Patrick Philippe Moraz (nascido em 24 de junho de 1948) é um músico, compositor de trilhas sonoras e letrista suíço, mais conhecido por sua atuação como tecladista nas bandas de rock Yes e The Moody Blues.
Vida pregressa.
Moraz nasceu em 24 de junho de 1948 em um avião, embora Morges, na Suíça, seja citada como sua cidade natal. Ele nasceu em uma família de músicos, seu pai trabalhava para o pianista e compositor polonês Ignacy Jan Paderewski. Quando criança, Moraz tocava violino, piano e percussão, compôs peças para piano aos cinco anos de idade. Ele estudou jazz e música clássica até que seu desenvolvimento foi interrompido aos treze anos, após quebrar quatro dedos em um acidente de patins. Após um tratamento terapêutico e muita prática com a mão esquerda, Moraz conseguiu recuperar sua técnica, se tornando ambidestro no processo. Inicialmente, Moraz desejava ser antropólogo e aprendeu falar grego e latim. Em vez disso, optou por seguir a carreira musical e estudou no Conservatório de Lausanne, onde estudou com Clara Haskil e enquanto estava em Paris, com Nadia Boulanger. Aos dezesseis anos, Moraz se tornou a pessoa mais jovem a receber o prêmio de Melhor Solista no festival de jazz de Zurique. Moraz continuou ganhando prêmios no festival, como artista solo ou em seus grupos de jazz, por cinco anos consecutivos. Em 1964, Moraz passou o verão em Cadaqués, Espanha, como instrutor de mergulho e passou um tempo com Salvador Dalí em sua propriedade em Portlligat, onde organizou e se apresentou em vários encontros para seus convidados.
Aos dezessete anos, a apresentação de Moraz como solista de jazz em um festival de música lhe rendeu um prêmio: uma coleção de álbuns e algumas aulas com o solista de jazz francês Stéphane Grappelli, que lhe ensinou tudo que ele precisava saber sobre jazz e rock. Moraz também passou um tempo se apresentando em vários países da África. Em novembro de 1964, Moraz deixou a Suíça rumo a Inglaterra, um lugar que sempre quis visitar e se apresentar. Sem falar inglês, chegou em Bournemouth, onde permaneceu por seis meses. Antes de viajar, o pai de Moraz ofereceu um emprego como chef na Suíça em uma das cozinhas que ele administrava, com a esperança de que ele pudesse usar a habilidade para trabalhar na Inglaterra. Moraz cozinhava em uma escola por um salário de £ 2,88 por hora, descrevendo-o como "um dos trabalhos mais difíceis que já tive". Ele tocava piano em um pub e casa de chá local para complementar a renda. No entanto, ele foi expulso do Sindicato dos Músicos porque aceitou um emprego como pianista de bar com um visto de trabalho incorreto. O diretor do sindicato o viu tocando em um restaurante, o que fez com que Moraz deixasse o país e cancelasse propostas para tocar com um grupo de Bournemouth, o Night People. Ele também trabalhou vendendo enciclopédias em Genebra. [Em 1965, o quarteto de Moraz ganhou um prêmio no festival de jazz de Zurique e logo foi convidado para ser a banda de abertura de uma turnê europeia encabeçada pelo saxofonista americano John Coltrane.
Carreira.
1969 - 1974: Mainhorse e Refugee.
Moraz retornou para Inglaterra em 1969, quando fez audições com potenciais músicos para uma nova banda de rock progressivo, o Mainhorse. Ele queria um baterista que tocasse como John Bonham, Buddy Rich, compassos ímpares e blues, testou cerca de 250 bateristas no processo. Ele se estabeleceu com a formação de Jean Ristori nos vocais e baixo, Bryson Graham na bateria e Peter Lockett nos vocais e guitarra. Eles assinaram com a Polydor Records e gravaram seu único álbum de estúdio, Mainhorse em 1971, no De Lane Lea Studios, posteriormente comprado por Ian Gillan do Deep Purple. O álbum não foi um sucesso comercial, mas o grupo conseguiu trabalho fazendo shows na Alemanha. Moraz continuou trabalhando como compositor de trilhas sonoras para filmes, como em The Salamander de 1971.
