Gracious! foi uma banda britânica de rock progressivo fundada em 1967 e ativa até 1971, período no qual lançou dois álbuns de estúdio: Gracious! (1970, Vertigo/Capitol) e This Is... (1971, Philips). O grupo se reuniu na década de 1990 e lançou o álbum Echo (1996).
História.
O cantor Paul 'Sandy' Davis e o guitarrista Alan Cowderoy formaram a banda Satans Disciples enquanto estudavam em Esher, Surrey. Inicialmente, Davis tocava bateria e cantava, enquanto Cowderoy era o guitarrista solo; dois outros amigos de escola completavam a formação no baixo e na guitarra rítmica (Keith Ireland). Em 1968, Martin Kitcat e Mark Laird juntaram-se ao grupo, assumindo o piano elétrico Hohner e o baixo, respectivamente. Davis continuou nos vocais e na bateria até a entrada de Robert Lipson — oriundo de uma banda rival de Esher —, o que permitiu a Davis assumir exclusivamente o papel de frontman.
A sonoridade inicial da banda era influenciada por Cream e pelo movimento do blues britânico; uma de suas primeiras gravações profissionais foi um cover de John Mayall. Em 1968, abriram os shows do The Who em uma turnê. Naquela época, já haviam se afastado do blues para desenvolver um som mais pop, o que lhes rendeu um contrato para gravar um álbum sob a direção do produtor Norrie Paramor. A produção efetiva, no entanto, ficou a cargo de Tim Rice, que trabalhava para Paramor na ocasião.
Sessões gravadas em um estúdio na Denmark Street resultaram em dez faixas: uma mistura eclética de covers influenciados por Vanilla Fudge e canções autorais compostas por Davis e Kitcat, no estilo "The Moody Blues encontra The Beatles". Duas dessas faixas foram lançadas em um compacto simples da Polydor — "Beautiful" no Lado A e "Oh What A Lovely Rain" no Lado B. Nada mais daquelas sessões veio a público até 1994, quando outras quatro músicas foram incluídas na coletânea Buried Treasures, da Renaissance.
O grupo mudou seu nome para Gracious, ideia sugerida por seu primeiro empresário, David Booth. O ponto de exclamação foi adicionado posteriormente, durante a concepção da capa do primeiro álbum. Em 11 de julho de 1969, no terceiro show sob o novo nome, compartilharam o palco com o King Crimson no Mistrale Club, em Beckenham. Lipson declarou mais tarde: "aquilo mudou nossas vidas. O Martin comprou um Mellotron e decolamos!".
Ainda em 1969, o Gracious excursionou pela Alemanha por seis semanas. Nesse período, o roadie e motorista Tim Wheatley substituiu Laird no baixo. De volta ao Reino Unido, a banda passou a tocar no circuito local de shows. Brian Shepherd, então executivo da Vertigo Records, assistiu a uma das apresentações e ofereceu um contrato fonográfico ao grupo. O álbum de estreia foi gravado nos estúdios da Philips Records, em Londres, próximo a Marble Arch. Cowderoy relembrou: "Quando fomos ao estúdio pela primeira vez para gravar 'The Dream', esperávamos gravá-la em pequenos trechos. No entanto, nosso produtor, Hugh Murphy, insistiu para que a tocássemos de uma vez só e fizéssemos as sobreposições (overdubs) depois... O primeiro álbum, embora menos maduro que o segundo, tinha mais direcionamento e foco — ainda que 'Fugue In D Minor' sempre tenha sido um ponto fora da curva".
O álbum de estreia homônimo recebeu três estrelas no AllMusic. O crítico Paul Collins o descreveu como "uma bela estreia, que já antecipava o soberbo trabalho que viria a seguir".
A banda costumava compor peças longas, a começar por uma ópera criada por Davis e Kitcat chamada "Opus 41", baseada em As Quatro Estações, mas que nunca foi gravada. Mesmo as faixas mais curtas frequentemente ultrapassavam dez minutos de duração quando executadas ao vivo. A peça central do segundo LP, gravado no início de 1971 nos estúdios Olympic, era a suíte "Supernova", de 25 minutos, inspirada no microconto de terror: "O último homem vivo na Terra estava sentado em um quarto quando, de repente, ouviu uma batida na porta".
O segundo disco acabou recebendo o título This Is..., embora o plano original fosse batizá-lo de Supernova. Cowderoy explicou o motivo: "A Vertigo não estava obtendo muito sucesso comercial com bandas mais progressivas e não considerou o álbum viável para o mercado. Ele acabou sendo lançado pelo selo internacional da Philips como parte da série promocional 'This Is...'. A execução musical naquele álbum era muito superior, mas ele saiu quando a banda já tinha acabado; por isso, não houve divulgação nem atenção da imprensa".
