Depois de 27 anos de atividades, Jourgensen decidiu acabar com a banda em
2008, afirmando que jamais haveria uma reunião. Mas em 2011 uma reunião foi
anunciada quando o Ministry confirmou que apresentaria o primeiro dos seus shows
em quatro anos no festival Wacken Open Air, em agosto de 2012, daí lançou, então,
um novo álbum, “relapse”, em 23 de março de 2012, ao qual se seguiu uma turnê
mundial. Em seguida à morte de seu guitarrista de longa data, Mike Scaccia, o
Ministry lançou seu último álbum, “from beer to eternity”, em setembro de 2013
Os Primeiros Anos e “With Sympathy” (1981-1984)
Al Jourgensen fundou o Ministry em Chicago, Illinois, em março de 1981. A sua
banda anterior ao Ministry foi a Special Affect da qual faziam parte Groovie
Mann (do My Life With Thrill Kill Kult), o baterista Harry Rushakoff (do
Concrete Blonde) e o baixista Marty Sorenson. Depois veio a Silly Carmichaels,
com Bem Krug, Tom Krug e Tom Wall (todos do The Imports).
A formação original do Ministry consistia de Jourgensen (vocais e guitarra),
Stephen George (bateria), Robert Roberts (teclados) e John Davis (teclados).
Apesar de algumas mudanças de pessoal, a imagem da banda começava a ficar
centralizada sobre as figuras de Jourgensen e George. O som original do Ministry
era, em sua essência, um synthpop típico da new wave, bem mais melódico e
estiloso do que a música agressiva pela qual a banda ficaria conhecida. O
Ministry lançou quatro singles de doze polegadas pela Wax Trax! Records entre
1981 e 1984 (presentes na antologia Twelve Inch Singles 1981-1984, que
apresentava a faixa “everyday is halloween”).
Seu primeiro disco, “with sympathy”, foi editado pela Arista Records em 1983
e atingiu a 90ª posição na Billboard 200. O LP foi inicialmente bem recebido
pelos fãs de college rádios e acabou sendo uma constante nas várias coleções de
álbuns de new wave na época. Músicas do LP eram tocadas ao vivo como atração de
abertura dos shows do Police durante a temporada norte-americana da
“Synchronicity Tour”, o que fez com que a banda fosse bem recebida pelo público
frequentador de grandes shows de arena. Jourgensen, mesmo assim, mostrava-se
desapontado com algumas das gravações do Ministry durante aqueles primeiros
anos. De acordo com ele, depois de assinar o contrato de gravação, todo o
controle artístico do Ministry foi passado a compositores e produtores. Algumas
das melhores canções desse período estão compiladas no CD “early trax”
(Rykodisc, 2004).
Twitch (1985-1986)
Lá pelo meio dos anos oitenta, Jourgensen e George já estavam cada um na sua,
e, assim, lá foi Jourgensen assinar contrato com a Sire Records. “Twitch”, de
1986, era quase um LP solo dele, já que ele tocou todos os instrumentos, que,
mesmo com boa vendagem, fazia com que o Ministry permanecesse na condição de
“underground”. A música era eletrônica, dançante, mas não era pop: o som estava
mais cru e agressivo do que qualquer outra coisa que o Ministry tivesse gravado
anteriormente. Segundo Jourgensen, “ ‘twitch’ era algo que eu estava fazendo
antes que ‘with sympathy’ aparecesse. Algumas de suas faixas tinham quatro ou
cinco anos, mas a gravadora nem quis saber delas, então...” Muito do novo som
foi criado a partir do uso de samplers e da influência do produtor Adrian
Sherwood.
The Land Of Rape And Honey (1987-1988)
Depois de “twitch”, Jourgensen fez a mudança mais significativa na história
do Ministry quando caiu de amores novamente pela guitarra. Ele também trouxe de
Seattle, da banda The Blackouts, Paul Barker, que seria o único a receber
créditos como membro da banda além de Jourgensen. Com a adição do baterista dos
Blackouts, William Rieflin, o Ministry gravou “the land of rape and honey”, em
1988. O LP representou a continuação de seu sucesso dentro da cena underground.
No disco foram utilizados sintetizadores, teclados, loops de gravação,
programações de bateria eletrônica ao estilo de britadeiras, diálogos retirados
de filmes, processamento eletrônico fora do comum, e, em algumas partes,
guitarras e baixos altamente distorcidos.
