Paulo Bagunça e a Tropa Maldita foi um grupo musical brasileiro formado no Rio de Janeiro em 1969.
Oriundos
da Cruzada de São Sebastião, na cidade do Rio de Janeiro, o grupo no
início se chamava Muruê de Ipanema, depois boi rebatizado como Patota
Maldita e por último Tropa Maldita.
Em 1972, o grupo ganhou o
Festival de Inverno do Teatro Casa Grande organizado pelo ator,
escritor, produtor e sambista Haroldo Costa. Além de Bagunça, cantor e
principal compositor, a banda contava com Guerra (atabaque), Oswaldo
(violão), Gelson (bongô) e Flávia (baixo). Até a gravação do único
disco, a banda destacou-se na cena underground do Rio de Janeiro,
realizando shows no Teatro de Bolso e outros locais.
O grupo era
liderado por Paulo Soares Filho (Paulo Bagunça), que trabalhava durante
o dia como salva vidas e a noite tocava nos bares da orla marítima. Em
1973, o selo Continental lançava um disco estranho, com o nome da banda
bem grande na capa: Paulo Bagunça e A Tropa Maldita, que fez
especialmente a cabeça da galera roqueira.
A expressão Bagunça
já era uma certa provocação, Tropa Maldita, então, nem se fala, mas o
mais intrigante era mesmo o som dos caras, que a mídia da época
classificava de "pop eletrônico". O disco não podia ser mais emblemático
e futurista, fundindo as influências mais estranhas, indo de Jorge Ben
aos ingleses do Traffic, passando por percussão afro, levadas de jazz e
outros sons soul da época.
Em 1972, em entrevista à primeira
versão da revista Rolling Stone, o próprio Bagunça definia sua música
como algo "que vem lá de dentro, do coração, da caverna, dos sonhos e
dos pesadelos". Na mesma época, Nelson Motta destacava o humor da banda,
e outros críticos identificavam influências de Bob Dylan, John Mayall e
outros expoentes da época. Apresentados como "o som negro do Harlem
carioca", Paulo Bagunça e a Tropa Maldita não conseguiram ir muito além
depois de gravar o LP, que só teve uma faixa tocada em rádio, o samba
"Madalena", ainda assim porque, segundo Oswaldo Macau, o radialista
Adelson Alves resolveu apoiar o grupo. Paulo morreu em 2015 aos 72 anos.Resenha: Bandas de rock relíquias.