Marillion
é uma banda de rock progressivo formada em 1979. Eles são os expoentes
mais populares do sub gênero conhecido como neo progressivo. A banda foi
formada como Silmarillion, inspirada no livro de mesmo nome de J.R.R.
Tolkien. Depois de uma alta rotatividade de integrantes nos primeiros
anos, Steve Rothery foi o único membro original a permanecer. O nome do
grupo foi encurtado depois de uma ameaça de processo feita pela família
de Tolkien em 1980. O grupo lança seu primeiro compacto em 1982, “Market
Square Heroes”. Depois do sucesso alcançado, eles lançam seu primeiro
álbum em 1983.
História.
A era Fish.
A
banda foi formada em 1979, originalmente como Silmarillion, uma
referência ao livro de J.R.R. Tolkien Silmarillion. O nome foi encurtado
em 1980 após ameaças de ações legais contra a propriedade intelectual
do nome criado por Tolkien. Os primeiro trabalhos do Marillion continham
as letras poéticas e introspectivas de Fish, moldados com arranjos
musicais complexos e sutis, refletindo as influências claras da banda
com o rock progressivo, especialmente de bandas como Genesis, Van Der
Graaf Generator, Rush (principalmente na fase dos anos 1970) e Yes.
Lançaram
seu primeiro single em 1982, Market Square Heroes no lado A, e que
continha o épico Grendel, de 17min., no lado B. Em 1983 a banda lançou
seu primeiro álbum, Script for a Jester’s Tear. Apesar do clima sombrio
do disco em si, o álbum surpreende pelos instrumentais bem trabalhados e
pela intensidade de sua concepção musical. Para os fãs de rock
progressivo mais aficionados, este foi o melhor álbum. A crítica o
considera uma referência para todo o gênero progressivo. O segundo
álbum, Fugazi (1984), foi construído sobre o sucesso do primeiro álbum e
com uma nítida influência de música eletrônica. Lançaram então em
novembro de 1984 seu primeiro álbum ao vivo, Real to Reel.
O
terceiro álbum Misplaced Childhood, de 1985, foi o mais bem sucedido
comercialmente da banda. O álbum Clutching at Straws (1987) reforçou o
apelo mais melódico dos dois discos predecessores e lidou com temas como
o excesso, alcoolismo e a vida na estrada, representando a rotina da
banda em suas turnês, o que também acabou resultando na saída de Fish da
banda, partindo este para a carreira solo. A perda do líder deixou uma
grande marca na banda e a projetou para uma sensível mudança de
direcionamento e estilo musicais.
Após batalhas legais, o
contato entre Fish e os outros quatro membros do Marillion não foi
refeito até 1999. Apesar de atualmente estarem em relações cordiais,
ambas as partes deixaram claro a impossibilidade em uma reunião da banda
nos termos anteriores a 1988.
A era H.
Após
a divisão, a banda realizou turnê com Steve Hogarth, ex-tecladista e
vocalista do The Europeans, preenchendo o lugar de Fish. Hogarth estava
em situação complicada, pois a banda já havia gravado alguns demos para o
próximo álbum, que se tornaria Seasons End, com Fish nos vocais e suas
letras. Hogarth teve que recriar as letras para as canções já existentes
juntamente com o autor John Helmer.
A turnê mundial de
lançamento do álbum “Seasons End” presenteou os brasileiros com uma
grande apresentação da banda na segunda edição do Hollywood Rock, em
janeiro de 1990, com shows no Rio de Janeiro e em São Paulo. A
expectativa era grande, já que a mudança nos vocais da banda tinha sido
recente. Mas, Hogarth não decepcionou e foi uma atração a parte. Na
música Kayleigh, por exemplo, a banda adaptou a mesma para que tivesse
dois solos de guitarra. No primeiro, o vocalista desligou o microfone
sem fio, colocou-o no bolso, e subiu os andaimes de sustentação do palco
e, lá de cima, sob os olhares assustados do público e da produção,
continuou a interpretação da música. Ele repetiu o procedimento, durante
o segundo solo, e quando chegou ao palco, encerrou a música aos gritos
de aclamação do público brasileiro. Enquanto isso, os demais membros da
banda tocaram seus instrumentos, como se nada tivesse acontecido.
O
segundo álbum de Hogarth com a banda, Holidays In Eden, foi o primeiro
que ele escreveu em parceria com a banda, e inclui a canção Dry Land,
que Hogarth já havia escrito e gravado em projeto anterior com a banda
How We Live. Holidays In Eden é considerado por muitos como o álbum mais
comercial do Marillion, contendo muitas faixas adequadas ao formato de
rádio. Entretanto, seu sucessor foi Brave, um extenso e bem amarrado
álbum conceitual que exigiu da banda dezoito meses para ser lançado. Ele
também marca o início do relacionamento do Marillion com o produtor
musical Dave Meegan. Um filme independente baseado no álbum, que contava
com a presença da banda, também foi lançado. Enquanto aclamado pela
crítica, não obteve sucesso comercial, mas é atualmente considerado um
dos melhores álbuns de rock progressivo lançado nos anos 1990.
