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Magma é uma banda francesa de rock progressivo e jazz fundada em Paris no ano de 1969 pelo baterista autodidata Christian Vander, que afirmou ter como inspiração uma "visão do futuro espiritual e ecológico da humanidade" que o perturbou profundamente. O estilo de rock progressivo que Vander desenvolveu com o Magma é denominado " Zeuhl " e foi aplicado a outras bandas na França que atuaram no mesmo período e a algumas bandas japonesas recentes.

Vander criou uma língua fictícia, o Kobaïan, na qual a maioria das letras são cantadas. Numa entrevista de 1977 com Vander, o vocalista de longa data do Magma, Klaus Blasquiz, Blasquiz disse que o Kobaïan é uma "língua fonética feita de elementos das línguas eslavas e germânicas para poder expressar algumas coisas musicalmente. A língua tem naturalmente um conteúdo, mas não palavra por palavra". O próprio Vander disse: "Quando escrevia, os sons [de Kobaïan] surgiam naturalmente — não intelectualizei o processo dizendo 'Ok, agora vou escrever algumas palavras numa língua específica', eram realmente sons que surgiam ao mesmo tempo que a música." No decorrer do seu primeiro álbum, a banda conta a história de um grupo de pessoas que fogem de uma Terra condenada para se estabelecerem no planeta Kobaïa. Posteriormente, surge um conflito quando os Kobaïanos – descendentes dos colonizadores originais – encontram outros refugiados da Terra. Os álbuns posteriores contam histórias diferentes, passadas em tempos mais antigos, no entanto, a língua Kobaïana continua sendo parte integrante da música.

Em 1986, foi fundada a editora francesa Seventh Records para reeditar o trabalho do Magma e Vander. Ao longo dos anos, a Seventh lançou também álbuns de artistas relacionados, como Stella Vander, Patrick Gauthier e Collectif Mu.


História.

No início de 1967, o baterista Christian Vander tocou nas bandas de R&B, Wurdalaks e Cruciferius Lobonz e escreveu as suas primeiras composições, "Nogma" e "Atumba". A morte de John Coltrane entristeceu Vander, que abandonou os grupos e viajou para Itália. Regressou para França em 1969 e conheceu o saxofonista René Garber e o contrabaixista e maestro Laurent Thibault. Juntamente com o cantor Lucien Zabuski e o tecladista Francis Moze, criaram o grupo Univeria Zekt Magma Composera Arguezdra depois abreviado para Magma.

Após a primeira turnê, s Magma teve uma significativa reformulação na formação. O vocalista Lucien Zabuski foi substituído por Klaus Blasquiz e o pianista Eddie Rabin, o contrabaixista Jacky Vidal e o guitarrista Claude Engel também se juntaram ao grupo. A banda trabalhou em material novo durante três meses numa casa no Vale de Chevreuse. Eddie Rabin foi substituído por François Cahen nos teclados e Laurent Thibault abandonou o baixo para se dedicar a produção. Francis Moze se tornou o novo baixista. A banda também expandiu a sua formação com uma seção de metais, composta por Teddy Lasry no saxofone e clarinete, Richard Raux no saxofone e flauta e Paco Charlery no trompete. O primeiro álbum do grupo, Kobaïa foi editado na primavera de 1970 pela Philips Records. O grupo causou sensação diferente, mas as reações do público foram mistas.

Após o lançamento do álbum, Claude Engel, Richard Raux e Paco Charlery abandonaram o grupo. Jeff Seffer substituiu Raux no saxofone e Louis Toesca substituiu Charlery no trompete. O seu segundo álbum, 1001° Centigrades foi lançado em abril de 1971. O álbum deu mais visibilidade para banda, incluindo uma atuação no Festival de Jazz de Montreux.

Em agosto de 1972, o Magma editou o álbum The Unnamables, sob o pseudónimo Univeria Zekt. No entanto, o álbum vendeu apenas 1.500 cópias. Muitos músicos abandonaram a banda nesse ano, incluindo François Cahen, Louis Toesca, Jeff Seffer, Francis Moze e Teddy Lasry. No mesmo ano, Christian Vander gravou a trilha sonora do filme Tristan Et Iseult, de Yvan Lagrange.

