Happy The Man é um grupo americano de rock progressivo, formado no início
dos anos 1970. Especializado na escrita e execução de temas
instrumentais de grande complexidade rítmica e harmônica, o grupo
gravaria dois álbuns antes da saída para os Camel do teclista Kit
Watkins, e apenas retornaria ao ativo em 2000, com David Rosenthal a
ocupar o lugar deixado vago por Watkins.
Os
Happy the Man nasceram em Harrisonburg, Virgínia, em 1973. O
guitarrista Stanley Whitaker (n. 1954) e o baixista Rick Kennell (n.
1952) haviam-se encontrado no ano anterior, na Alemanha. Whitaker, cujo
pai era oficial do exército e tinha sido destacado para aquele país
europeu quatro anos antes, havia formado, com o teclista David Bach, o
grupo Shady Grove, tendo sido após um concerto dado por essa mesma
banda que Kennell travou conhecimento com o guitarrista, descobrindo
ambos o apreço em comum pelo rock progressivo britânico que os levou a
formar uma banda.
Uma
vez diplomado, Whitaker regressou aos E.U.A., levando consigo o
contacto que Kennell lhe havia dado de dois antigos colegas seus,
integrantes da banda Zelda: o baterista Mike Beck (n. 1952) e o cantor e
flautista Cliff Fortney (n. 1952) que, apesar de residirem em Fort
Wayne, Indiana, logo acordaram em mudar-se para a Virgínia.
O
alinhamento ficaria completo com o saxofonista/pianista Frank Wyatt
(n. 1954), que Whitaker tinha conhecido já enquanto estudante da James
Madison University, na cadeira de Teoria Musical, e com Kit Watkins (n.
1953), filho de um professor de piano que viria a substituir David Bach
em 1973. Quando, em Janeiro de 1974, Kennell regressou aos E.U.A., a
formação do grupo estava finalmente completa. O
repertório primordial do grupo consistia maioritariamente em versões
de canções de outros grupos, nomeadamente nos títulos “Watcher of the
skies”, dos Genesis; “21st Century Schizoid Man”, dos King Crimson; e
“Man-Erg”, dos Van der Graaf Generator. Porém, cedo começaram a tocar
temas da sua própria autoria, alguns dos quais apenas veriam a luz do
dia nas compilações da Cuneiform Beginnings e Death's crown. Destes
destaca-se uma versão ainda elementar do épico de quarenta minutos “New
York Dream's Suite”.
Em
1976, Peter Gabriel, que andava à procura de uma banda suporte para a
sua recém inaugurada carreira a solo, deslocou-se até Arlington para
uma audição ao grupo. Juntos tocaram a canção “Slowburn”, que Gabriel
havia escrito há pouco, e, ainda que Gabriel os tenha preterido pelo
grupo de músicos que o acompanharam durante uma grande parte da sua
carreira inicial, e no qual estavam englobados Robert Fripp e Tony
Levin, os Happy the Man não saíram deste encontro de mãos a abanar, já
que daí resultou um contrato de cinco anos com a Arista. O
álbum epnimo dos Happy the Man foi gravado em 1976 nos estúdios da
A&M. Sob a orientação de Ken Scott, que já se havia distinguido
em álbuns de David Bowie, Mahavishnu Orchestra e Supertramp, o grupo
produziria aquele que continua a ser considerado como um dos mais
importantes álbuns de música progressiva norte-americana, contendo os
dois longos instrumentais “Mr Mirror's reflection on dreams” e “New
York Dream's Suite” e outras peças que, embora menos impressionantes,
não deixam de ser muito interessantes, nomeadamente o tema de abertura
“Starborne”, que logo dá a conhecer ao ouvinte o universo musical
típico dos Happy the Man, ou “Stumpy meets the firecracker in Stencil
Forest” onde o grupo se permite a entrar num território mais roqueiro. O
álbum inclui ainda duas canções com voz, “Upon the rainbow (Befrost)” e
“On time as a helix of precious laughs”. Depois da edição do álbum, em
1977, o grupo partiu em digressão fazendo as primeiras partes de
Foreigner, Renaissance, Stomu Yamash’ta, e do projeto paralelo dos
Jefferson Airplane, Hot Tuna, com quem tocaram, em Long Island, perante
uma audiência composta por pouco menos de 10 000 pessoas. Em finais de
1977, Beck tinha já saído do grupo, sendo substituído por Ron Riddle
que antes havia passado por uma formação embrionária dos The Cars.
Riddle participaria apenas no segundo e mais aclamado álbum dos Happy
the Man, Crafty hands, deixando, mais evidentemente, por lá a sua marca
na peça de abertura “Service with a smile” (co-escrita pelo teclista
dos The Cars, Greg O
contrato com a Arista foi dissolvido por esta depois de nenhum dos
dois álbuns do grupo ter gerado um impacto comercial significativo.
Porém, apesar deste contratempo, o grupo não esmoreceu: ganhou um novo
membro, o baterista Coco Roussel (n. 1951), que antes tinha passado
pelos Heldon e pelos Clearlight; e continuou a escrever temas que iam
sendo introduzidos nos alinhamentos dos concertos, temas esses que, em
finais de 1978, eram já, em número, suficientes para a gravação de um
novo álbum, o anunciado Labyrinth.
O
grupo chegou mesmo a gravar demos de Labyrinth, em Fevereiro de 1979,
mas estas não foram convincentes o suficiente para atrair o interesse
de uma qualquer editora, pelo que o projeto Happy the Man estava em maus
lençóis.
Kit
Watkins anunciou em Maio de 1979 que iria deixar a banda a fim de
integral os Camel e, após o concerto final desta formação na James
Madison University, logo Whitaker e Kennell se reuniram com David Bach
na formação dos Vision.
