
A banda alemã Twenty Sixty Six And Then conseguiu a proeza de lançar num único disco um conjunto de canções onde a qualidade, criatividade e capacidade foram a tônica do álbum.
Lançado em 1972, Reflections traz grandes canções (tanto na qualidade quanto na duração), onde os teclados esbanjam vitalidade e criatividade.
At My Home, primeira faixa é um hard rock com excelente condução dos teclados, flauta ao fundo, tocada pelo convidado Wolfang Schonbrot e uma ótima guitarra. O vocal rouco de Geff Harrison, que apesar de não ter uma excelente voz, que em alguns momentos remete ao vocal esbaforido de David Coverdale, acaba não comprometendo. A guitarra lembra bastante Ritchie Blackmore nos três primeiros álbuns do Deep Purple.
Autumn, a segunda faixa, tem um vocal que se encaixa bem mais com o andamento lento da música. Novamente o destaque é o teclado, com algumas passagens progressivas. Um ótimo som!
A próxima é Butterking, que começa um pouco estranha, com vocal apenas falado e acompanhamento de uma vigorosa bateria. Na sequência entra o teclado no melhor estilo Jon Lord.
A quarta música é a faixa tema: Reflections On The Future. Apenas pelo tempo de duração pode-se perceber o que vem pela frente: belas passagens, solos de guitarra de extremo bom gosto, enfim, a canção mais complexa do disco.
Na sequência temos The Way That I Feel Today, canção também de rara beleza. Também de longo alcance, a faixa traz um andamento mais jazzístico, onde o piano e o baixo se destacam. É a canção mais sofisticada do álbum. A bateria com levada bem quebrada e em algumas vezes, a flauta a lá Ian Anderson nos brinda com um som pra lá de interessante. O vocal carregado de emoção acaba se encaixando perfeitamente na música.
O álbum original se encerra com Today. Totalmente instrumental, também lembra passagens do Deep Purple do início, na fase de Mandrake Root ou Wring that Neck, com muitas variações em seu andamento e sempre com muito bom gosto. Novamente o destaque são os teclados, super datados da época.
As duas últimas faixas são os bônus incluídos nesta edição e que também não fazem por menos. A primeira é I Wanna Stay, um hard rock bem interessante, com andamento mais cadenciado.
Para finalizar, Time Can't Take Away, que encerra o disco em alto astral, pois se trata de uma bela balada, com um backing vocal de fazer inveja a qualquer um, além de um refrão de arrepiar. Realmente um grand finale para uma obra prima. Resenha: A Maquina de Fazer
Sonhos.

Integrantes.
Geff Harrison (Vocal, ex-I Drive e Kin Ping Meh)
Gagey
Mrozeck (Guitarra , ex-Kin Ping Meh)
Veit Marvos (Teclados,
ex-Emergency)
Dieter Bauer (Baixo, ex-Aera)
Steve Robinson (Teclados,
ex-Aera e Nine Days Wonder)
Konstantin "Konni" Bommarius (Bateria, ex-Abacus
e Karthago)
Convidados.
Wolfang Schonbrot (Flauta)
Curt Cress (Bateria)
02. Autumn(9:06)
03. Butterking
(7:17)
04. Reflections On The Future (15:48)
05. The Way That I Feel Today
(11:11)
06. Spring (13:02)
07. I Wanna Stay (3:59)
08. Time Can't Take
It Away (4:40)
(320Kbps)
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