Ao lançamento seguiu-se uma turnê em 1988, além dos singles e vídeos
“stigmata” e “flashback”. “Stigmata”também foi usada em uma cena chave do filme
“hardware”, de 1990, um filmaço dirigido por Richard Stanley, ainda que a banda
que apareça interpretando a música seja o Gwar.
The Mind Is A Terrible Thing To Taste (1989-1990)
O disco seguinte, “the mind is a terrible thing to taste”, foi promovido por
uma turnê entre 1989 e 1990. Devido ao grau de complexidade da bateria
apresentado nas faixas, um segundo baterista, Martin Atkins, foi utilizado, e,
com ele, outros músicos integravam uma formação de dez componentes, da qual
faziam parte Chris Connelly (teclados e vocais), Nivek Ogre (teclados e vocais),
Joe Kelly (vocais e vocais de apoio) e os guitarristas Mike Scaccia, Terry
Roberts, e William Tucker , com Jourgensen, Barker e Rieflin aparecendo como
demais membros do grupo. A turnê foi documentada em “in case you didn’t feel
like showing up”. Um single, “burning inside” – para o qual foi feito um vídeo
-, foi lançado junto com o álbum.
Pelo final dos anos oitenta, Jourgensen e Barker expandiram suas ideias para
além do Ministry através de uma série de projetos paralelos e colaborações.
Muitos deles levavam a assinatura sonora do Ministry e o crédito de produção
dado a dupla “Hypo Luxa/Hermes Pan” (Estes projetos paralelos foram responsáveis
pelo atraso no lançamento do álbum seguinte). Muitos destes lançamentos foram do
alter ego do Ministry, o Revolting Cocks, ou RevCo, já que, essencialmente,
apresentava os mesmos integrantes acrescidos dos músicos belgas Richard 23 (do
Front 242) e Luc van Acker. Jorgensen e Barker também formaram o Lard com o
vocalista do Dead Kennedys, Jello Biafra; o Acid Horse, com o Cabaret Voltaire;
o 1000 Homo Djs, que apresentava Trent Reznor, do Nine Inch Nails, fazendo os
vocais em uma versão de “supernaut”, do Blak Sabbath; o PTP, com Chris Connelly;
e o Minor Threat, com Ian MacKaye, do Minir Threat e do Fugazi.
Barker lançou seu próprio material como Lead Into Gold, e Jourgensen produziu
e tocou guitarra em “rabies”, do Skinny Puppy. Atkins e Rieflin também formaram
a banda Pigface, que apresentava Barker em algumas faixas. Parte desses projetos
foi mais tarde compilada no CD “side trax” (Rykodisc, 2004), e a discografia do
RevCo foi remasterizada e reeditada.
Psalm 69 (1991-1993)
O estouro do Ministry se deu em 1991, com “Jesus built my hot rod”
(co-escrito por Gibby Haynes, do Butthole Surfers, e Michael Balch, do Frontline
Assembly). O vídeo foi um sucesso, fazendo com que a banda fosse escalada para a
segunda edição do Lollapalooza e acabasse roubando o show. Como indicava o
single, o som do disco seguinte, “psalm 69: the way to succeed and the way to
suck eggs”, de 1992, foi o disco mais voltado para o metal que o Ministry já
havia gravado, quase todo focado nos sintetizadores de Jourgensen e nas
guitarras dos novos membros Mike Scaccia e Louis Svitek.
“ΚΕΦΑΛΗΘΞ”, impresso na capa do disco, é uma concatenação para a palavra
grega equivalente a “chefe” ou “líder”, e o número equivalente a 69. O título
foi tirado de “livro das mentiras”, de Aleister Crowley (Chapter 69, "The Way to
Succeed—and the Way to Suck Eggs!"). “Psalm 69” se tornou o maior sucesso do
Ministry,incluindo, além de “jjesus built my hot rod”, os singles “n.w.o.” (um
protesto contra a Guerra do Golfo e um ataque direto ao então presidente George
Bush) e “Just one fix” (uma colaboração com o poeta/novelista William S.
