
Formada em 1976, o Running Wild é uma das mais influentes bandas
de heavy metal da Alemanha, ainda sob o nome Granite Heart. A Formação era Rolf
Kasparek (também conhecido como Rock 'n' Rolf), Uwe Bendig, Michael Hofmann e
Jörg Schwarz. Pouco a pouco foi conseguindo seu espaço no cenário
heavy/speed/power, quando passou para Running Wild, em 1979, nome escolhido por
serem fãs de Judas Priest, dentre outras bandas.
Já contando com Hasche (bateria) e Matthias Kaufmann (baixo), a
banda gravou sua primeira demo-tape. Seu primeiro registro em vinil, chamado
Debut Nº1, em 1981, conta com duas faixas desse trabalho: "Warchild" e "Hallow
the Hell". Além dessas, a demo-tape de 81 também contava com a "Intro"
(instrumental apenas) e "King of the Midnight Fire", onde Uwe Bendig aparecia no
vocal principal.
O primeiro show do Running Wild acontece dia 1 de março de 1981
em Stade na Alemanha.
Em 1982, a formação passou a ser Rolf, Hasche, Preacher e
Stephan Boriss. No ano seguinte, essa formação gravou "Chains and Leather" e
"Adrian (S.O.S.)" para a coletânea Rock From Hell - German Metal Attack. No ano
seguinte lançam uma coletânea de demo-tapes financiada por eles mesmos, Heavy
Metal Like a Hammerblow. Este trabalho tem várias versões bootlegs e, portanto,
podem ser achadas várias versões com diferentes músicas. A "oficial" contava com
as faixas citadas anteriormente, mais as da demo de 81 e com versões ao vivo da
"Genghis Khan" e da "Soldiers of Hell". É possível, ainda, encontrar duas
versões não-oficiais dessa demo em LP, uma amarela e preta e outra branca e
vermelha.
A coletânea Death Metal da Noise Records, de 1984, incluía duas
faixas do Running Wild: "Bones to Ashes" and "Iron Heads" (ambas relançadas como
bônus em uma futura versão do álbum Masquerade), que agradou bastante a crítica.
Neste mesmo ano, eles assinam com tal gravadora, onde lançam o single Victim of
States Power e seu primeiro álbum full-lenght, Gates to Purgatory, que atingiu
maciçamente o cenário underground, garantindo rápido sucesso e direitos de
prensagens em vários países. As letras tinham atmosfera ocultista, que lhes
renderam cunho satanista, comum àquela época. É deste álbum um dos maiores
clássicos da banda, "Prisoner of Our Time".
A primeira turnê começa dia 1 de outubro de 1984 em Hamburgo na
Alemanha e termina dia 31 de dezembro também em Hamburgo, foram 18 shows,
destaque para o show no Metalhammer Festival que aconteceu dia 14 de setembro de
1985 em Loreley na Alemanha, tocaram no festival as bandas, Warlock, Metallica,
Venom, Nazareth e Tyran Pace. Foi registrado uma música em vídeo desse show,
mais tarde foi lançado uma compilação de vídeos das bandas que tocaram no
festival.
Outro detalhe importante é que foi registrado um show em vídeo
na integra no dia 24 de abril de 1985 em Bochum na Alemanha, esse material virou
um vídeo bootleg para os fãs da banda na época.
Após
grande repercussão do primeiro álbum, a dupla que dividia o
trabalho de composição, Rolf e Preacher, se desentende e este último
deixa a
banda, alegando que Rolf estaria agindo ditatorialmente, e seguiu
estudos
dedicados à Teologia. Assim, em 1985, Rolf se vê em estúdio para gravar o
segundo álbum, Branded and Exiled, com músicas novas escritas em alguns
dias
apenas. Assim, recrutou uma faixa já conhecida de seu público, "Chains
& Leather", e Stephan colabora com a "Evil Spirit". O álbum tinha a
mesma temática
do anterior, porém menos explícito e mais direto. Contou com Majk Moti
(ex-Random) no lugar de Preacher, onde este apenas colaborou alguns
poucos solos
de guitarra, começando a predominância de Rolf nos trabalhos da banda.