Em 1973, Vander fez uma nova formação para a banda, acrescentando Stella Vander como segunda vocalista, Claude Olmos na guitarra, Jannick Top substituindo Francis Moze no baixo, René Garber no saxofone e no clarinete e Jean-Luc Manderlier nos teclados, entre outros. Esta nova versão da banda lançaria o seu trabalho mais famoso, Mëkanïk Dëstruktïẁ Kömmandöh, que mais tarde se tornaria o seu álbum mais aclamado e trouxe fama internacional para a banda, incluindo uma participação no prestigiado Newport Jazz Festival, a sua primeira apresentação nos Estados Unidos. Em 1974, sob o nome de Vander, a banda lançou um álbum com a banda trilha do filme Tristan Et Iseult que foi gravada em 1972, também conhecido por Ẁurdah Ïtah, sob o nome Magma, lançaram Köhntarkösz, que fez sucesso entre os fãs, mas não foi tão bem recebido pelo público como Mëkanïk Dëstruktïẁ Kömmandöh. A banda embarcou então numa longa turnê de um ano e meio pela França e após outra reformulação na formação (Bernard Paganotti substituindo Jannick Top no baixo, Didier Lockwood adicionado como violinista, Jean-Pol Asseline e Benoît Widemann substituindo Gérard Bikialo nos teclados e Gabriel Federow substituindo Claude Olmos na guitarra), lançaram o seu primeiro álbum ao vivo, Live/Hhaï em dezembro de 1975, gravado na Taverne de l'Olympia em Paris. 

Em 1978 o Magma lançou o álbum Attahk. Procurando um maior sucesso comercial, o álbum incluía elementos de soul, R&B e funk.

Em 1980, para celebrar os seus 10 anos de carreira, o Magma atuou durante três noites no L'Olympia em Paris, com participações especiais de muitos músicos que tinham formado a banda anteriormente. Essas apresentações foram gravadas e editadas como Retrospektïẁ (Partes I e II) e Retrospektïẁ (Parte III). Os concertos foram um sucesso e permitiram ao Magma realizar várias apresentações pela França, incluindo uma temporada de três semanas no Bobino em Paris em 1981, que foi gravada, filmada e posteriormente lançada como Concert Bobino 1981.

Em 1984, a banda gravou o álbum Merci e se desfez pouco tempo depois. Christian Vander formou outros projetos, como Offering e vários projetos de jazz, incluindo o Christian Vander Trio.

Enquanto se apresentava como Offering, Vander tocava ocasionalmente músicas do Magma. Em 1989 o campeão profissional de snooker Steve Davis convenceu Vander a fazer uma turnê de reunião (pelo menos seis concertos, o que levou Vander a considerar a reunião do Magma.

Após a dissolução do Offering em 1996, depois do amigo Bernard Ivan ter perguntado a Vander se estava considerando renascer o Magma, pois estava confiante de que conseguiria datas para os concertos de Vander. Vander concordou, mas confessou que não achava que ainda houvesse interesse na banda. Ivan voltou a falar com Vander para lhe dizer que tinha preenchido a agenda de vários concertos do Magma e Vander, surpreendido, rapidamente montou uma formação com membros dos Offering e amigos do panorama musical para criar um novo Magma com 14 membros.

Durante a nova turnê, Vander decidiu reavivar algumas partes de faixas que tinha composto entre 1972 e 1973 enquanto trabalhava em Köhntarkösz. Eventualmente, estas partes se fundiram numa grande composição, KA (Köhntarkösz Anteria), lançada em 2004 e aclamada, surpreendendo todos com o seu regresso. KA é o prelúdio de Köhntarkösz e que se seguiu uma sequência, Ëmëhntëhtt-Ré em 2009, encerrando uma trilogia narrativa entre os três álbuns.

Em 30 de setembro de 2022, o Magma lançou o seu décimo quinto álbum, Kartëhl. O álbum é um trabalho coletivo dos membros da banda. Os direitos de autor da faixa Dëhndë foram doados para uma instituição de caridade para pessoas com autismo.

No final de 2025, Jimmy Top deixou a banda, Charles Lucas assumiu como baixista.


Influência.

Christian Vander chamou a música do Magma " Zeuhl " (em kobaïano, "celestial") e ela influenciou várias outras bandas (principalmente francesas), incluindo Zao (França), Art Zoyd (França) e Univers Zero (Bélgica). Zeuhl se tornou mais tarde um género musical utilizado para descrever música semelhante à do Magma. Surgiram também várias bandas japonesas de Zeuhl, incluindo a banda Ruins e Kōenji Hyakkei, cujas letras são também cantadas numa língua construída semelhante ao kobaïano.

