Influenciou grandes artistas durante anos como Muddy Waters, Led Zeppelin, Bob Dylan, The Rolling Stones, Johnny Winter, Jeff Beck, e Eric Clapton, que considerava Johnson "o mais importante cantor de blues que já viveu". Foi considerado o 71º melhor guitarrista de todos os tempos pela revista norte-americana Rolling Stone.
Biografia.
Johnson nasceu em Hazlehurst, Mississippi. Sua data de nascimento oficialmente aceita (1911) provavelmente está errada. Registros existentes (documentos escolares, certidões de casamento e certidão de óbito) sugerem diferentes datas entre 1909 e 1912, embora nenhum contenha a data de 1911.
Robert Johnson gravou apenas 29 músicas em um total de 40 faixas, em duas sessões de gravação em San Antonio, Texas, em Novembro de 1936 e em Dallas, Texas, em Junho de 1937. Treze músicas foram gravadas duas vezes.
Suas músicas continuam sendo interpretadas e adaptadas por diversos artistas e bandas, como Led Zeppelin, Eric Clapton, The Rolling Stones, The Blues Brothers, Red Hot Chili Peppers e The White Stripes.
Morte.
Em 1938 durante uma apresentação no bar "Tree Forks" Johnson bebeu whisky envenenado com estricnina, supostamente preparado pelo dono do bar, o qual estava enciumado por Jonhson ter flertado com sua mulher. Sonny Boy Williamson, que estava tocando junto com Jonhson, havia alertado-o sobre o whisky, porém este não lhe deu atenção. Johnson se recuperou do envenenamento, mas contraiu pneumonia e morreu 3 dias depois, em 16 de Agosto de 1938, em Greenwood, Mississippi. Há várias versões populares para sua morte: que haveria morrido envenenado pelo whisky, que haveria morrido de sífilis e que havia sido assassinado com arma de fogo. Seu certificado de óbito cita apenas "No Doctor" (Sem Médico) como causa da morte.
Outro mito popular recorrente sugere que Johnson vendeu sua alma ao diabo na encruzilhada das rodovias 61 e 49 em Clarksdale, Mississippi com seu violão e uma garrafa de whisky adulterado, quando um bend escandaloso de uma gaita cromada, era o diabo. Tomou seu violão e afinou um tom abaixo, devolveu para Johnson e tocou como toca nas gravações... fez isso em troca da proeza para tocar guitarra. Este mito foi difundido principalmente por Son House, e ganhou força devido às letras de algumas de suas músicas, como "Crossroads Blues", "Me And The Devil Blues" e "Hellhound On My Trail". O mito também é descrito no filme de 1986 Crossroads, no episódio 8, da segunda temporada da série Supernatural e na faixa bônus da pág. 101 do livro Encruzilhada (Literata, 2011), do autor brasileiro Ademir Pascale. O mito ainda explica detalhes sobre ele ter saído desesperadamente do bar Tree Forks, sendo perseguido por cães pretos e foi encontrado com marcas de mordidas profundas, cortes em forma de cruz no rosto e seu violão intacto ao lado do corpo ensanguentado. Robert morreu de olhos abertos e uma expressão tranquila no rosto.
Livro.
Essas histórias, porém, não passam de mitos sobre Johnson, segundo a biografia "A música do diabo: A verdadeira história da lenda do blues Robert Johnson". Lançada em junho de 2022, a obra escrita pelos norte-americanos, Bruce Conforth (professor de folclore) e Gayle Dean Wardlow (historiador de blues), desmente a história do pacto com o diabo e esclarece as circunstâncias da morte de Robert Johnson..
