
Em 1969, o diretor Richard C. Sarafian recusou uma oferta para
dirigir Robert Redford e Gene Hackman em Downhill Racer para dirigir Corrida
contra o Destino, atraído pelo tema da contracultura no roteiro de Infante
(Caim).
Originalmente, ele queria Hackman para viver o personagem Kowalski mas
Richard D. Zanuck, diretor-executivo da 20th Century Fox, insistiu na escalação
do relativamente desconhecido ator Barry Newman para o papel. O filme marca a
primeira aparição nas telas de cinema de Cleavon Little e John Amos.
O carro.
De acordo com Sarafian, foi Zanuck quem teve a ideia de usar um
Dodge Challenger 1970 no filme, porque ele queria prestar um favor à Chrysler,
que por muito tempo fornecia automóveis para os filmes da Fox pelo preço
simbólico de 1 dólar de aluguel por dia; vários dos outros carros usados no
filme também são modelos da Chrysler. O coordenador de pilotos - dublês Carey
Loftin disse que pediu o Challenger R/T por causa de qualidade da barra de
torção da suspensão e da potência do motor, considerando-o um bom e resistente
carro de corrida.
Cinco Dodge Challenger R/T brancos foram entregues pela
montadora à Fox para o filme como promoção e devolvidos ao final das filmagens,
quatro deles com 440 HP e quatro marchas e um com 383 HP e automático. Nenhum
equipamento especial foi instalado ou mudanças feitas nos carros, à exceção da
instalação de amortecedores mais potentes no carro que faz um salto sobre o
riacho No Name Creek. Os Challengers tiveram a manutenção feita por Max
Balchowsky, preparador de carros também usado para cuidar dos Ford Mustang de
Bullitt e tiveram um bom desempenho, apesar de problemas causados pela poeira do
deserto. Nenhum dos motores explodiu mas Loftin recorda-se que vários escalpos
foram feitos de um carro para outro para substituir peças avariadas, porque "a
produção realmente destruiu um ou dois carros" durante as filmagens subindo e
descendo rampas entre as auto - estradas e os riachos no caminho. O chefe dos
dublês relembra que os motores de 440 HP eram tão fortes "que chegavam a ser
pressão demasiada para os corpos; você saía em primeira e era quase como se
tivesse sido completamente empurrado para trás". Todos os carros usaram a placa
verde OA-5599.
Filmagens.
A fotografia principal do filme começou no verão de 1970 e tinha a duração planejada de 60 dias. Problemas financeiros enfrentados pelo estúdio na época fizeram com que Zanuck diminuísse o tempo de filmagem de Sarafian em 22 dias; com isso, o diretor decidiu deixar de filmar algumas cenas previstas ao invés de filmar apressadamente todo o resto do roteiro. Um dia normal de filmagens envolvia viajar com os atores – alguns deles amadores convocados pelo diretor para papéis secundários – e equipe de produção num total de 19 pessoas por várias horas até algum lugar remoto, filmar por várias horas e então passar a noite em algum motel próximo até dia seguinte. As filmagens tiveram alguns contratempos, como por exemplo uma vez em que Newman teve que entrar com o carro cheio de câmeras instaladas nele no meio do mato, para evitar uma colisão frontal com outro motorista desavisado que tinha ignorado a barreira policial na estrada feita para garantir a segurança das filmagens.
A versão do filme exibida na Europa e na Inglaterra, teve duração e cenas diferentes do filme exibido nos EUA. Na versão europeia, Kowalski dá carona durante a noite a uma mulher misteriosa, interpretada pela atriz Charlotte Rampling, pouco antes do fim do filme. Ele fuma maconha com ela e só para quando começa a sentir que está ficando "ligado". Ele para o carro e beija a mulher, que diz a ele que "o estava esperando pacientemente em todos os lugares e há muito tempo, desde sempre". Ao amanhecer, quando Kowalski acorda no carro, ela desapareceu sem deixar traços. Segundo declarações do ator e do diretor do filme, a personagem sem nome de Rampling era uma figura alegórica representando a morte. A cena foi cortada do filme exibido aos americanos, diminuindo sua duração de 105 para 98 minutos, por medo dos produtores de que o público não a entendesse. Em entrevista anos depois, Newman declarou que não acreditou quando viu que os produtores da Fox haviam cortado a cena na montagem final, considerando-a, devido ao existencialismo presente na história, como uma das mais importantes de todo o filme.
Trilha sonora.
O diretor Sarafian queria que a trilha sonora do filme fosse
toda feita com as músicas do disco Motel Shot da banda Delaney & Bonnie and
Friends, que além da dupla de cantores e compositores marido - mulher do nome,
também tinha a participação de artistas como Leon Russell, Duane Allman, Stephen
Stills, Joe Cocker e Rita Coolidge. Porém, o chefe o departamento musical da
20th Century Fox da época, Lionel Newman, vetou a ideia por não querer gastar
muito dinheiro na compra dos direitos de todos estes artistas de renome. O
diretor então sugeriu que o compositor Randy Newman fizesse a trilha, o que
também foi recusado.
Depois de assistir o filme, o supervisor musical Jimmy Bowen
escreveu então três canções novas para a trilha e usou músicas de artistas mais
baratos para completá-la. Delaney & Bonnie and Friends acabou participando
do filme como a banda "J. Hovah", um grupo de hippies religiosos que faz um show
no deserto. Texto: Wikipédia.
