Triode
foi uma excelente e obscura banda francesa de rock progressivo do
início dos anos 70, até mesmo totalmente esquecida, que conseguiu lançar
um único álbum em 1971, chamado "On N'a Pas Fini D'avoir Tout Vu",
produzido pela Futura Records (rótulo francês focado no jazz, bastante
atuante nos anos 70).
Em 2001, trinta anos mais tarde, a Mellow
Records trouxe o trabalho à sua merecida evidência, ganhando destaque
nos segmentos do progressivo em geral, recebendo os melhores elogios da
crítica especializada.
O álbum é instrumental, conduzido
principalmente pelo excelente flautista Michel Edelin, que no futuro
iria consagrar-se como uma das lendas neste instrumento, citado no
"Dicionário do Jazz" (Laffond), como um dos "The Great Creators of
Jazz", autêntico especialista do jazz-flute, um dos quatro na lista do
Jazz Hot Prize (ao lado de Dave Valentin, James Moody e Sonny Fortune).
No âmbito do cenário progressivo, Triode é frequentemente
comparado ao Jethro Tull (a flauta de Ian Anderson, principalmente),
algumas bandas da cena de Canterbury do mesmo período, como Caravan ou
Traffic, ou mesmo ao Focus e ao Yezda Urfa. O fato é que Triode
representa um jazzy prog instrumental com fascinantes interlúdios de
flauta, que torna-se ainda mais eclético devido ao som psicodélico da
guitarra de Pierre Chereze, sem dúvida é outro grande expoente neste
álbum, e é um excelente exemplo do quão criativas foram as bandas de
'70, no movimento do rock progressivo.
O álbum é uniforme, todas
as músicas são boas, e o que mais chama a atenção é ser um registro
instrumental sem teclados, a flauta e a guitarra fuzzed se revezam na
liderança, enquanto o ótimo baixo de Pierre Yves Sorin, a percussão e a
bateria de Didier Hauck, dão o apoio com muita qualidade. Outra pérola
do progressivo. Resenha: ThinkFloyd61.
Integrantes.
Pierre Chereze(Guitarra) Pierre Yves Sorin(Baixo) Didier Hauck(Bateria) Michel Edelin(Flauta)