerous (3:41)
11. Love Kiils (3:28)
Remixes (1993)01. Living On My Own (No More Brothers Extended Mix)
(5:17)
02. Time (Nile Rodgers 1992 Remix) (3:50)
03. Love Kills (Wolf
Euro Mix) (3:25)
04. The Great Pretender (Malouf Mix) (3:39)
05. My Love
Is Dangerous (Jeff Lord-Alge Mix) (3:42)
06. Living On My Own (Roger S Mix)
(5:46)
The Solo Collection (Box Set 2000)CD 1: Mr. Bad Guy.
01. Let's Turn It On (3:41)
02. Made In Heaven (4:06)
03.
I Was Born To Love You (3:39)
04. Foolin' Around (3:30)
05. Your Kind Of
Lover (3:35)
06. Mr. Bad Guy (4:10)
07. Man Made Paradise (4:09)
08.
There Must Be More To Life Than This (3:01)
09. Living On My Own
(3:25)
10. My Love Is Dangerous (3:43)
11. Love Me Like There's No
Tomorrow (3:47)
CD 2: Freddie Mercury, Montserrat
Caballé - Barcelona.
01. Barcelona (5:39)
02. La Japonaise (4:49)
03. The
Fallen Priest (5:46)
04. Ensueno (4:21)
05. The Golden Boy (6:05)
06.
Guide Me Home (2:40)
07. How Can I Go On (4:01)
08. Overture Piccante
(6:41)
CD 3: The Great Pretender.
01. The Great Pretender (3:39)
02. Foolin' Around
(3:37)
03. Time (3:50)
04. Your Kind Of Lover (4:00)
05. Exercises In
Free Love (3:57)
06. In My Defence (3:53)
07. Mr. Bad Guy (4:02)
08.
Let's Turn It On (3:46)
09. Living On My Own (3:39)
10. My Love Is
Dangerous (3:41)
11. Love Kiils (3:28)
CD 4: The Singles 1973-1985.
01. I Can Hear Music (3:30)
02. Goin' Back (3:35)
03. Love
Kills (Original 1984 Single Version) (4:32)
04. Love Kills (Original 1984
Ext. Version) (5:23)
05. I Was Born To Love You (Original 1985 Ext.
Version) (7:06)
06. Stop All The Fighting (1985 B-Side)
(3:20)
07. Stop All The Fighting (1985 B-Side Ext. Version)
(6:38)
08. Made In Heaven (Original 1985 Ext. Version) (4:51)
09. She
Blows Hot & Cold (1985 Non-Album B-Side) (3:27)
10. She Blows Hot & Cold (1985 B-Side Ext. Version) (5:51)
11. Living On My Own
(Original 1985 Ext. Version) (6:40)
12. My Love Is Dangerous (Original
1985 Ext. Version) (6:30)
13. Love Me Like There's No Tomorrow (Original
1985 Ext. Version) (5:33)
14. Let's Turn It On (Original 1985 Ext.
Version) (5:09)
CD 5: The Singles 1986-1993.
01. Time (Album version) (3:59)
02. Time (Original 1986 Ext. Version) (4:38)
03. Time (Original 1986 Instrumental Version)
(3:23)
04. In My Defence (1986 Album Version) (3:58)
05. The Great
Pretender (Original 1987 Single Version) (3:30)
06. The Great Pretender
(Original 1987 Ext. Version) (5:55)
07. Exercises In Free Love (1987 B-Side) (4:00)
08. Barcelona (Original 1987 Single Version)
(4:28)
09. Barcelona (Original 1987 Ext. Version) (7:08)
10. How Can I
Go On (1989 Single Version) (4:03)
11. Living On My Own (1993 No More
Brothers Ext. Mix) (5:17)
12. Living On My Own (1993 Radio Mix)
(3:39)
13. Living On My Own (1993 Club Mix) (4:28)
14. Living On My Own
(1993 Underground Solution Mix) (5:46)
CD 6: The Instrumentals.
01. Barcelona (4:27)
02. La Japonaise (4:47)
03. The
Fallen Priest (5:51)
04. Ensueno (4:01)
05. The Golden Boy (6:06)
06.
Guide Me Home (2:39)
07. How Can I Go On (3:59)
08. Love Me Like There's
No Tomorrow (4:04)
09. Made In Heaven (4:18)
10. Mr Bad Guy (4:15)
11.
There Must Be More To Life Than This (3:09)
12. In My Defence (3:57)
13.
The Great Pretender (3:27)
CD 7: Rarities 1, The Mr Bad Guy Sessions.
01. Let's Turn It On (A Capella) (3:05)
02. Made In Heaven
(Alternative Version) (4:28)
03. I Was Born To Love You (Vocal & Piano
Version) (2:59)
04. Foolin' Around (Early Version) (4:15)
05. Foolin'
Around (Unreleased 12'' Mix) (5:38)
06. Foolin' Around (Instrumental)
(3:41)
07. Your Kind Of Lover (Early Version) (4:47)
08. Your Kind Of
Lover (Vocal & Piano Version) (3:39)
09. Mr Bad Guy (Orchestra Out-Takes)
(0:36)
10. Mr Bad Guy (Early Version) (3:30)
11. There Must Be More To
Life Than This (Piano Out-Takes) (2:49)
12. Living on My Own (Hybrid
Early-Later Versions) (4:30)
13. Love Is Dangerous (Early Version)
(2:13)
14. Love Me Like There's No Tomorrow (Early Version) (2:19)
15.