O
próximo álbum, Afraid Of Sunlight, foi lançado às pressas, se tornando o
último trabalho da banda com a gravadora EMI. Entretanto, é considerado
como um dos álbuns clássicos da banda. Conta com a faixa Out of This
World, uma canção sobre Donald Campbell, que morreu enquanto tentava
quebrar um recorde de velocidade na água. A canção inspirou os esforços
para recuperar das águas Campbell e o Bluebird K7, o barco com o qual
ele se acidentou. As buscas terminaram com sucesso em 2001, e tanto
Steve Hogarth quanto Steve Rothery foram convidados para a ocasião.
Os
álbuns e eventos seguintes foram uma tentativa da banda de encontrar
seu lugar no mercado da música. This Strange Engine foi lançado em 1997
com pouca divulgação de sua nova gravadora, a Castle Records, e a banda
não conseguiu financiamentos para realizar turnês pelos Estados Unidos.
Apesar disso, seus fãs norte-americanos conseguiram resolver o problema
ao arrecadar $60.000 para trazer a banda ao seu país.
O décimo
álbum da banda, Radiation, mostrou a banda usando uma abordagem
drasticamente diferente para se tornar mais moderna e refletir as
influências de bandas alternativas como Radiohead, tendo sido recebido
pelos fãs com reações diversas. O álbum Marillion.com foi lançado no ano
seguinte e mostrou progresso da banda nessa nova direção. A banda,
ainda insatisfeita com sua situação perante as gravadoras, decidiu
tentar arrecadar fundos para a gravação de seu próximo álbum através dos
fãs ao aceitar pré compras antes mesmo do álbum ter sido lançado. A
resposta foi bastante positiva, e eles conseguiram arrecadar mais fundos
que o próprio custo da produção para gravar e lançar Anoraknophobia em
2001. O Marillion conseguiu desfazer um contrato com a EMI para auxiliar
na distribuição dos álbuns, permitindo à banda todos os direitos
autorais de sua música.
O sucesso de Anoraknophobia permitiu aos
cinco a gravação de outro álbum, mas a banda decidiu utilizar novamente
seus fãs para ajudar na arrecadação de dinheiro através de promoções do
novo álbum. Novamente a resposta do público foi bem sucedida, e Marbles
foi lançado em 2004, com uma versão dupla disponível somente através da
página oficial da banda. A banda lançou os singles You’re Gone e Don’t
Hurt Yourself, ambos tendo alcançado as paradas britânicas. O Marillion
continuou em turnê durante o ano de 2005, tocando em vários festivais e
embarcando em turnês acústicas pela Europa e Estados Unidos. Um novo DVD
foi lançado em fevereiro de 2006, um documentário sobre a criação,
promoção, lançamento e as turnês do seu álbum Marbles.
Em abril de 2007 o Marillion lança, novamente de maneira independente, seu décimo terceiro disco: Somewhere Else.
Em
2008, é lançado Happiness is the Road, décimo quinto álbum de inéditas,
constituído de dois discos: Essence (um álbum conceitual que versa
sobre o sentido da vida) e The Hard Shoulder (disco de faixas
independentes). O álbum é descrito pela banda como uma mistura entre
rock progressivo, dub, soul e pop, com influência de artistas como Pink
Floyd, Traffic, David Bowie, dentre outros. Mais uma vez, a banda entra
em turnê pela Europa.
Em 2009, a banda resolve retrabalhar de
forma acústica algumas de suas músicas já existentes, resultando no
disco Less is More, que possui apenas uma faixa inédita: It is not your
Fault.
Depois de três anos, em 2012, o Marillion lança seu
décimo sexto álbum de inéditas, Sounds that can't be made, mais uma vez
de forma independente. O álbum contém a faixa Gaza, considerada por
alguns membros da banda como a mais polêmica de sua história, por
abordar o delicado assunto dos conflitos na Faixa de Gaza, no Oriente
Médio, entre palestinos e israelenses. Para promover o álbum, o quinteto
faz sua maior tour desde 1997, passando pela Europa, América do Norte e
América do Sul.
Em 2016, o tecladista Mark Kelly foi escalado para participar do álbum do Ayreon, The Source. Texto: Wikipédia. Site Oficial.
MP3 > 192Kbps.
Álbuns.