Burroughs). O single “n.w.o.” foi usado em 1992 no filme “cool world”, que
combinava atores com desenho animado. Mais tarde, a mesma música foi usada no
videogame Need for Speed – The Run.
Filth Pig (1994-1996)
Em 1994 o Ministry se apresentou no concerto de caridade da Bridge School
Benefit, tocando versões de Bob Dylan, Tem Years After, e Grateful Dead, e
aprsentando uma nova cançao, “paisley”, que estava prevista para constar do
álbum seguinte. Em 1995, o Ministry foi uma das atrações principais do festival
itinerante Big Day Out, realizado na Austrália e na Nova Zelândia. Mesmo com seu
crescente sucesso, a banda sofria com prisões e problemas com drogas, o que fez
com que não lançasse seu álbum seguinte, “filth pig”, até 1996. Nele, o Ministry
abriu Mao dos sintetizadores e dos samples e fez a sua música composta quase que
inteiramente de guitarras ultra barulhentas, baixo pesadíssimo e bateria de
verdade.
As músicas, em sua maioria, foram tocadas em tempos mais lentos do que
aquelas mais rápidas, que faziam parte dos três primeiros discos, passando,
assim, a impressão de se ouvir um quase disco de doom metal. “Filth pig” teve o
suporte dos singles/vídeos “reload”, “the fall”, “lay lady lay” (uma incomum e
inesperada cover da canção embebida em country de Bob Dylan) e “brick Windows”,
além de uma turnê em 1996 (As apresentações ao vivo foram mais tarde compiladas
para o álbum e DVD “sphicntour”, de 2002). O álbum foi considerado por
Jourgensen como uma resposta às expectativas dos fãs a respeito do rumo que o
som da banda estava tomando.
Dark Side Of The Spoon (1998-2000)
O último disco de estúdio do Ministry para a Warner, “dark side of the
spoon”, foi dedicado a William Tucker (que havia cometido suicídio no início
daquele ano). Nele, a banda tentou diversificar o seu som na adição de alguns
sons melódicos e sintetizados ao seu conhecido som eletrometal, junto com
alguma influência do jazz, mas o álbum não foi bem recebido. A faixa “bad
blood”, contudo, apareceu na trilha sonora de “matrix” e foi indicada para um
prêmio Grammy em 2000.
No verão do mesmo ano, o Ministry foi convidado para participar do Ozzfest,
onde seria uma das atrações principais, preenchendo a vaga do Judas Priest cuja
reunião não havia dado em nada. No entanto, a banda acabaria saindo da lista de
atrações por conta de mudança de empresário, e acabou substituída pelo Soulfly.
Hiato e Animositisomina (2001-2003)
Depois que o Ministry encerrou a parceria de longa data com a Warner, a
gravadora editou a coletânea “greatest fits”, em 2001, que apresentou uma nova
canção (“what about us?”). A banda acabaria fazendo uma performance da música em
uma participação no filme de Steven Spielberg “AI – inteligência artificial”.
Durante os anos 2000-2002, disputas com a Warner resultaram nos cancelamento dos
álbuns “psalm 69 live”, “sphinctour” e “clittourUS” pela Ipecac Records.
“Sphinctour” acabou lançado pela Sanctuary Records’.
Por volta de 2001, Jourgensen quase perdeu seu braço depois de ser picado por
uma aranha venenosa, mas depois de se recusar a permanecer no hospital, o que
ele acabou perdendo foi seu dedão. Para ele, imaginar que poderia perder a vida
fez com que ele abandonasse o vício em heroína e voltasse a se concentrar na
música novamente. Jourgensen e Barker, junto com Max Brody, que havia se juntado
como saxofonista na turnê de 1999, desenvolveram músicas para um novo disco
durante 2001 e 2002, com a banda editando “animositisomina” pela Sanctuary
Records em 2003. O som era puro heavy metal recheado de efeitos nos vocais, sua
ferocidade comparável a de “psalm 69” (embora apresentasse uma versão quase pop
de “the light pours out of me”). “Animositisomina”não foi bem nas vendas e os
singles “animosity” e “piss” foram cancelados antes mesmo de serem lançados.