Estilo e influências.

Christian Vander descreveu o estilo de rock progressivo que desenvolveu com o Magma na França a partir de 1969 como "zeuhl". Dominique Leone, escreveu para o Pitchfork, dizendo que o estilo é "mais ou menos o que se esperaria que uma ópera rock alienígena soasse: corais maciços e cantados, percussão marcial e repetitiva, explosões repentinas de improvisação e lapsos igualmente inesperados num trance-rock minimalista e misterioso". O termo provém do Kobaïan, a língua fictícia criada por Vander para o Magma. Ele disse que significa celestial, que "Música Zeuhl significa 'música vibratória'" e que zeuhl é " L'esprit au travers de la matière. Isto é Zeuhl. Zeuhl é também o som que pode sentir vibrar na sua barriga. Pronuncie a palavra Zeuhl muito lentamente, e enfatize a letra 'z' no início e sentirá o seu corpo vibrando.

Originalmente aplicado exclusivamente à música do Magma, o termo "zeuhl" foi eventualmente utilizado para descrever a música semelhante produzida pelas bandas francesas a partir da década de 1970. Além do Magma, as bandas associadas ao termo incluem: Happy Family, Kōenji Hyakkei, Ruins do Japão e a banda francesa Zao.

O Chicago Reader escreveu que a música do Magma "poderia ser rotulada como música clássica moderna, rock progressivo, free jazz ou até mesmo psicodelismo, mas é demasiado e grande para qualquer uma destas categorias".

Vander foi influenciado musicalmente por John Coltrane e Carl Orff. 

A mitologia de Kobaïa parece ser fortemente influenciada pelo esotérico Livro de Urântia, uma espécie de pseudobíblia que combina elementos religiosos de diversas origens com descobertas científicas e ficção científica. Além disso, os temas que envolvem o mito de Kobaïa, particularmente nos três primeiros álbuns, apresentam semelhanças com o romance: Somnium, de Johannes Kepler de 1634, o romance: O Homem na Lua, de Francis Godwin de 1638, e O Outro Mundo (Orig. L'autre monde), de Cyrano de Bergerac, cujas obras ganharam nova popularidade na França na década de 1970. Com o álbum Theusz Hamthaak, os temas aproximam cada vez mais da literatura de ficção científica moderna do século XX, como: A Máquina do Tempo de H.G. Wells, Os Últimos e os Primeiros Homens e O Criador de Estrelas de Olaf Stapledon de 1930, ou A Última Geração de Arthur C. Clarke de 1953. No entanto, Vander ainda não se pronunciou diretamente sobre as fontes das suas inspirações.


Legado.

A banda é amplamente considerada musicalmente aventureira e imaginativa entre os críticos musicais. Magma utiliza coros extensivamente de uma forma que faz lembrar o compositor Carl Orff. A música do Magma é também fortemente influenciada pelo saxofonista de jazz John Coltrane e Vander disse que "ainda é Coltrane quem realmente me dá o material real para trabalhar, para poder seguir em frente".

Muitos dos músicos que tocaram com o Magma também formaram projetos a solo ou bandas derivadas. O termo kobaïano Zeuhl passou a se referir ao estilo musical dessas bandas e à cena francesa de jazz fusion / rock sinfónico que se desenvolveu à sua volta. Além de Christian Vander, outros ex-membros conhecidos do Magma incluem o violinista Didier Lockwood, o baixista e compositor Jannick "Janik" Top e a banda derivada Weidorje.

A banda tem vários fãs de alto nível. O cantor de punk rock Johnny Rotten,o  músico de metal Kristoffer Rygg , Steven Wilson do Porcupine Tree, Mikael Åkerfeldt do Opeth, Bruce Dickinson do Iron Maiden, o vocalista do Cattle Decapitation, Travis Ryan, o mágico Penn Jillette e o cineasta chileno Alejandro Jodorowsky declararam a sua admiração pela banda.

Na década de 1980, o jogador de snooker britânico campeão mundial Steve Davis se declarou um seguidor apaixonado pela banda desde a sua juventude e usou alguns dos seus ganhos para promover uma série de concertos do Magma em Londres.