Após excursionar pelo Japão e Hong Kong como diretor musical de um balé brasileiro, Moraz retornou para Suíça em 1973. Ele gravou mais músicas para os filmes The Invitation de 1973 e The Middle of the World de 1974). No verão, Moraz recebeu um telefonema de Lee Jackson, guitarrista e vocalista do Jackson Heights, perguntando se ele estava interessado em se juntar a banda. Moraz havia feito uma jam session com a banda anterior de Jackson, The Nice, em 1969, quando eles tocaram na Suíça. Moraz recusou e propôs que eles formassem uma nova banda com o ex-membro do The Nice, Brian Davison, na bateria. A banda, Refugee, assinou com a Charisma Records e lançou Refugee em 1974, escrito e arranjado por Moraz e Jackson. O grupo desenvolveu um som coeso ensaiando por pelo menos oito horas todos os dias. O Refugee promoveu o álbum com uma turnê.
1974 - 1978: Yes e início da carreira solo.
Após sua chegada de Genebra, onde trabalhava na trilha sonora de um filme de Gerard Depardieu, Moraz foi convidado a se juntar ao Yes após a saída de Rick Wakeman em maio de 1974. A banda já havia começado trabalhar no álbum Relayer e procurava possíveis substitutos. Moraz tinha visto a banda se apresentar durante sua turnê pela Suíça em 1969. Após um teste com o músico grego Vangelis, que não teve sucesso devido a problemas com o sindicato dos músicos e sua indisponibilidade para viajar, o repórter musical Chris Welch sugeriu ao empresário da banda, Brian Lane para convidar Moraz. Embora lamentasse a separação de seus companheiros do The Refugee, Moraz aceitou o convite, pois acreditava que seria uma oportunidade benéfica para sua carreira. A audição de Moraz ocorreu na primeira semana de agosto de 1974 com os teclados de Vangelis, que ainda estavam montados na sala de ensaio. Depois de afinar, Moraz assistiu a banda tocar a seção intermediária de Sound Chaser, que ele disse ser "Absolutamente inacreditável. Experimentar aquilo – a experiência surround mais verdadeira que eu já havia encontrado como observador e ouvinte". Ele foi então solicitado a criar uma introdução para a música e o que ele tocou acabou entrando no álbum.
Após sua audição bem sucedida, Moraz aprendeu o repertório de sete álbuns para a turnê Relayer, que começou em novembro de 1974. Quando a turnê terminou em agosto de 1975, o Yes fez uma longa pausa para que cada membro pudesse produzir um álbum solo. A Charisma Records lançou o primeiro álbum de Moraz como artista solo que devido ao seu título consistir em um símbolo que não aparece em teclados padrão, ficou conhecido como The Story of I, lançado em1976. Desde que trabalhou com o balé brasileiro, ele se interessou por percussão e viajou para a Colômbia, Bolívia, Chile e Argentina em busca de inspiração, chegando ao Brasil, onde reuniu um grupo muito forte de 16 percussionistas para tocar em seu álbum. Moraz convidou o inventor do sintetizador Bob Moog para contribuir com sons para o álbum, Moog aceitou a tarefa e trabalhou com ele por várias semanas. Durante esse período, Moraz também tocou no álbum Beginnings de Steve Howe e no álbum Fish Out Of Water de Chris Squire, ambos de 1975. Moraz viajou para o Brasil e incorporou ritmos e músicos brasileiros em The Story of I, dando-lhe um toque de world music. Posteriormente, ele se reuniu com o Yes para a turnê norte-americana de 1976, onde a banda foi a atração principal de vários grandes shows.