Barker deixou o Ministry em 2003. Ele disse que o que o motivo foi a morte de
seu pai durante uma turnê da banda pela Europa no verão daquele ano, além de
declarar,no início de 2004, que a sua família seria a partir de então sua
prioridade. Jourgensen continuaria com o Ministry, com Mike Scaccia e outros
músicos.
Houses Of The Molé e Rio Grande Blood (2004-2006)
No disco seguinte, Jourgensen divulgou a faixa “no W”, um ataque contra o
então presidente americano, George W. Bush; uma versão alternativa da faixa faz
parte da coletânea “rock against bush, vol. 1”. O disco seguinte, “houses of the
molé”, continha as letras mais politicamente explícitas que Jourgensen jamais
escrevera, em faixas nas quais o Ministry destilava o som metálico-industrial
tocado de maneira mais crua do que nunca, fazendo o álbum soar como o mais metal
do que qualquer outro gravado pela banda. Em 2006 foi lançado “rio grande
blood”, lançado pela gravadora de Jourgensen, a 13th Planet Records. Com Tommy
Victor, do Prong, e Paul Raven, do Killing Joke, o disco apresentou um thrash
metal bem mais pesado do que o apresentado pelo Slayer, por exemplo. O single
“lieslieslies” foi indicado para o Grammy de Melhor Performance Metal. O single,
junto a outro retirado do mesmo álbum, “the great satan” esteve disponível para
download como parte integrante do videogame Rock Band 2, em 2008. Em julho de
2007 a banda lançou “rio grande dub”, um ábum de remixes das faixas de “rio
grande blood”.
The Last Sucker, Cover Up e Undercover (2007-2010)
O “último” álbum do Ministry, “the last sucker”, foi lançado em 18 de
setembro de 2007.
Em 4 de junho de 2007, Jourgensen processou Paul Barker e a Spurburn Music na
Corte de Los Angeles. O caso foi encerrado em 24 de outubro de 2008.
Paul Raven morreu em 20 de outubro de 2007. Ele, aparentemente, sofreu um
ataque cardíaco ao chegar na Europa para participar da gravação de um disco da
banda industrial francesa Treponem Pal, próximo a fronteira com a Suíça.
Al Jourgensen remixou e co-produziu “bitter”, do Spyder Baby, que foi lançado
pela Blind Prophecy Records no início de 2008.
Uma
faixa, de nome “keys to the city”, tema dos Chicago Blackhawks, foi
lançada em 5 de maio de 2008. Junto com ele foram lançados dois álbuns
de
covers/remixes, “cover up” (1º de abril de 2008), e “undercover” (7 de
dezembro
de 2010). Todos estes lançamentos foram creditados ao Ministry &
Co-Conspirators, já que apresentavam as parcerias entre Jourgensen e
outros
músicos.
A turnê de despedida do Ministry, a “C-U-LaTour”, iniciou a sua parte
norte-americana em 26 de maio de 2008, com o Meshuggah se apresentando como
convidado especial, e o Hemlock como banda de abertura. O último show nos
Estados Unidos aconteceu em Chicago, em 12 de maio de 2008. A última data da
turnê de despedida foi no Tripod, Dublin, Irlanda, em 18 de julho de 2008.
Durante a apresentação, Jourgensen afirmou, repetidamente, que aquele era o
ultimo show do Ministry. Graças à grande demanda por ingressos um show extra foi
agendado no Tripod, em 19 de julho de 2008. A banda tocou para uma casa cheia. O
número de encerramento do show de despedida do Ministry foi uma versão de “what
a wonderful world”.
“Adios...puta madres”, um álbum ao vivo com matéria tirado da turnê de
despedida do Ministry, foi lançado em cd e DVD em 2009.
