
O disco foi produzido por Chris White, membro do grupo The
Zombies. O Life era liderado pelo músico Roger Cotton, que tocou com diversos
nomes de peso do rock e blues inglês, como John Mayall e Peter Green, entre
outros.
Outro ponto forte do Life era os seus vocais, já que
praticamente todos os seus integrantes cantavam e revezavam – se nos vocais, e
tudo isso com muita competência.
Voltando ao disco, Riding Around é uma faixa muito boa, com bom
refrão. Fugindo um pouco do hard mais tradicional, a banda oferece um balanço
mesclado com um potente som de baixo e bateria. A melodia de Highway lembra um
pouco a levada do Creedence, ainda que o vocal seja bem deferente de J.
Forgety.
Outra faixa que chama atenção é Sleepless Nigth, um típico som
AOR com melodia bem radiofônica, que lembra momentos mais pops do Queen. Já
Looking Out foge um pouco ao estilo do grupo, sendo uma música com arranjo mais
quebrado, com bons momentos nos teclados e guitarras. O disco encerra – se com o
seu momento mais progressivo na dobradinha The Plank e Devil On The
River.
Com uma capa que não ajuda muito (certamente tem algo a ver com
o nome do disco) o Life não conseguiu muito êxito nesse disco, que acabou
tornando – se mais uma das milhares raridades da época. Apesar disso, trata – se
de um trabalho muito bom, que hoje soa bem interessante aos amantes do gênero.
Felizmente foi reeditado, inclusive em 2013, pelo selo Prog Temple, que fez uma
bonita edição do disco com prensagem caprichada. Fonte: Livro, O Maravilhoso e
Desconhecido Mundo do Rock - Vol. 2, por: Wagner Xavier.