Após a turnê de 1976, o Yes fugiu dos fiscais do Reino Unido e se refugiou em Montreux, na Suíça para gravar seu próximo álbum, Going For The One que foi lançado em 1977. Parte do material já havia sido trabalhado quando eles chegaram; isso incluía as contribuições de Moraz para Awaken, Wonderous Stories e Parallels. No entanto, durante as primeiras sessões, Moraz foi instruído a sair para permitir o retorno de Wakeman para a banda. Moraz falou sobre sua saída: "Embora na época a separação não tenha sido apresentada como conflituosa, eu sofri muito. Ser convidado para sair tão repentinamente me deixou muito perturbado e abalado... Nunca fui compensado por nada. Nunca recebi pagamento por minha participação na turnê de 1976... Eu tinha direito a 20% do que a banda recebia. Em 2014, Chris Squire sugeriu que a falta de uma ligação musical entre Moraz e Steve Howe foi a principal razão artística para a separação de Moraz e Yes.
Moraz continuou sua carreira solo e a Charisma lançou seu segundo álbum, Out In The Sun em 1977, que ele queria que soasse completamente diferente e mais libertador. Ele então se mudou para o Brasil por um ano e meio e preparou material para seu terceiro álbum. Ele queria intitular o álbum como Primitivization, mas a gravadora optou por lançá-lo como Patrick Moraz (1978). Durante seu tempo no Brasil, Moraz se juntou a uma banda de rock brasileira, Vimana, com Lobão, Lulu Santos e Ritchie. Ele também gravou os teclados em uma das canções mais icônicas da música brasileira, Avohai, de Zé Ramalho.
1978 - 1991: The Moody Blues e projetos solo.
Em maio de 1978, Moraz visitou uma convenção realizada pela Audio Engineering Society em Los Angeles, onde Herbie Hancock o ensinou usar o vocoder e concordou em representar a Aphex Systems no Brasil. Em seu caminho de volta para o Brasil, Moraz parou em Miami, pois tinha algum tempo livre. No hotel, ele recebeu um telefonema convidando-o a se juntar ao Moody Blues depois que Mike Pinder deixou a banda. Moraz cantou Nights in White Satin e Tuesday Afternoon ao telefone e aceitou uma audição em Londres em julho de 1978. Antes de sua chegada, Moraz se apresentou no Festival de Jazz de Montreux com os músicos brasileiros Airto Moreira e Gilberto Gil. A audição com o Moody Blues foi um sucesso e Moraz conseguiu o emprego naquela mesma tarde.
Moraz fez uma turnê com o Moody Blues para promover o nono álbum da banda, Octave de 1978, a turnê começou no final do mesmo ano. O álbum seguinte, Long Distance Voyager de 1981, se tornou o maior sucesso da banda, alcançando o primeiro lugar nos Estados Unidos. Seguiram-se The Present de 1983, The Other Side of Life de 1986 e Sur la Mer de 1988.
Durante sua passagem pelo Moody Blues, Moraz concluiu diversos projetos solo. Ele excursionou com seu grupo do Brasil, gravou com Chick Corea e lançou dois álbuns com o baterista Bill Bruford como Moraz-Bruford. Os dois excursionaram pelo mundo entre 1983 e 1985. Em maio de 1986, ele trabalhou em algumas trilhas temporárias para os filmes Predador de 1987 e Orquídea Selvagem de 1989. O projeto lhe deu a oportunidade de visitar as filmagens de Predador no México e de conhecer Arnold Schwarzenegger e Mickey Rourke. No entanto, Moraz não pôde concluir totalmente a trilha sonora de Predador devido a uma turnê iminente com o Moody Blues, deixando Alan Silvestri compor o restante. Ele também administrou o Aquarius Studios em Genebra com Ristori. Moraz compôs a trilha sonora de O Padrasto de 1987.