Três músicas do grupo fizeram parte da trilha sonora do filme vencedor do
Oscar “guerra ao terror” (the hurt locker).
Um documentário chamado “fix: the ministry movie” esteve para ser lançado em
2010, mas a data acabou sendo adiada para 2011. O filme estreou no Chicago
International Music & movies Festival. Jourgensen processou o diretor, Doug
Freel,por não ter cumprido a sua parte do contrato, que dava a Jourgensen a
aprovação sobre o resultado final além de “milhares de dólares”. O processo foi
arquivado em julho de 2011, e em 21 de julho o filme foi exibido em sessão
privada no Music Box Theater, em Los Angeles.
Reunião, Relapse e From Beer To Eternity (2011-Presente)
Em 7 de agosto de 2011, foi anunciado que o Ministry estava se reunindo para
tocar no WhackenOpen Air Festival, na Alemanha, entre 2 e 4 de agosto de 2012. A
formação incluía Jourgensen nos vocais, Mike Scaccia e Tommy Victor nas
guitarras, Aaron Rossi na bateria, John Bechdel nos teclados e Tony Campos no
baixo.
Jougensen, em entrevista a “metal hammer”, em agosto de 2011, declarou que
estava trabalhando em um novo álbum chamado “relapse”, e que, ele esperava,
fosse lançado no Natal. A respeito do som do novo material, ele comentou: “ Nós
já temos cinco músicas prontinhas. Eu as escutei nas ultimas semanas, mas não
estava no clima. Eu as achava uma piada. Ia deixar todas elas pra lá, mas
(Mikey) estava pirando. Era tipo ‘ei, cara, qualé, elas não são sobre o Bush,
então... está tudo acabado’. Sem úlceras, Bush já era, então agora é hora de
coisa nova. Eu acho que esse vai ser o disco mais rápido e pesado que a gente
fez, e tudo porque o que nós fizemos foi uma terapia anti-terapia contra a
música country, e aí tiramos uns dias de folga e mandamos ver mais rápido do que
nunca, mas rápido do que Mikey jamais foi. Ele tinha participado da turnê com o
Rigor Mortis e disse que era fácil a comparação com o Ministry, e então, ele vai
ser brutal e vai deixar muita gente doidona.”
O Ministru anunciou em seu site que a banda entrou no estúdio em 1º de
setembro de 2011, com o engenheiro Sammy D'Ambruoso, para dar início às
gravações de seu novo álbum.Durante o terceiro episódio da série transmitida
pela web, que mostrava os bastidores das gravações do álbum “relapse”, foi
anunciada a data de lançamento para 3 de março de 2012.
Em 23 de dezembro de 2011, o Ministry lançou “99 percenters”, o primeiro
single de “relapse”, e o disponibilizou em sua página no Facebook dois dias
depois. Em 22 de fevereiro de 2012, o Ministry lançou um segundo single, “double
tap”, que foi incluído na edição de abril de 2012 da revista Metal Hammer.
“Relapse” foi lançado em 23 de março de 2012.
Em 23 de dezembro de 2012, o guitarrista Mike Scaccia morreu de ataque
cardíaco em pleno palco enquanto tocava com a sua outra banda, a Rigor Mortis.
Em uma entrevista para a Noisey, em março de 2013, Jourgensen anunciou que o
Ministry iria parar novamente, explicando que ele não teria mais como prosseguir
sem Scaccia. “Mikey foi o melhor amigo do mundo, e não há Ministry sem ele”,
afirmou. “Mas eu sei que a música que nós gravamos juntos durante as últimas
semanas de sua vida tinham de ser lançadas, em sua honra, Então, depois de seu
funeral, eu me tranquei no estúdio e transformei as canções no que de melhor o
Ministry havia gravado e que ficaria por último a ser ouvido em qualquer disco
que já tivéssemos lançado. Eu não posso fazer isso sem o Mikey e nem quero,
então, sim, este é o último álbum do Ministry” . O álbum, intitulado “from beer
to eternity”, foi lançado em 6 de setembro de 2013.