O jornalista de televisão Antoine de Caunes escreveu uma biografia da banda intitulada Magma. 

Em 2017, o cineasta e documentarista Laurent Goldstein realizou uma entrevista chamada, To Life, Death And Beyond – The Music Of Magma. Os entrevistados foram: Christian Vander, Stella Vander, James MacGaw, Trey Gunn, Robert Trujillo e Jello Biafra.
Fonte: 
Wikipédia. Site Oficial.



MP3 > 192Kbps.
 
Álbuns.

Magma: Kobaïa (1970)
CD 1.

01. Kobaïa (10:09)
02. Aïna (6:15)
03. Malaria (4:21)
04. Sohïa (7:41)
05. Sckxyss (2:47)
06. Auraë (10:52)

CD 2.

01. Thaud Zaïa (7:00)
02. Naü Ektila (12:57)
03. Stöah (8:08)
04. Müh (11:17)



Magma 2 - 1001° Centigrades (1971)
01. Rïah Sahïltaahk (21:45)
02. ''Iss'' Lanseï Doïa (11:46)
03. Ki Ïahl Ö Lïahk (8:23)



Mëkanïk Dëstruktïẁ Kömmandöh (1973)
01. Hortz Fur Dëhn Stekëhn West (9:34)
02. Ïma Sürï Dondaï (4:29)
03. Kobaïa Is De Hündïn (3:35)
04. Da Zeuhl Wortz Mëkanïk (7:47)
05. Nebëhr Gudahtt (6:00)
06. Mekanïk Kommandöh (4:09)
07. Kreühn Köhrmahn Iss De Hündïn (3:15)



Christian Vander - Ẁurdah Ïtah (1974)
01. Malaẁëlëkaahm (3:38)
02. Bradïa Da Zïmehn Iëgah (2:18)
03. Manëh Fur Da Zëss (1:36)
04. Fur Dihhël Kobaïa (4:55)
05. Blüm Tendiwa (3:29)
06. Ẁohldünt MΛëm Dëẁëlëss (3:29)
07. Ẁaïnsaht !!! (2:30)
08. Ẁlasïk Steuhn Kobaïa (2:46)
09. Sëhnntëht Dros Ẁurdah Süms (3:24)
10. C'Est La Vie Qui Les A Menés Là! (4:58)
11. Ëk Sün Da Zëss (2:16)
12. De Zeuhl Ündazïr (3:42)



Köhntarkösz (1974)
01. Köhntarkösz (Part I) (15:23)
02. Köhntarkösz (Part II) (16:04)
03. Ork Alarm (5:29)
04. Coltrane Sündïa (4:15)



Live (1975)
CD 1.

01. Köhntark (Part I) (15:45)
02. Köhntark (Part II) (16:14)
03. Ëmëhntëht-Rê (Announcement) (8:12)

CD 2.

01. Hhaï (9:20)
02. Kobah (6:37)
03. Lïhns (4:55)
04. Da Zeuhl Wortz Mëkanïk (6:14)
05. Mëkanïk Zaïn (18:58)



Üdü Ẁüdü (1976)
01. Üdü Wüdü (4:13)
02. Weidorje (4:32)
03. Tröller Tanz (3:46)
04. Soleil D'Ork (3:50)
05. Zombies (4:23)
06. De Futura (17:39)
07. Ëmëntëht-Rê (Extrait No 2) (3:15)



Inédits (Live 1977)
01. Sowiloï + KMX - EXII - Opus 3 (13:47)
02. KMX - BXII - Opus 7 (6:20)
03. Om Zanka (5:37)
04. Gamma (4:10)
05. Terrien Si Je T'ai Convoqué (4:03)
06. Gamma Anteria (7:58)



Attahk (1978)
01. The Last Seven Minutes (7:32)
02. Spiritual (3:15)
03. Rind-ë (3:05)
04. Liriïk Necronomicus Kanht (5:03)
05. Maahnt (5:28)
06. Dondaï (8:00)
07. Nono (6:44)



Christian Vander-Magma - Retrospektïẁ: Vol I & II (Live 1981)
CD 1.

01. Theusz Hamtaahk (1er Mouvement) (36:05)

CD 2.