Durante a gravação de Keys Of The Kingdom em 1991, Moraz foi entrevistado pela revista Keyboard. Ele expressou a sensação de que a música do The Moody Blues havia se tornado muito limitada e que o grupo havia estagnado, não oferecendo nenhum desafio musical. Os outros membros, segundo ele, não estavam dispostos a usar suas composições musicais e afirmou que sua única composição durante seus 13 anos com eles foi metade de uma música com o baterista. Antes da turnê do álbum com o The Moody Blues, Moraz foi demitido da banda. Em setembro de 1991, Moraz processou o grupo por US$ 500.000, além de demissão injusta, alegando que o grupo decidiu dividir seus lucros em quatro partes iguais em vez de cinco e desejava receber os royalties que considerava devidos a ele como membro efetivo da banda por quase 15 anos. No entanto, o grupo manteve que Moraz era apenas um músico contratado, apesar de seu nome constar como membro em seus álbuns e materiais promocionais e de ele aparecer em fotos oficiais da banda. Em 28 de dezembro de 1992, o júri do caso, transmitido pela Court TV, concedeu a Moraz US$ 77.175 dos réus. Antes do processo, Moraz havia recebido uma oferta de US$ 400.000.
1991 - Presente: Carreira solo.
Após sua demissão do Moody Blues, Moraz se concentrou principalmente em projetos solo. Seu primeiro dos três álbuns para piano, Windows Of Time de 1994, foi gravado em um estúdio na Full Sail University, na Flórida. Um total de quatorze horas de material foi gravado, sendo reduzido a exatamente uma hora. Moraz passou os quatro anos seguintes desenvolvendo centenas de peças musicais para todos os instrumentos, bem como para orquestras e coros, produzindo diversos artistas e concluindo trabalhos para a Conferência sobre Assuntos Mundiais, da qual é delegado oficial. Ele também desejava fazer uma turnê com Windows Of Time, mas achava que o estilo da música sofreria em um ambiente de concerto tradicional.
No final de 1994, Moraz iniciou uma turnê de piano pelos EUA e Europa com sua Coming Home, America Tour (CHAT), na qual se apresentou em locais privados ou semiprivados por uma taxa fixa de US$ 800, com as reservas feitas inteiramente por fãs pela internet. Em um dos shows, ele se apresentou para um casal em sua casa. A turnê terminou em novembro de 1995, totalizando 92 apresentações. Uma delas foi gravada e lançada como PM in Princeton em 1995, CD e DVD. Em 1997, Moraz começou a trabalhar em um novo álbum, A Way to Freedom, com arranjos para orquestra sinfônica, percussionistas e uma banda de metais de jazz.
Em 2001, Moraz continuou com vários projetos, incluindo pesquisa e preparação de roteiros de filmes, incluindo um para uma possível adaptação cinematográfica de A História de Eu. Ele lançou seu terceiro álbum de piano, ESP em 2003, com influência clássica, abreviação de "Etudes, Sonatas and Preludes".
Em 2011, Moraz participou como convidado no álbum Skyline da banda Panorama Syndicate, tocando piano na faixa-título.
Em abril de 2014, Moraz participou como artista solo do cruzeiro anual de rock progressivo Cruise to the Edge. Em 2015, Moraz e o baterista Greg Alban formaram o Moraz Alban Project e lançaram o álbum de estúdio The MAP Project, com a participação do percussionista Lenny Castro, do saxofonista Dave Van Such, dos baixistas John Avila e Patrick Perrier e do baixista do Counting Crows, Matt Malley. Moraz e Alban se conheceram em 1983 e Alban tocou bateria no álbum Timecode. O projeto começou como uma empreitada solo de Alban, com Moraz contribuindo para a música, mas cresceu e passou a contar com diversos outros músicos, com a música composta em torno da bateria e dos teclados.
Moraz participou de sua segunda viagem Cruise to the Edge em fevereiro de 2017.
Moraz se reuniu com o Yes em julho de 2018. Como parte da turnê de 50º aniversário do Yes, Moraz se apresentou com a banda em dois shows na Filadélfia, nos dias 20 e 21 de julho. Em cada show, Moraz tocou teclado durante a performance da música "Soon". Moraz também participou do Yes FanFest antes do show de 21 de julho, primeiro apresentando um show solo de piano de 70 minutos e depois aparecendo no palco com o Yes e participando de uma entrevista com a banda.
Vida pessoal.