A
primeira aparição dessa nova formação pode ser vista no bootleg ao vivo Black
Demons on Stage, ainda no mesmo ano.
A Branded And Exiled Tour começa dia 22 de janeiro de 1986 em
Offenbach na Alemanha (show esse que foi a estreia do novo guitarrista,Majk
Moti) e termina dia 3 de novembro de 86 em Lausanne na Suíça, foram 21 datas,
das quais 8 foram nos EUA, o Running Wild fez shows junto com o Celtic Frost e
Voivod.
Vale destacar também que nessa época a banda passa na TV suíça, tocando
a música Branded And Exiled.
Em 1987 a banda já possuía uma base de fã clube sólida e ampla.
Ano em que Rolf decidiu mudar a temática da banda para pirataria, após gostar do
resultado da música que tinha desenvolvido na turnê de Branded and Exiled. Esta
seria a precursora do que estaria por vir e se tornaria dos maiores clássicos da
banda, a "Era Pirata". Com isso, em 1987, é lançado Under Jolly Roger, com
temática quase toda focada em pirataria, marcando dai por diante toda a carreira
da banda. Até então, o cunho histórico visto antes era totalmente superficial.
Este álbum já trazia certa mudança também no estilo musical da banda, com certas
doses de execuções mais elaboradas, por características de Moti na
banda.
A turnê começa dia 25 de abril de 1987 em Hamburgo na Alemanha e
após 9 shows, Hasche e Stephan deixaram a banda e foram muito criticados por
Rolf, que via limitações nos mesmos a se adequarem ao novo direcionamento da
banda, o ultimo show com eles foi dia 4 de maio de 87, no Festival Metal Mania
em Katowice na Polônia, as apresentações foram realizados junto com a banda
Satan.
Em outubro de 1987 a banda já contava com o jovem e criativo
Jens Becker no baixo e Stefan Schwarzmann (ex-Cronos Titan, ex-U.D.O. e
ex-Accept) na bateria, formação considerada pela maioria como melhor formação da
banda, que pode ser vista no álbum ao vivo Ready for Boarding, este álbum foi
incluído pela renomada revista inglesa Kerrang como dos melhores álbuns do ano
seguinte.
A segunda parte é retomada com a nova formação e começa dia 5 de
outubro de 87 em Miskolc na Hungria e termina dia 28 de setembro de 88 em Berlim
na Alemanha, foram 22 shows, junto com a banda Satan.
O álbum seguinte, Port Royal, de 1988, é todo dentro da nova
temática e mostra uma musicalidade bem diferente dos anteriores. Mostra linha
mais melódicas, influenciado por novas tendências do heavy metal daquela época,
onde a maioria das bandas conhecidas apresentavam novos álbuns mais comerciais
ou simplesmente mais "leves". Rolf anunciou que almejava um disco bem diferente,
tanto dos anteriores quanto dos posteriores. Mesmo desagradando a alguns fãs
antigos, o álbum emplacou clássicos eternos, como "Conquistadores", a qual
executaram em na maioria das turnês posteriores. A formação que gravou foi a
mesma da turnê de Ready for Boarding, porém quem saiu nas imagens do álbum como
baterista foi Iain Finlay (ex-Demon Pact), visto que Stefan deixado a banda
repentinamente para integrar a U.D.O..
A banda grava seu primeiro vídeo clipe, a música escolhida foi
Conquistadores.
A turnê começa dia 12 de janeiro de 1989 em Estocolmo na Suécia
e termina dia 11 de junho de 1989 em Praga na República Tcheca. Foram 24 shows
passando por Alemanha, Suécia, Grécia, França, Espanha, Inglaterra, República
Tcheca e Dinamarca. Nessa turnê os shows são junto com a banda Angel Dust.