01. Mëkanïk Dëstruktïw Kömmandöh (3° Mouvement De Theusz Hamtaahk)(40:06)



Magma-Christian Vander - Retrospektïẁ: Vol III (Live 1981)
01. Retrovision (Je Suis Revenu De L'univers) (18:13)
02. Hhaï (Version Intégrale) (13:27)
03. ''La'' Dawotsin (4:12)



Magma-Christian Vander - Merci (1984)
01. Call From The Dark (Ooh Ooh Baby) (7:16)
02. Otis (5:20)
03. Do The Music (4:22)
04. Otis (Ending) (1:58)
05. I Must Return (6:38)
06. Eliphas Levi (11:04)
07. The Night We Died (4:15)



Akt X: Mekanïk Kommandöh (Live 1989)
01. Mekanïk Destruktïw Kommandöh (37:50)



Akt I: Les Voix de Magma (Live 1992)
01. Ëmëhntëht-Rê (Announcement) (3:39)
02. C'est Pour Nous (7:55)
03. Zëss (Extrait) (17:18)
04. Wurdah Ïtah (Extrait) (15:46)



Akt IV: Theatre Du Taur Concert, 1975 (Live 1994)
CD 1.

01. Köhntarkösz (32:29)
02. Hhaï (11:18)
03. Kobaïa (11:47)

CD 2.

01. Mekanïk Destruktïw Kommandöh (38:16)



Akt V: Concert Bobino 1981 (Live 1995)
CD 1.

01. Zaïn (7:39)
02. Hhaï (13:10)
03. Ürgon Gorgo (6:03)
04. Retrovision (Attahk) (20:09)

CD 2.

01. Who's My Love (7:18)
02. Otis (13:15)
03. Zëss (Extrait) (31:35)
04. You (15:47)



Baba Yaga La Sorcière (EP 1995)
01. Baba Yaga La Sorcière (23:52)



Akt VIII: Bruxelles 1971 (Live 1996)
CD 1.

01. Stoah (5:17)
02. Kobaïa (7:32)
03. Aïna (6:29)
04. Rïah Sahïltaahk (19:12)


CD 2.

01. ''Iss'' Lanseï Doïa (12:58)
02. Ki Ïahl O Lïahk (9:35)
03. Sowiloï (Soï Soï) (7:21)
04. Mekanïk Kommandöh (16:52)



Akt IX: Opéra De Reims, 1976 (Live 1996)
CD 1.

01. De Futura (24:32)
02. Sons Et Chorus De Batterie (26:38)

CD 2.

01. Köhntarkösz (33:31)
02. Theusz Hamtaahk (1° Mouvement) (33:34)

CD 3.

01. Mekanïk Destruktïw Kommandöh (3° Mouvement De Theusz Hamtaahk) (42:29)



Kompila (Coletânea 1997)
01. Kobaïa (3:40)
02. Stöah (2:55)
03. Rïah Sahïltaahk I (2:11)
04. Rïah Sahïltaahk II (1:34)
05. Rïah Sahïltaahk III (2:35)
06. Theusz Hamtaahk I (2:06)
07. Theusz Hamtaahk II (2:56)
08. Theusz Hamtaahk III (2:45)
09. Theusz Hamtaahk IV (1:27)
10. Wurdah Ïtah I (1:23)
11. Wurdah Ïtah II (3:44)
12. Wurdah Ïtah III (1:15)
13. Wurdah Ïtah IV (0:48)
14. Mekanïk Destruktïw Kommandöh I (1:40)
15. Mekanïk Destruktïw Kommandöh II (2:13)
16. Mekanïk Destruktïw Kommandöh III (1:46)
17. Mekanïk Destruktïw Kommandöh IV (6:05)
18. Mekanïk Destruktïw Kommandöh V (2:27)
19. Köhntarkösz I (6:03)
20. Köhntarkösz II (4:04)
21. Köhntarkösz III (1:33)
22. Hhaï (8:43)



Flöë Ëssi/Ëktah (Single 1998)
01. Flöë Ëssi ''La Fille De La Mer'' (2:58)
02. Ëktah ''Le Héros'' (5:52)



Simples (Coletânea 1998)
01. Hamtaak (2:37)
02. Tendeï Kobah (2:50)
03. Mekanik Kommandoh (5:04)
04. Klaus Kombalad (4:27)
05. Mekanik Machine (5:17)



Akt XIII: BBC 1974 Londres (1999)
01. Theusz Hamtaahk (30:03)
02. Köhntarkösz (27:26)



Spiritual (Coletânea 2000)
CD 1.