Moraz vive na Flórida com sua segunda esposa, Phyllis e passa algum tempo na Suíça. Ele tem um filho, David e uma filha, Rana, com sua primeira esposa, Diane. Fonte: Wikipédia.
The Story Of I (1976)01. Impact (3:30)
02. Warmer Hands (3:31)
03. The Storm
(0:52)
04. Cachaca (Baiao) (4:02)
05. Intermezzo (2:58)
06. Indoors
(3:38)
07. Best Years Of Our Lives (4:04)
08. Descent (1:43)
09.
Incantation (Procession) (1:51)
10. Dancing Now (4:36)
11. Impressions
(The Dream) (2:50)
12. Like A Child Is Disguise (4:05)
13. Rise And Fall
(5:34)
14. Symphony In The Space (2:58)
Out In The Sun (1977)01. Out in the Sun (4:27)
02. Rana Batucada (5:34)
03.
Nervous Breakdown (3:23)
04. Silver Screen (4:33)
05. Tentacles
(3:33)
06. Kabala (4:58)
07. Love-Hate-Sun-Rain-You (4:52)
08. Time For
A Change (9:10)
09. Batucada XXX (5:09)
III (1978)01. Jungles of the World (5:55)
02. Temples of Joy
(6:16)
03. Conflict, The (9:25)
04. Primitivisation (5:26)
05. Keep the
Children Alive (3:31)
06. Intentions (3:58)
07. Realization (4:27)
08.
Museeka Magika (9:19)
Future Memories Live On TV (1979)01. Black Silk (Piano Solo-Part 1) (4:10)
02. Black Silk
(Piano Solo-Part 2) (5:56)
03. Eastern Sundays (Part 1) (4:40)
04. Eastern
Sundays (Part 2) (4:08)
05. Metamorphoses Movement 1 (5:28)
06.
Metamorphoses Movement 2 (4:59)
07. Metamorphoses Movement 3 (7:30)
08.
Paris In A bottle (4:07)
Patrick Moraz & Syrinx -
Coexistence (1980)01. Mind Your Body (4:24)
02. Boonoonoonoos (4:13)
03.
Soundrise (4:40)
04. Adagio For A Hostage (4:11)
05. Freedom To...
(2:56)
06. Black Gold (4:02)
07. Moments Of Love (4:17)
08. Chain
Reaction (6:02)
09. Peace On The Hills (4:29)
Bonus Tracks.
10.
Boonoonoonoos Remix (4:18)
11. Working Jam With PM And Syrinx
(4:17)
Moraz, Bruford - Music For Piano And
Drums (1983)01. Children's Concerto (5:03)
02. Living Space (4:01)
03.
Any Suggestions (5:47)
04. Eastern Sundays (6:54)
05. Blue Brains
(4:58)
06. Symmetry (3:51)
07. Galantea (5:30)
08. Hazy (6:32)
09.
Blue Brains (4:49)
10. Flags (4:22)
11. Hazy (10:38)
Timecode (1984)01. No Sleep Tonight (5:04)
02. I Want U (4:02)
03. Beyond
The Pleasure (3:49)
04. Life In The Underworld (4:17)
05. Overload
(3:33)
06. Elastic Freedom (In Search Of) (4:18)
07. Black Brains Of
Positronic Africa (Instrumental) (5:05)
08. Shakin' With A Passion
(4:06)
09. You Are The Vision Of My Dream (5:07)
10. No Sleep Tonight
(Remix) (5:06)
11. Black Brains Of Positronic Africa (Remix)
(6:00)
Moraz, Bruford - Flags
(1985)01. Temples of Joy (4:54)
02. Split Seconds (4:42)
03.
Karu (3:47)
04. Impromtu, Too! (3:37)
05. Flags (4:30)
06. Machine
Programmed by Genes (5:17)
07. The Drum Also Waltzes (2:55)
08. Infra Dig
(3:15)
09. A Way With Words (1:36)
10. Everything You Heard is True
(6:17)
Future Memories I And II (1985)01. Here Comes Christmas Again ('Et Revoici Noкl') (5:04)
02.