Embora
o grosso das composições deste período tivesse permanecido inédito até
1983, ano em que Watkins lançou as demos na sua própria editora, a
Azimuth, sob o nome de 3rd Better late... (a posterior edição em CD
incuiria também as faixas “Who's in charge here” e “Such a warm
breeze”), algum material foi-se revelando ao longo da carreira de
Watkins, que gravou “Eye of the storm” no álbum dos Camel I can see
your house from here (1979), e outras duas faixas, “Labyrinth” e “While
crome yellow shine”, no seu álbum a solo de 1980, Labyrinth, que
contou com a prestação do ex-HtM Coco Roussel. Os
Happy the Man adquiriram o estatuto de banda de culto e os seus discos
foram sendo reeditados ao longo dos anos, tal como também foram
surgindo no mercado sucessivas edições de arquivo: Retrospective (1989);
Beginnings (1990); Live (1997); e Death's crown (1999). Em 1999 os
dois primeiros álbuns, correspondentes ao período Arista, foram
remasterizados por Watkins e lançados pela One Way Records nos E.U.A. e
pela Musea (acompanhados por uma biografia em duas partes do grupo) na
Europa. Depois, no seguimento de várias tentativas frustradas, os HtM
reuniram-se especialmente para um concerto no festival NEARfest. A
formação consistia nos mesmos membros responsáveis por Crafty hands à
exceção de Watkins, substituído por David Rosenthal. Com um novo
baterista, Joe Bergamini, o grupo gravou, em 2004, o álbum The muse
awakens e, desde então, Whitaker e Wyatt juntaram-se, em 2006, para a
gravação do álbum Pedal giant animals e formaram os Oblivion Sun. Texto:Wikipédia.Site Oficial.
01. Starborne (4:22)
02. Stumpy Meets the Firecracker in Stencil Forest (4:16)
03. Upon the Rainbow (Befrost) (4:42)
04. Mr. Mirror's Reflection on Dreams (8:54)
05. Carousel (4:06)
06. Knee Bitten Nymphs in Limbo (5:22)
07. On Time as a Helix of Precious Laughs (5:22)
08. Hidden Moods (3:41)
09. New York Dream Suite (8:32)
Crafty Hands (1978)
01. Service With A Smile (2:45)
02. Morning Sun (4:05)
03. Ibby It Is (7:53)
04. Steaming Pipes (5:25)
05. Wind Up Doll Day Wind (7:09)
06. Open Book (4:54)
07. I Forgot To Push It (3:08)
08. The Moon, I Sing (Nossuri) (6:18)
3rd: Better Late... (1979)
01. Eye of the Storm (3:58)
02. The Falcon (6:09)
03. At the Edge of This Thought (5:16)
04. While Chrome Yellow Shine (6:10)
05. Who's In Charge Here? (5:39)
06. Shadow Shaping (4:25)
07. Run Into the Ground (5:02)
08. Footwork (4:19)
09. Labyrinth (7:29)
10. Such A Warm Breeze (5:08)
Retrospective (Coletânea 1989)
01. Service With A Smile (2:42)
02. Morning Sun (4:04)
03. Starborne (4:32)
04. Stumpy Meets The Firecracker In Stencil Forest (4:20)
05. Carousel (4:02)
06. Knee Bitten Nymphs In Limbo (5:22)
07. Steaming Pipes (5:20)
08. Wind Up Doll Day Wind (7:10)
09. Open Book (4:53)
10. I Forgot To Push It (3:04)
11. Hidden Moods (3:41)
12. New York Dream's Suite (8:29)
13. Eye Of The Storm (3:57)
14. At The Edge Of This Thought (5:17)
15. While Chrome Yellow Shine (6:11)
Beginnings: Unreleased: 1974-1975 Material (Coletânea 1990)
01. Leave That Kitten Alone, Armone (9:16)
02. Passion's Passing (8:40)
03. Don't Look To The Running Sun (9:52)
04. Gretchen's Garden (11:04)
05. Partly The State (9:20)
06. Broken Waves (5:49)
07. Portrait Of A Waterfall (6:45)
Live, 1978 (1997)
01. Service With A Smile (4:04)
02. Starborne (4;45)
03. Open Book (6:33)
04. Hidden Moods (4:09)
05. Morning Sun (4:34)
06. I Forgot To Push It (3:37)
07. Ibby It Is (8:38)
08. Nossuri (The Moon, I Sing) (6:24)
08. I Carve The Chariot On The Carousel (5:12)
09. Stealing Pipes (4:35)
10. Knee Bitten Nymphs In Limbo (5:20)
11. Mr. Mirror's Reflection On Dreams (9:23)
Death's Crown: Unreleased 1974-1976 Material (Coletânea 1999)
01. Death's Crown (Parts 1 > 11) (38:00)
02. New York Dream's Suite (8:45)
03. Merlin Of The High Places (7:10)
The Muse Awakens (2004)
01. Contemporary Insanity (3:24)
02. The Muse Awakes (5:36)
03. Stepping Through Time (6:31)
04. Maui Sunset (5:10)
05. Lunch At The Psychedelicatessen (4:59)
06. Slipstream (4:43)
07. Barking Spiders (4:11)
08. Adrift (4:04)
09. Shadowlites (3:52)
10. Kindred Spirits (5:26)
11. Il Quinto Mare (7:22)
Perguntas, avisos ou problemas no blog, entre em contato através do e-mail:murodoclassicrock@gmail.com
Por vários motivos esse Blog não atende pedidos de discografias, e-mails ignorando este aviso serão ignorados.