Esse desmentido é amparado por diversas fontes consultadas e analisadas pelos autores. Uma delas é que Johnson desenvolveu seu estilo após se aprimorar no violão através de aulas com um talentoso violonista do Mississipi, Ike Zimmerman, ao contrário dos falsos poderes supostamente concedidos pelo diabo. Outras fontes dão o contexto da morte de Johnson, que tomou do whiskey envenenado com naftalinas, dado por um dono de juke point (casa de música, dança e jogos de negros na zona rural), enciumado pela traição de sua mulher com o músico. Diz o livro que esse veneno não tinha poder de matar uma pessoa, mas apenas de causar desconfortos estomacais na vítima. Foi fatal para Robert porque ele sofria de úlcera, que teria sido diagnosticada semanas antes por um médico consultado por ele em companhia de uma de suas irmãs. A bebida envenenada causou sangramento no estômago e esôfago do músico, que morreu dois dias depois, sem assistência médica.
Influência.
Johnson é frequentemente citado como "o maior cantor de blues de todos os tempos", ou mesmo como o mais importante músico do Século XX, mas muitos ouvintes se desapontam ao conhecer o seu trabalho, pois o estilo peculiar do Delta Blues e o padrão técnico das gravações de sua época estão muito distantes dos padrões estéticos e técnicos atuais.
Embora Johnson certamente não tenha inventado o blues (há rumores de que foi Charley Patton a primeira estrela do delta blues), que já vinha sendo gravado 15 anos antes de suas gravações, seu trabalho modificou o estilo de execução, empregando mais técnica, riffs mais elaborados e maior ênfase no uso das cordas graves para criar um ritmo regular. Suas principais influências foram Son House, Leroy Carr, Kokomo Arnold, Charley Patton, e Peetie Wheatstraw. Johnson tocou com o jovem Howlin' Wolf e Sonny Boy Williamson (que afirma ter estado presente no dia do envenenamento de Johnson e ter alertado Johnson sobre a garrafa de whisky). Johnson influenciou Elmore James e Muddy Waters, e o blues elétrico de Chicago na década de 1950 foi criado em torno do estilo de Johnson. Há uma linha direta de influência entre a obra de Johnson e o Rock and roll que se tornaria popular no pós-guerra.
Anos após sua morte, o grupo de admiradores de Johnson cresceu e inclui astros do rock como Keith Richards e Eric Clapton.
Em 1999 os The White Stripes lançaram no seu álbum de estreia homônimo uma canção de Johnson; Stop Breaking Down. Texto: Wikipédia.

01. Kind Hearted Woman Blues (2:49)
02. Kind Hearted Woman Blues (2:31)
03. I Believe I'll Dust My Broom (2:56)
04. Sweet Home Chicago (2:59)
05. Ramblin' On My Mind (2:51)
06. Ramblin' On My Mind (2:20)
07. When You Got A Good Friend (2:37)
08. When You Got A Good Friend (2:50)
09. Come On In My Kitchen (2:47)
10. Come On In My Kitchen (2:35)
11. Terraplane Blues (3:00)
12. Phonograph Blues (2:37)
13. Phonograph Blues (2:32)
14. 32-20 Blues (2:51)
15. They're Red Hot (2:56)
16. Dead Shrimp Blues (2:30)
17. Cross Road Blues (2:39)
18. Cross Road Blues (2:29)
19. Walkin' Blues (2:28)
20. Last Fair Deal Gone Down (2:39)
CD 2.
01. Preachin' Blues (Up Jumped The Devil) (2:50)
02. If I Had Possession Over Judgment Day (2:34)
03. Stones In My Passway (2:27)
04. I'm A Steady Rollin' Man (2:35)
05. From Four Until Late (2:23)
06. Hell Hound On My Trail (2:35)
07. Little Queen Of Spades (2:11)
08. Little Queen Of Spades (2:15)
09. Malted Milk (2:17)
10. Drunken Hearted Man (2:24)
11. Drunken Hearted Man (2:19)
12. Me And The Devil Blues (2:37)
13. Me And The Devil Blues (2:29)
14. Stop Breakin' Down Blues (2:16)
15. Stop Breakin' Down Blues (2:21)
16. Traveling Riverside Blues (2:47)
17. Honeymoon Blues (2:16)
18. Love In Vain Blues (2:28)
19. Love In Vain Blues (2:19)
20. Milkcow's Calf Blues (2:14)
21. Milkcow's Calf Blues (2:20)