Eastern Sundays (8:50)
03. Metamorphoses, Mvts II & III (11:42)
04.
Search (4:50)
05. Heroic Fantasy (6:57)
06. Video Games (How Basic Can You
Get?) (4:07)
07. Satellite (6:41)
08. Navigators (7:23)
09. Flippers
(4:18)
10. Pilot's Games (6:55)
11. Chess (6:16)
Human Interface (1987)01. Light Elements (6:40)
02. Beyond Binary (4:32)
03.
Cin-A-Mah (5:51)
04. Stormtroops on Loops (1:15)
05. Modular Symphony (1st
Movement) (3:07)
06. Go to Ophioplomel (4:06)
07. Kyushu (11:04)
08.
Stressless (6:09)
09. Hyperwaves (6:09)
Bonus Tracks.
10. Go to
Ophioplomel - Intro (4:49)
11. Stressless (8:28)
Windows Of Time (1994)01. Invocation: Sacrifices (7:09)
02. Soul Eternal
(5:20)
03. Initiation: Soulstice (4:08)
04. Lost Way (4:12)
05. Kaaru
(3:49)
06. Oral Contact: Shout! (0:04)
07. Talisman (6:20)
08. Gaia Tea
'Reflections' (5:44)
09. Festival (5:54)
10. 'Reflections' Too
(1:52)
11. The Best Years Of Our Lives (3:49)
12. Isle Of View
(4:29)
13. Liberation (5:58)
14. Ascend (1:03)
ESP (2003)01. Prelude In C#Min (3:42)
02. Prelude In C# (Little
Diamond) (3:05)
03. Prelude In C# (3:14)
04. Sonata In C (1st Movement
Allegro In C) (3:18)
05. Sonata In C (2nd Movement Andante In G)
(5:11)
06. Sonata In C (3rd Movement Allegrettho In C-F-C) (3:32)
07.
Prelude In A Min. (Andante Inspired By "Keep The Children Alive") (4:49)
08.
Etude In Bb (2:23)
09. Etude In F# (Waterfalls) (2:45)
10. Etude-Fugue In
A (Starts In F#) (2:16)
11. Etude In Bb (Dynamic Symmetry) (1:31)
12.
Etude In F# (2:28)
13. Etude In F (Chords In 5ths) (2:49)
14. Prelude In G
And Bb (3:54)
15. Prelude In Bm (5:57)
16. Grand Sonata In Dm (1st
Movement Allegro) (8:57)
Change Of Space (2009)01. Peace In Africa (4:53)
02. Change Of Space (8:19)
03.
Sonique Prinz Suite: Movement 1 (2:16)
04. Sonique Prinz Suite: Movement 2
(2:39)
05. Sonique Prinz Suite: Movement 3 (5:25)
06. One Day In June
(7:28)
07. Cum Spiritu (4:53)
08. The Power Of Emotion (6:01)
09.
Stellar Rivers & Streams Of Lucid Dreams: Movements 1 - 3 (6:37)
10.
Stellar Rivers & Streams Of Lucid Dreams: Movement 4 (5:31)
11. Alien
Spaces (5:52)
Moraz, Bruford - In Tokyo (Live 2009)01. Blue Brains (5:51)
02. Hazy (9:51)
03. Eastern Sundays (7:32)
04.
Cachaca (8:11)
05. Galatea (6:37)
06. The Drum Also Waltzes (3:47)
07. Flags (4:24)
08.
Children's Concerto (5:00)
09. Jungles of the World (6:27)
10. Temples of Joy (4:52)
Moraz Alban Project - MAP
(2015)01. Jungle Aliens (5:38)
02. Strictly Organic (5:20)
03.
Canyon Afternoon (4:33)
04. Jazz in the Night (3:53)
05. The Drums Also
Solo (4:32)
06. The Real Feel (5:50)
07. Alien Intelligence (5:07)
08.
Mumbai Mantra (6:09)
09. Alien Species (5:40)
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