Destaque para o show no Mega-Metal Festival que aconteceu dia 13 de maio, também
tocaram as bandas, Apocalypse, Satrox, Cry Out, Heatstroke entre
outras.
1989 foi um ano promissor para o Running Wild. Com o lançamento
do single Bad to the Bone, os fãs puderam ver o que estaria vindo pela frente,
onde se acumularam turnês "sold out". Assim, sai o álbum Death or Glory no fim
do ano, com um trabalho instrumental magnífico, com requintes de som progressivo
à dinâmica agressiva de sempre. O álbum abre com outro dos maiores clássicos da
banda, "Riding the Storm". Contudo, também presenteou os fãs com outro clássico
permanente, a "Bad to the Bone". Bom, também, lembrar que Rolf se mostrava
afiado em letras de cunho histórico, mostrando um magnânimo trabalho na faixa
"Battle of Waterloo". Essa boa desenvoltura já podia ter sido saboreada com as
faixas "Port Royal", "Mutiny" e "Calico Jack" do álbum predecessor. E, ainda
nesse mesmo ano, é gravado e lançado o vídeo desta turnê, intitulado Death or
Glory Tour, gravado em Düsseldorf (Alemanha) no dia 17 de outubro de 1989,
segundo show da turnê, desse video sai outro clipe, a música escolhida foi "Bad
to the Bone".
A turnê do álbum Death or Glory começou dia 10 de setembro de 89
em Helmstedt na Alemanha e termina dia 28 de julho de 1990 no Giants Of Rock
Open-Air Festival realizado em Hämeenlinna na Finlândia, também tocaram, Sodom,
Pretty Maids, Uriah Heep entre outras. Foram 40 shows, passando por Alemanha,
Finlândia, Grécia, França, Hungria, Espanha, Áustria e Suíça. Nessa turnê a
banda toca ao lado de Rage, S.D.I. e Random. Destaque para o Rock Hard Festival
e Open-Air Festival, que também tocam, Alice Cooper, Extrabreit, Sacred Reich,
Tankard, Sepultura, Protector, entre outros.
No meio da turnê, o baterista Iain Finlay é demitido, Jörg
Michael então é contratado para as datas restantes.
Ainda em 1990, sai o EP Wild Animal, contendo três faixas
inéditas e uma regravação da faixa "Chains & Leather". No mesmo ano, Majk
Moti deixa a banda.
Com o grande sucesso dos últimos anos, a banda veio com tudo
para 1991, lançando o single Little Big Horn, já contando com Axel Morgan, na
outra guitarra, e Rudiger "AC" Dreffein (o roadie da banda) para as baquetas.
Pouco depois, é lançado Blazon Stone, álbum mais vendido da banda de todos os
tempos, ainda com temática pirata. Todavia, aqui, mais abrangente. Este álbum
também tinha sua faixa de cunho histórico, a "Bloody Red Rose". Uma longe turnê
se seguiu e, com tudo indo favoravelmente, a banda lançou uma coletânea contendo
10 músicas dos três primeiros álbuns regravadas, o The First Years of Piracy,
dando uma roupagem mais atual às mesmas, especialmente nas melodias de
voz.
A Blazon Stone Tour começa dia 26 de abril de 91 em Osnabrück na
Alemanha e termina dia 27 de junho de 91 em Frauenfeld na Suíça, foram 33 shows,
passando por Alemanha, Suíça, Espanha, França e República Tcheca. Tocam junto
com as bandas, Raven e Crossroads.