01. Weidorje (4:32)
02. Dondaï (8:00)
03. Spiritual (3:15)
04. Hhaï (8:51)
05. Zombies (4:18)
06. Nono (6:24)

CD 2.

01. Kobah (6:25)
02. The Last Seven Minutes (7:33)
03. Lïhns (4:55)
04. Maahnt (5:31)
05. Üdü Wüdü (4:14)
06. Mekanik Zain (18:14)



Theusz Hamtaahk Trilogie (Live 2001)
CD 1: First Movement: Theusz Hamtaahk.

01. Malaẁëlëkaahm (6:28)
02. Sëwolahwëhn Öhn Zaïn (6:42)
03. Dëümb Ëwëlëss Dölëhn (3:52)
04. Zeuhl Wortz (2:28)
05. Gorutz Waahrn (3:15)
06. Tü Lü Lï Ë Üi Dü Wiï (1:08)
07. Se Lah Maahrï Donsaï (2:31)
08. Slibenli Dëh Theusz (5:21)
09. Zortsüng (3:09)

CD 2: Second Movement: Ẁurdah Ïtah.

01. Malaẁëlëkaahm (Incantation) (4:21)
02. Bradïa Da Zïmehn Iëgah (L'initié A Parlé) (2:35)
03. Manëh Fur Da Zëss (Ensemble Pour Le Maître) (1:42)
04. Fur Dï Hël Kobaïa (Pour La Vie Eternelle) (5:38)
05. Blüm Tendiwa (L'Ame Du Peuple) (5:49)
06. Wohldünt Me¨m Dëwëlëss (Message Dans L'étendue) (3:08)
07. Waïnsaht !!! (En Avant !!!) (3:11)
08. Wlasïk Steuhn Kobaïa (Ascension Vers L'éternel) (2:44)
09. Sëhnntëht Dros Wurdah Süms (la Mort N'est Rien) (6:00)
10. C'est La Vie Qui Les A Menés Là! (4:32)
11. Ëk Sün Da Zëss (Qui Est Le Maître) (2:37)
12. De Zeuhl Ündazïr (Vision De La Musique Céleste) (6:11)

CD 3: Third Movement: Mëkanïk Dëstruktïw Kömmandöh.

01. Hortz Fur Dëhn Stekëhn West (10:17)
02. Ïma Sürï Dondaï (4:13)
03. Kobaïa Iss Dëh Hündïn (2:07)
04. Da Zeuhl Wortz Mëkanïk (7:20)
05. Nebëhr Gudahtt (07:39)
06. Mëkanïk Kömmandöh (8:05)
07. Kreühn Köhrmahn Ïss Dëh Hündïn (1:30)
08. Da Zeuhl Wortz Waïnsaht (Hymne De La Zeuhl Wortz) (1:53)
09. Untitled (Joyeux Anniversaire) (5:41)



K.A: Köhntarkösz Anteria (2004)
01. K.A I (11:12)
02. K.A II (15:53)
03. K.A III (21:44)



Akt XV: Bourges, 1979 (Live 2008)
CD 1.

01. Entrée En Scène (1:06)
02. Retrovision (16:42)
03. The Last Seven Minutes (10:44)
04. Ürgon Gorgo (12:04)
05. Korusz XXVI (21:07)

CD 2.

01. Entrée En Scène (0:30)
02. Hhaï (10:55)
03. Nono (8:14)
04. Mëkanïk Dëstruktïw Kömmandöh (28:32)



Archiw I & II (Coletânea 2008)
CD 1.

01. La Foule (4:38)
02. Blues De V. (6:30)
03. Fête Foraine (2:47)
04. Pascale (2:42)
05. Ourania (8:48)
06. Kalimouna (Extrait) (0:43)
07. Africa Anteria (7:05)
08. Mëkanïk Dëstruktïw Kömmandöh (34:35)

CD 2.

