
Com um som pesado, influenciado pelo Blues, o Rock progressivo e
até pelo Fusion, a banda teve duas formações, gravitando em torno da guitarra
estridente e agressiva de Kim Kehl e a bateria super pesada de Índio, em rocks,
baladas e peças instrumentais.
Em poucos meses de ensaio, a banda já havia realizado várias
apresentações individuais e como grupo de abertura da banda Patrulha do Espaço,
incluindo shows históricos no teatro Pixinguinha em 1978 em São Paulo e vários
shows ao ar livre e em teatros na região do ABC Paulista, e passam a fazer parte
da miríade de grupos que excursionaram com o show "Festival, Rock & Jeans",
produzido por Oswaldo Vecchione do Made in Brazil e Luiz Carlini do Tutti
Frutti, em que viajaram por vários estados do Brasil em 1979.
Seu repertório, totalmente próprio, provou ser durável e muitas
canções sobreviveram até hoje no repertório do guitarrista Kim Kehl, como a
música "Vampiro" gravada pelo grupo Nasi & Os Irmãos do Blues e o rock
pesado "Mar Metálico", gravada pela Patrulha do Espaço em seu segundo LP. Ao fim
de 1979, a banda dispersou-se o núcleo formado pela dupla Kim e Índio passou a
integrar o Made in Brazil, gravando o LP "Minha Vida é Rock'n Roll" em
1980.
Kim Kehl ainda prosseguiu alguns anos excursionando e gravando
em vários discos do Made, lançando também projetos independentes como o Mixto
Quente, pela Baratos Afins em 1982, uma espécie de releitura do Lírio de
Vidro.
Desde então, em uma carreira que já chega a 20 anos, Kim Kehl
gravou uma dezena de discos independentes e se destaca como acompanhante de
vários artistas consagrados, além de tocar ainda seu projeto de rock com o grupo
Os Kurandeiros.
O que ouvimos neste CD, foi gravado durante os anos de 1978 e
1979, pelas duas formações do Lírio de Vidro, em um velho gravador de rolo
Phillips dos anos 60, e é o único documento sonoro existente da banda, que pode
ser considerada uma expressão típica do underground de São Paulo nos anos 70." Resenha: Raito Raine (Encarte do CD).