Mais um ano se passa e "Captain Rolf e seus salteadores" lançam,
em 1992, Pile of Skulls, outra obra prima candidata a álbum favorita de seus
fãs. Nele, era possível ver um cunho crítico às forças militares, políticas e
religiosas, consideradas guias da sociedade. A capa foi a primeira feita
totalmente por Andreas Marschall e captava bem o intuito da banda para o ideal
deste álbum mais sombrio. Rolf ficou 100% satisfeito com o som da bateria e
dignificou uma grande produção geral. As letras vieram mais embasadas em grandes
obras literárias, como "Communion" de Whitley Strieber e no grande clássico "A
Ilha do Tesouro" de Robert Louis Stevenson, esta com a fenomenal faixa-épica
"Treasure Island". Assim como mostra um pouco da história de Henry Jennings, na
faixa "Jenning's Revenge". A formação contava dessa vez com Rock 'n' Rolf, Axel
Morgan, nas guitarras, Thomas Smuszynski (ex-Darxon, ex-Axel Rudi Pell e
ex-U.D.O.) no baixo no lugar de Jens Becker e Stefan Schwarzmann na bateria,
novamente. Porém, ao fim de mais uma grande turnê, Rolf despede toda equipe,
incluindo a crew. E apenas "Bodo", apelido de Thomas, permanece. Um single foi
lançado neste ano, o Lead or Gold, e outro estava pronto para ser lançado,
também com a arte a cabo de Andreas Marshall finalizada, o Sinister Eyes.
Contudo, por ter sido dispensado, Stefan não autorizou o uso de uma música dele
que estaria presente. Esta faixa é a "Skulldozen" e o fato culminou no
não-lançamento de tal obra. Mais tarde, Axel, Jens e Stefan se juntariam e
formariam o X-Wild, onde viriam a reaproveitar esta faixa, com nova letra (a
original era de Rolf), vindo a se chamar "Skybolter".
A turnê do Pile Of Skulls começa dia 21 de janeiro de 93 em
Bremen na Alemanha e termina dia 7 de fevereiro de 93 em Hamburgo na Alemanha,
foram 16 datas, passando por Alemanha, Áustria e Suíça. A banda de apoio foi
Universe.
Em 1994, contando com Thilo Hermann (ex-Holy Moses, ex-Faithful
Breath, ex-Glenmore, ex-Risk) para o lugar de Axel Morgan e Jörg Michael, que
novamente tinha substituído Stefan em turnê, pelo fato de o mesmo ter rompido
alguns ligamentos do seu braço esquerdo, o Running Wild lança Black Hand Inn, um
álbum mais direto. As ilustrações continuavam a cabo de Andreas Marschall,
mostrando um teor apocalíptico dentro do enfoque de tempos antigos,
influenciadas pela obra O 12º Planeta, de Zecharia Sitchin, na faixa-épica de
mais de quinze minutos "Genesis (The Making and Fall of Man)". O palco ainda
contava com o grande crânio em que a bateria ficava e pirotecnias habituais,
apesar de pouco mais "enxuto". A faixa "Souless" costuma ser muito executada em
concertos posteriores e já era possível ver o surgimento de linha mais hard rock
antigo, que acompanharia a banda para os álbuns sucessores. Ainda neste ano, foi
lançado o single The Privateer, incluindo uma faixa não-realizada da banda, da
autoria de Preacher, a "Dancing on a Minefield".
A turnê do Black Hand Hill começa dia 28 de maio de 94 em
Osnabrück na e termina dia 18 de junho de 95 em Berlin, foram 18 shows somente
na Alemanha, nessa turnê a banda tocou com o Grave Digger, Iced Earth, Glenmore,
Rage e Gamma Ray. Destaque para o Summer Metal Meetings
Festival que aconteceu
em 4 dias seguidos em 4 cidades da Alemanha.