01. Kobaïa (8:53)
02. Aïna (5:20)
03. Malaria (3:49)
04. Sckxyss (2:47)
05. Auraë (9:47)
06. Thaud Zaïa (5:55)
07. Naü Ektila (13:46)
08. Mûh (Extrait) (1:11)
09. Eliphas Levi (9:35)



Ëmëhntëhtt-Ré (2009)
01. Ëmëhntëhtt-Ré I (6:54)
02. Ëmëhntëhtt-Ré II (22:24)
03. Ëmëhntëhtt-Ré III (13:07)
04. Ëmëhntëhtt-Ré IV (3:54)
05. Funëhrarïum Kanht (4:13)
06. Sêhë (0:25)



Live In Tokyo 2005 (2009)
CD 1.

01. Applause Debut (0:37)
02. K.A I (10:38)
03. K.A II (15:27)
04. K.A III (22:38)
05. Applause Fin (1:38)

CD 2.

01. Applause Debut (0:55)
02. Theusz Hamtaahk (13:40)
03. Ẁurdah Ïtah (16:53)
04. Mekanïk Destruktïw Kommandöh (19:44)
05. Applause Fin (2:19)



Félicité Thösz (2012)
01. Félicité Thösz (28:06)
Ëkmah
Ëlss
Dzoï
Nüms
Tëha
Ẁaahrz
Dühl
Tsaï!
Öhst
Zahrr

02. Les Hommes Sont Venus (4:18)



Rïah Sahïltaahk (EP 2014)
01. Watseï Kobaïa (4:41)
02. Di Mahnter Sahïltaahk (3:00)
03. Süri Sï Toïdo (3:31)
04. Ün Zoïn Glaö (3:10)
05. Ïss Walomëhn Dëm (2:25)
06. Bradïa Ëtnah (2:24)
07. Mem Loïlë (3:45)
08. Wöleï (1:29)



Zühn Wöhl Ünsai: Live 1974 (2014)
CD 1.

01. Soẁiloï (Soï Soï) (12:24)
02. Mëkanïk Dëstruktïẁ Kömmandöh-Pt I. Hortz Fur Dëhn Ṧtëckëhn Ẁeṧt (8:46)
03. Mëkanïk Dëstruktïẁ Kömmandöh - Pt II. Ïmah Sürï Dondaï (4:42)
04. Mëkanïk Dëstruktïẁ Kömmandöh - Pt III. Kobaïa Iss De Hündïn (2:23)
05. Mëkanïk Dëstruktïẁ Kömmandöh - Pt IV. Da Zeuhl Ẁortz Mëkanïk (7:41)
06. Mëkanïk Dëstruktïẁ Kömmandöh - Pt V. Nëbëhr Gudahtt (7:40)
07. Mëkanïk Dëstruktïẁ Kömmandöh - Pt VI. Mëkanïk Kömmandöh (4:01)

CD 2.

01. Korusz II (20:09)
02. Theusz Hamtaahk (25:49)



Šlaǧ Tanƶ (EP 2015)
01. Imëhntösz - Alerte ! (02:19)
02. Slag (03:02)
03. Dümb (02:57)
04. Vers La Nuit (03:29)
05. Dümblaë - Le Silence Des Mondes (02:57)
06. Zü Zaïn ! (02:16)
07. Slag Tanz (02:29)
08. Wohldünt (01:22)


 
Zëss: Le Jour De Néant (2019)
01. Ẁöhm Dëhm Zeuhl Stadium (Hymne au Néant) (4:57)
02. Da Zeuhl Ẁortz Dëhm Ẁrëhntt (Les Forces de l'Univers - Les Eléments) (6:22)
03. Dï Ẁööhr Spracer (La Voix Qui Parle) (5:12)
04. Streüm Ündëts Ẁëhëm (Pont de l'En-Delà) (6:04)
05. Zëss Mahntëhr Kantöhm (Le Maitre Chant)  (8:08)
06. Zï Ïss Ẁöss Stëhëm (Vers l'Infiniment) (3:15)
07. Dümgëhl Blaö (Glas Ultime) (3:58)




Kãrtëhl (2022)
01. Hakëhn Deïs (7:12)
02. Do Rïn Ïlï Üss (4:38)
03. Irena Balladina (5:13)
04. Ẁalomëhnd/ëm Ẁarreï (7:370
05. Ẁiï Mëlëhn Tü (8:560
06. Dëhndë (6:55)

Bonus Tracks: Demos 1978.
07. Hakëhn Deïs (6:04)
08. Dëhndë (6:18)



 
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