Sobre o término do grupo, Cowderoy acrescentou: "O Robert saiu primeiro. Tentamos continuar com um novo baterista [Chris Brayne], mas a magia e a camaradagem haviam acabado. Em seguida, o Martin também saiu". A formação em quarteto ainda excursionou pela Alemanha no verão de 1971, com Davis acumulando os vocais e as partes de Mellotron. A banda enfrentava séria crise financeira, além de divergências pessoais e musicais. Lipson relatou: "Acho que nós três de um lado, e o Martin e o Sandy do outro, estávamos muito divididos. A gente ia aos shows em carros separados — só nos encontrávamos no palco".
Após a dissolução, Lipson declarou: "não entrei em nenhuma outra banda. Fui trabalhar no negócio da família, me casei e segui todos aqueles ritos da vida tradicional. Sentia uma falta enorme daquilo. Fizemos um show de reencontro cerca de um ano depois, no Marquee [6 de abril de 1972], e doeu muito voltar para casa depois daquela noite". Cowderoy seguiu carreira na indústria fonográfica, trabalhando na Decca Records, Vertigo, Stiff Records, A&M e ocupando diversos cargos executivos. Kitcat deixou a música e se mudou para os Estados Unidos. Segundo Lipson, "ele nunca mais tocou em um teclado e vendeu todo o seu equipamento".
Wheatley juntou-se à banda Taggett, que gravou um álbum pela EMI produzido por Tony Hicks. Mais tarde, abriu seu próprio estúdio de gravação e participou de um dos discos solo de Sandy Davis. Davis, por sua vez, gravou vocais para Jesus Christ Superstar — projeto para o qual foi convidado por Tim Rice como músico de sessão. Posteriormente, formou uma dupla de pub com Mike Read (que mais tarde se tornaria um famoso DJ da BBC) e foi um dos dois bateristas da banda Headwaiter, de Guildford. Antes de se mudar definitivamente para a Alemanha, Davis gravou material ao lado de Wheatley, Rob Townsend, do tecladista Billy Livsey e do naipe de metais do grupo The Rumour.
Em 1995, motivados pelo interesse de uma gravadora japonesa, Tim Wheatley e Robert Lipson começaram a compor um novo álbum do Gracious, contando com a participação especial de Alan Cowderoy. O CD, intitulado Echo, foi lançado em 1996 pelo selo Centaur Discs, contando com Sev Lewkowicz (teclados, vocais e guitarra), Stuart Turner (guitarras) e Richard Ashworth (letras). A produção ficou a cargo de Lewkowicz e Wheatley.Fonte:Wikipédia.
Integrantes.
Anos 1970.
Paul "Sandy" Davis(Vocais Principais, Guitarra de 12 Cordas, Percussão) Alan Cowderoy (Guitarra, Backing Vocals, Percussão) Tim Wheatley (Baixo, Backing Vocals, Percussão) Robert Lipson(Bateria) Martin Kitcat(Teclados, Mellotron, Órgão, Hohner Pianet, Piano e Backing Vocals)
Álbum Echo 1996.
Sev Lewkowicz (Teclados, Vocais Principais, Guitarra) Tim Wheatley (Baixo, Guitarra, Backing Vocals) Robert Lipson(Bateria) Alan Cowderoy (Guitarra em Oil Pressure) Stuart Turner (Guitarra)
MP3 > 320Kbps.
Álbuns.
Gracious! (1970)
01. Introduction (5:54) 02. Heaven (8:09) 03. Hell (8:32) 04. Fugue In "D" Minor (5:07) 05. The Dream (16:59) Bonus Tracks. 06. Beautiful (Single A-Side, 1969) (2:50) 07. What A Lovely Rain (Single B-Side, 1969) (2:49) 08. Once On A Windy Day (Single A-Side, 1970) (4:04)
This Is...Gracious!! (1971)
01. Super Nova: Arrival Of The Traveller (4:06) 02. Super Nova: Blood Red Sun (6:36) 03. Super Nova: Say Goodbye To Love (3:26) 04. Super Nova: Prepare To Meet Thy Maker (7:32) 05. C.B.S. (7:06) 06. What's Come To Be (3:33) 07. Blue Skies And Alibis (4:58) 08. Hold Me Down (5:04)
Echo (1996)
01. Oil Pressure (Orphas Of The Crocodile) (9:08) 02. Spring (0:53) 03. Faith (9:41) 04. Summer (1:00) 05. Mangrove (4:20) 06. Autumn (2:09) 07. Cynic's Gate (6:35) 08. The Homecoming (4:51) 09. Winter (1:34) 10. Echo (Including Comics - A Cacer Called Rupert) (13:54)
Live At The Isle Of Wight, 1970 (2025)
01. Super Nova (16:28) 02. Once On A Windy Day (10:15)
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