Love Me Like There's No Tomorrow (2nd Early Version) (1:04)
16. Love Me Like
There's No Tomorrow (3rd Early Version) (3:27)
17. Love Me Like There's No
Tomorrow (Live Extract) (4:23)
18. She Blows Hot & Cold (Alternative
Version Feat. Brian May) (4:37)
19. Gazelle (Demo) (1:21)
20. Money Can't
Buy Happiness (Demo) (2:38)
21. Love Makin' Love (Demo) (3:36)
22. God Is
Heavy (Demo) (1:23)
23. New York (Demo) (2:13)
CD 8: Rarities 2.
01. The Duet (The Fallen Priest-Extract from Garden Lodge)
(3:05)
02. Idea (Barcelona-Extract from Garden Lodge) (1:13)
03. Idea
(Barcelona-2nd Extract from Garden Lodge) (1:05)
04. Barcelona (Early
Version) (4:22)
05. Barcelona (Freddie's Vocal Slave) (4:32)
06. Barcelona
(Later Version) (4:27)
07. La Japonaise (Demo Vocal) (4:42)
08. La
Japonaise (A Capella) (4:18)
09. Rachmaninov's Revenge (The Fallen Priest-Early Version) (4:47)
10. Rachmaninov's Revenge (The Fallen Priest-Demo
Vocal) (5:52)
11. Ensueno (Live Takes) (5:37)
12. The Golden Boy (Early
Version) (3:55)
13. The Golden Boy (2nd Early Version) (2:57)
14. The
Golden Boy (A Capella) (5:13)
15. Guide Me Home / How Can I Go On (Alternate
Version) (6:55)
16. How Can I Go On (Out-Take) (1:32)
17. How Can I Go On
(Alternative Piano Version) (3:46)
18. When This Old Tired Body Wants To Sing
(Late Night Jam) (2:43)
CD 9: Rarities 3, Other Sessions.
01. Rain - Ibex, Live 1969 (3:52)
02. Green - Wreckage,
Rehearsal 1969 (3:16)
03. The Man From Manhatten - Eddie Howel 1976
(3:23)
04. Love Is The Hero - 12' Version Billy Squier 1986 (5:23)
05.
Lady With A Tenor Sax - Billy Squier: Work in Progress 1986 (4:03)
06. Hold
On - Freddie Mercury and Jo Dare 1986 (3:39)
07. Heaven For Everyone - The
Cross Version 1988 (4:49)
08. Love Kills - Rock Mix (4:28)
09. Love Kills
- Instrumental (4:27)
10. The Great Pretender - Original Demo (3:05)
11.
Holding On - Demo (4:13)
12. It's So You - Demo (2:41)
13. I Can't Dance /
Keep Smilin' - Demo (3:44)
14. Horns Of Doom - Demo (4:17)
15. Yellow
Breezes - Demo (5:26)
16. Have A Nice Day - Fan Club Message
(0:46)
CD 10: The David Wigg Interviews.
01. 1979, London (The Crazy Tour) (8:12)
02. 1984, Munich
(The Works Tour) (11:28)
03. 1984, Munich (Part 2 Going Solo) (7:38)
04.
1985, Wembley, London (Week of Live Aid) (6:46)
05. 1986, London (The Magic
Tour) (10:36)
06. 1987, Ibiza (Freddie's 41st Birthday) (9:57)
07. 1987,
Ibiza (41st Birthday. Part 2 Montserrat Caballe) (8:22)
08. 1987, Ibiza (41st
Birthday. Part 3 The Great Pretender) (10:27)
Lover Of Life, Singer Of Songs: The Very Best Of Freddie Mercury
Solo (2006)CD 1.
01. In My Defence (2000 Remix) (3:55)
02. The Great Pretender
(3:28)
03. Living On My Own (1993 Radio Mix) (3:39)
04. Made In Heaven
(4:06)
05. Love Kills (4:30)
06. There Must Be More To Life Than This
(3:01)
07. Guide Me Home (2:50)
08. How Can I Go On (3:52)
09. Foolin'
Around (Steve Brown Remix) (3:37)
10. Time (4:00)
11. Barcelona
(5:40)
12. Love Me Like There's No Tomorrow (3:48)
13. I Was Born To Love
You (3:40)
14. The Golden Boy (6:07)
15. Mr. Bad Guy (4:12)
16. The
Great Pretender (Malouf Remix) (3:40)
17. Love Kills (Star Rider Remix)
(3:40)
18. I Can Hear Music (3:29)
19. Goin' Back (3:35)
20. Guide Me
Home (Piano Version) (4:19)
CD 2.
01. Love Kills (Sunshine People Radio Mix) (3:17)
02. Made In
Heaven (Extended Version) (4:50)
03. Living On My Own (The Egg Remix)
(5:38)
04. Love Kills (Rank 1 Remix) (7:19)
05. Mr Bad Guy (Bad
Circulation Version) (3:26)
06. I Was Born To Love You (George Demure Almost
Vocal Mix) (4:02)
07. My Love Is Dangerous (Extended Version) (6:29)
08.
Love Makin' Love (Demo) (3:38)
09. Love Kills (Pixel 82 Remix) (6:14)
10. I
Was Born To Love You (Extended Version) (7:06)
11. Foolin' Around (Early
Version) (4:16)
12. Living On My Own (No More Brothers Extended Mix)
(5:16)
13. Love Kills (More Oder Rework By The Glimmers) (6:53)
14. Your
Kind Of Lover (Vocal & Piano Version) (3:38)
15. Let's Turn It On (A
Cappella) (3:04)
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