No ano seguinte, 1995, sai Masquerade, com a mesma formação do
álbum anterior. Todavia, Rolf testa uma dinâmica mais agressiva, com guitarras
rítmicas mais altas e mais efeitos na voz, diferenciadamente dando mais
agressividade a esta obra. Mas, ainda assim, era possível ver pegadas hard rock
em algumas faixas, como "Rebel at Heart", "Demonized" e "Metalhead". A partir de
Pile of Skulls, as turnês foram se concentrando cada vez mais nas proximidades
da Alemanha. Mesmo com três anos de hiato para o lançamento seguinte, a turnê de
Masquerade já não foi muito extensa. Neste álbum, Rolf introduziu a primeira
parte de uma trilogia, vindo a ser concluída nos dois álbuns seguintes. O tema é
uma batalha entre o Bem e o Mal. Nesta primeira parte, o Mal se mostra mais
presente, usando as forças sociais dominantes, citadas em Pile of Skulls, como
almas vendidas ao demônio, como é possível ver nas belas ilustrações de Andreas
Marschall, então, sendo chamados "Mascarados".
A turnê começa dia 19 de janeiro de 96 em Behringen e termina
dia 30 de janeiro de 96 em Bonn, foram 11 shows somente na Alemanha, a banda de
apoio foi China Beach.
Diferentemente do álbum anterior, o álbum seguinte, The Rivalry,
de 1998, trazia uma faixa não composta por Rolf, a "Adventure Galley", onde Rolf
ficou a cabo apenas das letras. A produção deste álbum foi mais refinada que
todos álbuns anteriores e era possível ver cada detalhe de todas execuções,
portanto mais "limpa". Porém, começava um período de menor agressividade na
linha da banda. Um álbum extenso, de quase 78 minutos de duração, resultado do
tempo de lançamento do álbum anterior para este, que trazia o choque das forças
do Bem e do Mal, dando sequência à trilogia iniciada no álbum anterior. Após a
gravação do álbum, o baterista Jörg Michael para se dedicar somente ao
Stratovarius.
A turnê começa dia 18 de abril de 98 em Neu-Isenburg na Alemanha
e termina dia 23 de abril de 98 em Hamburgo, foram 6 datas, uma delas foi na
Suíça, a banda de apoio foi o Primal Fear.
Victory é lançado em 2000 e conclui a trilogia dos álbuns
anteriores, com a ascensão do Bem, assim, vencendo o Mal. Mesmo com boas faixas,
este álbum vinha trazendo menos vigor que os anteriores e o Running Wild começou
a ser visto como trabalho solo de Rolf. As vozes já estavam mais limpas, sem os
efeitos variados presentes nos outros álbuns e o que tornaria a acontecer nos
demais álbuns daqui para frente. Outro fato marcante foi a saída do baterista
Jörg Michael, que já vinha excursionando com o Stratovarius, e foi substituído
por Angelo Sasso, pseudônimo de um provável programador de bateria eletrônica.
Rolf dizia que era um amigo que não queria sua identidade revelada, Thilo
deixaria a banda depois da turnê.
A turnê começa dia 4 de março de 2000 em Osnabrück na Alemanha e
termina dia 22 de julho de 2000 em Vigevano-Castello na Itália, foram 13 shows
passando por Alemanha, Itália, Espanha e Suécia, destaque para os festivais,
Powermad Europe Festival, Rock Machina 2000, Bang Your Head Festival e Sweden
Rock Fest.
O baterista foi o grego, Chris Efthimiadis, que ficou de 98 até
2000 na banda, fazendo as duas ultimas turnês.
The Brotherhood viria em 2002, com andamento similar ao do seu
predecessor, mas praticamente sem pedais duplos. A formação era somente Rolf
tocando as guitarras, Peter Pichl (ex-Yargos) no baixo, no lugar de "BODO", e
Angelo, ainda assinando como baterista. Mesmo com turnês curtas, foi lançado um
show ao vivo nesta turnê, Live, onde Bernd Aufermann (ex-Angel Dust) foi
contratado para executar a outra guitarra ao vivo e Matthias Liebetruth
(ex-Victory) para a bateria.
A The Brotherhood Tour começa dia 20 de março de 2002 em
Saarburg na Alemanha e termina no Wacken Open Air 2003, foram 14 shows, passando
por Alemanha e Itália, show este que fez no Gods Of Metal (2002) Festival em
Milão.
Em 2003, Rolf se apresentaria mais estafado, por estar
trabalhando muito em seu estúdio, o Jolly Roger Studio, onde vinha equipando
bastante o mesmo e trabalhando na nova coletânea que viria a ser lançada naquele
ano, intitulada 20 Years in History, onde a mesma traria duas faixas de cada
álbum full-length já lançado pela banda, incluindo alguns canais extras na
maioria delas, para reavivar alguns pontos mais escondidos das produções
anteriores, segundo ele. a obra traria também versões regravadas de "Mordor" e
"Branded and Exiled" e duas faixas não realizadas pela banda, "Prowling
Werewolf" e "Apocaliptic Horsemen". Em entrevistas, Rolf citou o fato de não ter
tido descanso da turnê de The Brotherhood, emendando aos trabalhos do ano
seguinte, que só encerrou com o lançamento desta coletânea.
Em setembro de 2003 Rolf promove sessões de autógrafos em
algumas cidades na Alemanha.
Então, em 2005, é lançado Rogues en Vogue, composto e gravado no
Jolly Roger Studio. Para este álbum, Rolf contou com a colaboração de arranjos
de Peter e Matthias. Apesar de distorções guitarras mais agressivas e mais
criatividade/variação nas composições, esta obra ainda trás semelhanças aos
álbuns mais recentes, mesmo que com destaque.
Em 2006 é lançada a coletânea Best of Adrian, contendo faixas da
fase mais atual da banda. A essa altura, Rolf já tinha seu outro projeto, o
Toxic Taste, e já alegava andar mais focado em seu outro trabalho, não revelado
ao público.
Eis que, em 17 de abril de 2009, é anunciado o fim da banda,
deixando uma legião de órfãos. É feito um concerto para marcar a despedida do
Running Wild dos palcos, no dia 30 de junho de 2009, no Wacken Open Air, onde
Rolf mostrou mais uma vez o poder de seu carisma e interação com o público. Este
show foi gravado e foi lançado em junho de 2011, intitulado The Final Jolly
Roger, onde Peter Jordan ficou a cabo da outra guitarra e Jan S. Eckert
(Masterplan, ex-Iron Savior) do baixo, mas apenas para este evento, o baterista
foi Matthias Liebetruth.
Em outubro de 2011, o Running Wild anunciou seu retorno à
atividade no site oficial da banda através de um vídeo gravado pelo próprio
líder da banda Rolf Kasparek. Marcando o retorno, foram gravados dois novos
álbuns: Shadowmaker, lançado em abril de 2012; e Resilient, lançado em outubro
de 2013. Os álbuns não tiveram seus créditos relevados, então fica a incógnita
sobre quem gravou o baixo e bateria nos CDs. Ambos os discos tiveram reações
mistas entre os fãs e a crítica.
Em junho de 2015, foi anunciado no site oficial do grupo a
entrada dos novos integrantes Ole Hempelmann (baixista, Ex-THUNDERHEAD) e
Michael Wolpers (baterista, VICTORY), que tocarão no Wacken Open Air de 2015 e
também digressarão com o Running Wild na turnê do próximo disco.
No
início de 2016 foi lançada a coletânea Riding the Storm - The Very Best
of the Noise Years 1983-1995, incluindo as melhores canções gravadas
pela banda entre os discos Gates to Purgatory e Masquerade. Em agosto de
2016 foi lançado seu mais recente trabalho de estúdio, intitulado Rapid
Foray, gravado por Kasparek, Jordan e também pelos novos integrantes.
Em 2021, a música deles "Diamonds and Pearls" foi eleita pela Loudwire como a 31ª melhor música de metal de 2021. Texto: Wikipédia.

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